Nós sabemos (ou deveríamos saber) que os clientes são o juiz final da nossa atuação nos mercados e por isso mantermo-nos em constante contacto com eles é um passo para a inovação e por conseguinte para o sucesso da nossa organização.

Estar em constante contato com os nossos clientes significa observar como as pessoas experimentam, emocionalmente e cognitivamente, o mundo que as rodeia e a partir dessa observação iniciar o caminho para a satisfação das suas necessidades.

Dentro das organizações encontramos normalmente diferentes equipas que procuram identificar alterações significativas nos mercados onde as empresas desenvolvem a sua atividade porque estas indiciam muitas vezes a necessidade de novos modelos de negócio e de novas parcerias, onde a inovação aberta tem um papel crucial.

As parcerias entre as startups e as PME podem ser um bom exemplo dessas possíveis parcerias.

Aquelas equipas têm de recolher e absorver largas quantidades de informações, muitas vezes de natureza contraditória dando origem a perspetivas limitadas dos caminhos alternativos a seguir para satisfazer as necessidades dos clientes.

Para evitar esta “limitação” as organizações devem ser capazes de redirecionar o seu radar e identificar um número de pequenas coisas que normalmente não “saltam à vista”. Tal só acontece quando abordamos um negócio que não é o nosso ou quando permitimos olhares do exterior e nos distanciamos do nosso foco habitual.

Com frequência criamos um vazio quando pensamos que somos capazes de fazer tudo sozinhos ou ainda quando desistimos cedo demais em vez de procurar novas oportunidades ou em vez de criar novos cenários ou pensar em novos modelos de negócio.white_face_masks

Nós sabemos que o desconhecido é onde as organizações se sentem desconfortáveis mas também sabemos que os inovadores têm uma curiosidade incansável para explorar cruzamentos de ideias e preencher espaços em branco.

Por exemplo ao olhar para as novas tecnologias (redes sociais) devemos pensar nelas como facilitadoras da inovação e de novos modelos de negócio, e não como uma forma de tornar as coisas mais perturbadoras da disciplina empresarial.

Apesar das redes socias permitirem o desenvolvimento da colaboração que está no centro dos processos de negócio de hoje, a maioria das organizações ainda não aceita esta “verdade”.

Colaborar não é uma simples consequência de uma afirmação. Não basta dizer que se quer. É preciso ter coragem!

Colaborar requer uma atitude diferente que é, ir além dos estudos de casos ou de trocas de boas práticas. Os negócios, face às exigências da constante torrente de mudança, não podem contentar-se em transferir uma solução de uma empresa para outra, ou adaptar modelos já existentes.

Colaborar e abarcar a complexidade que cada vez maior que as empresas enfrentam é um destino que as pessoas, que abraçam a interdisciplinaridade e que não têm medo de estar erradas, desejam (disso são exemplo as startups).

Hoje a facilidade das comunicações promove uma crescente especialização do conhecimento dando origem muitas vezes a focos de pesquisa e de trabalho muito diversificados mas que podem ser combinados de forma a encontrar soluções inovadoras apetecíveis a todas as partes interessadas.

Muitas vozes na mesma disciplina representam quase sempre o mesmo conhecimento e isso significa também um caminho rápido para os modelos de negócio já conhecidos e já experimentados.

A cocriação entre empresas pode dar origem a novos modelos de negócio mas estes não têm necessariamente de excluir os modelos que já existem. A coexistência de modelos de negócio pode representar para as PME (por exemplo) o caminho da sustentabilidade e do crescimento.

 

 

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One Response to Inovação Aberta e a cocriação ou coexistência de modelos de negócio

  1. Carlos Roberto Rodrigues says:

    O século XXI pressupões infindáveis e ainda inimagináveis respostas à Nova Economia.Inovação , cocriação , gestão da sustentabilidade , valoração de recúrsos naturais serão algumas delas , que , associadas às redes sociais , marcarão sem dúvida , o novo relacionamento entre mercados.
    Novos modelos de negócios já acontecem e se acentuarão nos próximos anos. È preciso ficar atento!

    Carlos Roberto Rodrigues

    Consultor de Gestão Estratégica de Negócios e Sustentabilidade.

    Email :crobdrigues@gmail.com

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