O papel da criatividade nas organizações

Eu penso que a agilidade de uma organização depende muito da natureza da sua estrutura e quanto mais plana e mais aberta for, mais permeável é ao novo conhecimento e a novas ideias.

Esta é uma das vantagens do trabalho realizado em estruturas em rede que facilmente mobilizam a imaginação de cada colaborador de uma organização preparando-os assim para enfrentarem a todo o momento os desafios do sistema onde estão inseridos e de imediato procurarem encontrar soluções para os vencer.

As organizações precisam criar ambientes facilitadores de criatividade e formas de reconhecimento e recompensa adequados às várias gerações envolvidas.

Abrindo as portas à participação dos colaboradores na construção dos seus ambientes de trabalho e ao desenvolvimento de metodologias colaborativas, as organizações criam lugares atraentes para a retenção dos seus talentos.

A primeira geração que cresceu com a Web, tem como principal assunção que, a contribuição de cada um para a organização, não são os títulos, mas sim o mérito. Eventualmente gerações anteriores vêm a sua contribuição com sendo o somatório de alguns anos de trabalho, mas também eles estão sujeitos às leis da competência.

“Num mercado onde o talento é em grande parte uma mercadoria esse pode comprar em qualquer lado, o segredo é criar um ambiente onde se alarga essa fronteira e onde se pode constantemente aumentar o retorno. A combinação de tecnologia e talento é um poderoso catalisador para a criação de valor, mas para tirar partido da capacidade da Web para ajudar a agregar e amplificar o potencial humano em novos caminhos, temos primeiro de abandonar algumas das crenças tradicionais de gestão – a noção por exemplo, que a estratégia deve ser colocada no topo.” – Gary Hamel

O caminho do abandono de algumas velhas crenças, implica uma construção de novos níveis de confiança por parte de todos os colaboradores e parceiros. Os pressupostos que dominaram as formas de gestão do século vinte e que permaneciam imutáveis durante anos devem ser testados ou validados nas novas realidades do sec. XXI.

Uma nova atitude face ao passado, requer naturalmente confiança nas novas formas de interação e obriga a novas competências de aprendizagem, não só para os “aprendizes” mas para todos e uma aprendizagem que muitas vezes significa a prender a desaprender.

O futuro já tem caminho traçado e não é semelhante ao passado. É um futuro com linhas que parecem claras:

A tradicional tomada de decisão através de modelos e processos está a cair, por trás do rápido ritmo deste novo século, tanto para os indivíduos como para as organizações. Muitos de nós estão cientes desta situação, mas sentimo-nos perdidos sem uma nova abordagem para tomar boas decisões de confiança e rápidas.”

– Nós já começamos a sentir os problemas do raciocínio tradicional baseado em indução e dedução. A nova possibilidade chama-se tomada de decisão intuitiva.

– As ferramentas de criatividade começam a ser mais requisitadas pelos colaboradores e estão a ser mais largamente distribuídas nas organizações.

– As ideias já não têm fontes exclusivas ou localizadas e começam a competir em pé de igualdade.

– Um novo movimento de pensamento e ação, incluindo as estratégias estão a ser construídas da base para o topo.

– O poder ou autoridade começa a ser uma questão de competência em vez de uma questão de lugar na hierarquia.

Desta forma, evolução das organizações, que nunca será linear, vai ainda ser resultados de algumas batalhas entre as forças conservadoras e analíticas das organizações e as forças da criatividade.

São as pessoas dentro da organização que sabem quais os processos que chocam com a inovação, que impedem a adaptação e que criam frustração nos colaboradores.

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