(Texto em Português depois deste)

Entrepreneurs and design thinking

A good story, wherever it is possible, is looking for a link to a myth, reason why, often earn in the competitive economy of attention.

A myth is an exemplary story , sacred and significant that gave meaning to human existence since the beginning of time.

For example, the myth of foreign savior appears in all cultures that have suffered reprisals, such as major Alvega, Portuguese, airline pilot in the RAF, during the Second World War.

The myths live huddled behind every story of masses of present society but their presence and visibility is not as high as in ancient Greece.

The myth of the contemporary city as a center of sin is a myth as old as the need to minimize the anxieties of the townspeople, by contrast to the quiet and bucolic areas on countryside.

The myth is a powerful anxiolytic. And it works both to sin and to the purity, either in town or in the field.

A man or woman who is alone, fighting the elements, bravely defending their principles, they all have a dream of creating a business.

The myth of the entrepreneur with hero’s clothes!

There is a fatal assumption in this myth which corresponds to the idea that being possessed of technical skills for a business they will match the skills of a business.

This assumption is made in many areas of business or schools of thought, so it is advisable to raise some questions.

Dan Norman in – ” Design Thinking: A Useful Myth”, asks: ” Why should we perpetuate such nonsensical, erroneous thinking? Because it turns out to be a very useful way to convince people that designers do more than make things look pretty. Never let facts stand in the way of utility… This is still the view of most business executives, marketing managers, programmers and engineers”

The myth is neither truth nor lie. The myth is simply copy when appropriate to the needs of people like that moving from one place unattractive to one that satisfies your curiosity and brings imagination and creativity.

Mythical narrative comes to be reported and believed. But its validity is dependent on its social features to compete with other stories and capture the attention of its users.

The mythical stories always enjoy the reasons for the promise.

Link a myth to a story is to carry him in the future. Without it, nothing more is than a commercial advertisement.

Norman still in the same article says: “So, long live the phrase “design thinking.” It will help in the transformation of design from the world of form and style to that of function and structure. It will help spread the word that designers can add value to almost any problem, from healthcare to pollution, business strategy and company organization. When this transformation takes place, the term can be put away to die a natural death. Meanwhile exploit the myth. Act as if you believe it. Just don’t actually do”.

And actually design thinking may add value but the designers will also pass by the myth of the entrepreneur in some cases, being sure that everyone has to know the language of entrepreneurs, managers and technicians.

By linking a myth in our history we must begin by releasing it from the initial context and then adapt it to our history. A myth is something that happened before but which may extend up to today.

We should emphasize the aspects of myth that is timeless and rid us of the historical context.

The mythical history of Harley Davidson was born in the geographical epicenter of an emerging culture.

 

Contar histórias, vincular mitos e ser empreendedor!

Empreendedores e pensar design

Uma história bem contada procura, sempre que possível vincular-se a um mito, razão pela qual, muitas vezes ganham na competitiva economia da atenção.

Um mito é uma história exemplar, sagrada e significativa que proporcionou sentido à existência do homem desde o princípio dos tempos.

Por exemplo, o mito do salvador estrangeiro aparece em todas as culturas que sofreram represálias, como é o caso do major Alvega, português, piloto de aviação da RAF, durante a segunda Guerra mundial.

Os mitos vivem aconchegados por trás de cada história de massas da sociedade actual embora sua presença e visibilidade não seja tão elevada quanto na Grécia antiga.

O mito contemporâneo das cidades como centro de pecado é um mito tão velho quanto a necessidade de minimizar a ansiedades das populações citadinas, por contrapartida ao sossego das zonas bucólicas e campestres.

O mito é um ansiolítico poderoso. E funciona quer para o pecado quer para a pureza, seja na cidade seja no campo.

Um homem ou uma mulher, que estão sós, lutando contra os elementos da natureza, defendendo com bravura os seus princípios, todos têm um sonho de criar um negócio próprio.

É o mito do empreendedor com roupas de herói!

Há uma assunção fatal neste mito e que corresponde à ideia de que sendo possuidor de competências técnicas para um negócio elas corresponderão às competências de um negócio.

Esse pressuposto é assumido em muitas áreas de negócio ou correntes de pensamento, pelo que é aconselhável levantar algumas interrogações.

Dan Norman em – “Pensar design: um mito útil”, interroga-se: “Por que devemos perpetuar esse pensamento errado, sem sentido? Porque acaba por ser uma forma muito útil para convencer as pessoas que os designers fazem mais do que fazer coisas bonitas. Nunca deixe que os factos se interpõem no caminho de utilidade… Esta ainda é a visão dos executivos mais empresas, gerentes de marketing, programadores e engenheiros”

O mito não é nem verdade nem mentira. O mito é pura e simplesmente exemplar quando adequado às necessidades das pessoas, como que as transportando de um lugar desinteressante para um que satisfaz a curiosidade e eleva a imaginação e a criatividade.

Uma narrativa mítica surge para ser comunicada e acreditada. Mas a sua validade social está dependente das suas características para competir com outros relatos e captar a atenção dos seus usuários.

Os relatos míticos gozam sempre das justificações da promessa.

Vincular um relato a um mito é carregá-lo de futuro. Sem isso não passa de um anúncio comercial.

Norman no mesmo artigo diz ainda: “Então, viva a frase pensar design “. Ela vai ajudar na transformação do design desde o mundo da forma e estilo até ao da função e estrutura. Ela vai ajudar a espalhar a palavra que os designers podem agregar valor a quase qualquer problema, da saúde à poluição, da organização á estratégia de negócios da empresa. Quando essa transformação ocorrer, o termo pode ser guardado para uma morte natural. Entretanto, explorem o mito. Aja como se acreditasse. “

E de facto o pensar design pode agregar valor mas os designers ainda vão passar também pelo mito do empreendedor em alguns casos, sendo certo que todos têm de conhecer a linguagem dos empreendedores, dos gestores e dos técnicos.

Ao vincularmos um mito à nossa história devemos começar por desvincula-lo do contexto inicial e depois adapta-lo à nossa história. Um mito é algo que ocorreu antes mas que pode prolongar-se ate hoje.

Devemos realçar os aspectos do mito que seja atemporais e livrar-nos do contexto histórico.

A história mítica da Harley Davidson nasceu no epicentro geográfico de uma cultura emergente.

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One Response to Storytelling, entailing myths and being entrepreneur

  1. Thanks for this. Very timely…as I have been sorting through the web of “writing” and “storytelling”, the differences between the two, the commonalities…This is more food for thought and I appreciate that. Moreover, it is interesting to see it from your perspective in a different field.

    ~annie

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