Comportamento organizacional

Quando a nossa consciência diminui em termos qualitativos, a nossa comunicação deteriora-se e a nossa capacidade para reavaliar continuamente as competências de que precisamos e rapidamente colocar juntos os recursos adequados para as desenvolver e atualizar diminui também.

A necessidade de recarregar as energias é uma “realidade” que pode ser extrapolada para as organizações porque as organizações dificilmente têm consciência de si próprias, isto é, dificilmente têm um conhecimento aprofundado e estruturado de si próprias, como seria desejável.

As organizações são espaços em que muitos seres humanos interagem simultaneamente e por essa razão são entidades complexas cujo comportamento que não pode ser explicado por modelos simples e alguns enunciados de características próprias.

Uma organização consciente, é aquela que examina continuamente em si, o compromisso de tornar-se tão consciente quanto possível e possui a vontade coletiva de estar vigilante, o compromisso coletivo para a evolução contínua e a coragem coletiva de agir.

Numa organização consciente, qualquer elemento que dela faz parte dá um sinal de alerta, quando um qualquer elemento da sua cultura não é consciente e toda a organização se prontifica a retificar a zona afetada e torná-la mais consciente.

“As empresas também devem estar alerta para o ambiente em mudança e adaptar as suas estratégias de planeamento e desenvolvimento da força de trabalho para garantir alinhamento com requisitos de habilidade futura.   Os profissionais estratégicos de recursos humanos poderão ter de reconsiderar os métodos tradicionais para identificar as competências essenciais, bem como para selecionar e para o desenvolvimento de talento.  Ao ter em conta as perturbações suscetíveis de remodelar o futuro irão melhorar a capacidade das empresas para garantir talento que a organização tem e renovar continuamente as competências necessárias para a sustentabilidade das metas de negócios.  Uma estratégia de força de trabalho para sustentar as metas de negócios deve ser um dos mais importantes resultados de profissionais de recursos humanos e deve envolver a colaboração com as universidades para encontrar aprendizagem ao longo da vida e requisitos de competências.” – Future Work Skills

Quando falamos de talentos nas Organizações falamos de pessoas que estão em contato constante com as fontes do saber o que se traduz em aprendizagem ao longo da vida quer como indivíduos quer como organização aprendente.

Neste sentido o que as organizações devem aprender é a viver em harmonia com as artes e com as humanidades para serem capazes de abraçar a complexidade, diversidade e ambiguidade como desafios capazes de gerar emoções e alegrias.

A pesquisa em Artes e Humanidades dá-nos um plano de fundo que nos permite entender os efeitos complexos de mudança na sociedade. Exemplos incluem o acesso ao conhecimento da experiência histórica, a compreensão de línguas e culturas estrangeiras e a capacidade de usar soluções relacionadas para resolver problemas sociais.

A pesquisa de Artes e Humanidades também pode comunicar e traduzir a ciência para públicos gerais, por exemplo, usando imagens para comunicar informações complexas relacionadas com a saúde para os pacientes, ou explicar o impacto das alterações climáticas no público em geral.”

Esta convivência, com as artes e humanidades, permite-nos desafiar o pensamento convencional, isto é, pode libertar o nosso potencial criativo e pode também pode fornecer uma compreensão do contexto histórico dos “factos” e um enquadramento cultural em que os sistemas, a sociedade e a economia funcionam.

Quando a convivência com a arte, nas organizações, não se resume a uma visita esporádica a um museu e passa a ser parte integrante do desenvolvimento profissional, a compreensão dos diferentes valores culturais que nos rodeiam, passa a ser uma realidade.

“Quando falamos de organizações falamos de:

1 – Pessoas

2 – De sentimentos como parte da organização.

3 – Da estética e da sua importância para as experiências humanas.

4 – De histórias das organizações e de contar histórias.

5 – De escrever e da importância da escrita.

6 – De fazer a diferença e de pensamento crítico.”

Adaptado de Jerzy Kociatkiewicz

Estes pontos são muito provavelmente, o mais importante na abordagem que poderemos fazer às competências, à consciência ou às práticas organizacionais.

Ao relacionarmos as pessoas e a arte aflora-se o poder da estética no comportamento das pessoas. Todas as ações humanas têm um potencial estético e para sermos bem-sucedidos nas nossas ações e comunicar com eficácia com os outros temos de recorrer a essa dimensão.

Ao combinarmos ou ao explorarmos o mais subjetivo e singular, em oposição a geral e objetivo, que foi considerado por muito tempo ser a ciência, estamos a criar uma nova dimensão de valorização das organizações.

Os seres humanos são intensamente reflexiva e curioso sobre si mesmos, sobre o que eles são e de onde eles vêm, sobre como viver no mundo e sobre a natureza e origens da cultura que eles criaram para si…

A investigação Artes e Humanidades representam a dimensão auto consciente e profissional da nossa reflexividade e curiosidade nessas áreas. É a deliberada e dedicada atividade que gera, compila, analisa, sintetiza e propaga os nossos mais profundos insights sobre quem somos, de onde podemos ter vindo, e as expressões culturais que nós trabalhamos para nós mesmos. Enquanto a pesquisa de Artes e Humanidades faz uma contribuição vital para a inovação, a criatividade e o sucesso de muitos grandes setores da economia… ela também tem um papel muito mais fundamental em que assenta a qualidade de vida e, consequentemente, a bem-estar da sociedade.”

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