Mais gerações, mais tecnologias, mais diferença!

 

No futuro o trabalho será como sempre foi, um dos muitos aspectos das nossas vidas. Mas no futuro não será como foi até aqui! Lá iremos encontrar os nossos amigos, virtuais e da vida real, experimentar novas sensações e naturalmente com as nossas vidas mais criativas e inovadoras.

Poderá ser também onde poderemos encontrar mais frustrações e menos alegrias se não pensarmos nele e deixarmos que a corrente nos arraste ou nos perdermos em consumismos incontrolados.

O futuro pode ser já hoje, dentro de poucos anos e pode estar bem longe daquilo que imaginamos por força da velocidade a que a mudança é gerada.

E mesmo assim ainda há quem resista à mudança!

Eu desde há alguns anos que trabalho com projectos e sempre gostei desse tipo de trabalho pelo desafio constante que colocam.

Não falo desses projectos muito certinhos, planeados até ao segundo e sem infringir uma única norma ou não criar inconformidades.

Falo de projectos com um propósito, com risco, onde falhar depressa é bom e onde a aprendizagem é uma constante.

Esses projectos, surgiram inicialmente como uma forma de encontrar algo que eu pudesse desenvolver sem estar exclusivamente ligado à rotina tradicional das minhas tarefas ou no cumprimento das minhas funções enquanto colaborador de empresas.

É curioso como o falar em trabalho quando se tem um projecto (de trabalho) parece despropositado. Todo o sentido da palavra trabalho = obrigação/rotina passa para projecto = prazer/resultados.

E é também curioso como é fácil pensar em organizações geridas por projectos onde os seus colaboradores têm oportunidade de libertar as suas energias e criatividade a favor de um bem comum.

Eu no futuro, imagino organizações mais planas com a sua energia distribuída em redes ou comunidades, sem a preocupação da localização física e com respostas cada vez mais adequadas às necessidades reais das pessoas.

Aquilo, que eram as certezas do passado, foram substituídas pela ambiguidade, pela diversidade de questões e opiniões que se levantam, conjuntamente com um constante burburinho de tecnologias.

Hoje temos novas tecnologias para todas a gerações e não apenas para a geração dominante no mundo do trabalho.

As diferenças entre as várias gerações que convivem hoje no mundo do trabalho e aquelas outras que fazem parte da nossa vida, crianças e idosos, são provavelmente maiores do que, entre aquilo que eu imagina e o que cada um deles imagina.

Seja qual for a nossa idade, uma das questões mais cruciais que enfrentamos é, como é que as forças que moldam o futuro do trabalho se vão desenvolver e qual será o impacto sobre nós e sobre as organizações às quais pertencemos.

A previsão do futuro do trabalho frequentemente começa com um possível cenário futuro e, em seguida, retornamos para definir:

O que é preciso que aconteça para que esse futuro se transforme em realidade?

– Como faço para começar a olhar para oportunidades futuras?

-Como posso criar um caminho para estas oportunidades que antecipe as mudanças inevitáveis ao longo do caminho?

– O que eu posso começar a fazer hoje que me vai ajudar a chegar lá primeiro?

Muitas vezes é difícil articular a natureza exacta de uma necessidade futura, e em vez disso, descobrimos que é mais fácil e mais atraente apresentar um contexto mais amplo.

A previsão de futuro, de um sector de actividade, precisa se fundamentada numa percepção detalhada das tendências nos estilos de vida, tecnologia, demografia e geopolítica, mas baseia-se igualmente na imaginação e no prognóstico.

Para criar o futuro, uma empresa precisa primeiro desenvolver uma representação visual e verbal poderosa das possibilidades desse futuro.

O uso sem constrangimentos da analogia e da metáfora, o possuir uma predisposição para ser do contra, uma vontade de ser mais do que ser simplesmente conduzido pelo consumidor e a posse de uma verdadeira empatia permitem-nos construir cenários e contar a história do futuro.

No futuro a nossa forma de pensar e decidir será a mesma? Que significado terá a lógica?

A utilização de cenários fornece uma nova perspectiva e uma nova linguagem e estrutura que pode ser usado para incentivar o diálogo e pensamento estratégico sobre os desafios e oportunidades que enfrentamos.

Os cenários ajudam a legitimar um diálogo, desafiando a sabedoria convencional que dá lugar a uma discussão generalizada, e que cria a possibilidade de uma verdadeira transformação.

É bom lembrar que os cenários são ferramentas e não o ponto de chegada de qualquer actividade.

A contar a sua história não se esqueça que nesta época de deslocações e mudanças plena de concorrência, os recursos humanos mais valiosos são precisamente aqueles que são menos passíveis de gestão.

Como imagina o futuro?

 

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