Fazendo!

 

Eu não sei se eles concordam comigo ou não! Só depois de lerem este artigo ficarei a saber.

Eles são as cinco pessoas (eu incluído) que entraram, no GSJ11 Lisboa como “especialistas” e saíram todas moldadas em “T”.

O “T” representa uma pessoa com competências desenvolvidas numa determinada área (parte vertical) a que juntou competências adquiridas no desenvolvimento do trabalho (parte horizontal).

A grande diferença entre um especialista e um pessoa com perfil “T” é a capacidade de tocar as franjas do conhecimento do outro interlocutor. Um especialista, normalmente só desenvolve colaboração com alguém que fala a sua particular linguagem enquanto um “T” encontra pontos de contacto com facilidade noutras áreas que não a sua especialidade.

Se nós, no trabalho que desenvolvemos durante as 48 horas que estivemos juntos, não procurássemos de forma empática compreender as intenções e as vontades de cada um teríamos chegado ao fim com um somatório de opiniões. Em vez disso colocamos em contacto todas as competências horizontais e desenvolvemos quando necessário as verticais.

Dessa maneira concluímos que o todo é maior que a soma das partes!

Se eu quiser entregar um serviço com significado para o utilizador eu tenho que definir muito bem o tema que vou trabalhar e as oportunidades para o fazer.

Isso, eu posso fazer definindo bem o trajecto que ele terá de fazer e que necessidades vão satisfazer a par das experiências emocionais que procuro imprimir sem nunca perder de vista a totalidade da experiência maior, isto é o serviço.

Eu vou entregar o tangível e o intangível que resulta dos conceitos que criei conjuntamente com outras pessoas de outras disciplinas.

E para que tudo isto acontecesse foi necessário criar compromissos com os co-criadores, criar protótipos e contar histórias para finalmente poder validar.

A importância do storytelling e do protótipo foi manifesta na apresentação do trabalho realizado, que decorreu ontem no SDD Lisboa.

E porque é que eu acho que por detrás de tudo isto esteve Design Thinking?

Por que fomos capazes de abraçar as restrições.

Os designers trabalham com restrições (tempo, orçamento, localização, materiais). Identificar suas limitações e não criam a solução perfeita, mas a melhor solução, dadas as restrições.

Porque assumimos um risco.

Os designers estão confortáveis com a noção de que pode estar errado, mas experimentam e tentam novas abordagens.

Porque não nos fartamos de fazer perguntas.

Os designers fazem inúmeras perguntas que podem levar à questão de direito – o que levará à resposta correcta.

Porque consideramos que não é uma questão de ferramentas, é sobre ideias.

Os designers de diversas áreas passam muito tempo longe de ferramentas do tipo “nova tecnologia”, usando papel e lápis para esboçar as suas ideias.

E por tudo isto fomos capazes, e eu acredito, de fazer algo que não só tem sentido como é desejável, realizável e economicamente viável!

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3 Responses to Por trás de Service Design estará sempre Design Thinking

  1. Diogo Carmo says:

    E se formos um “|”, mas assim sobre a horizontal? É mau? 😉
    Na expectativa de mais protótipos conjuntos, e por que não, de uma primeira iteração do (w)e-wish?
    Um abraço e que a inspiração e o teclado estejam contigo!
    Diogo

  2. romulo says:

    olá, Falo de Brasília, Brasil. Gostei muito do artigo. Estou pesquisando sobre design thinking e seu blog é um dos mais interessantes. Keep going!

    • Jose Baldaia says:

      Muito obrigado!
      Mais algumas leituras que podem ser úteis pode ver na caixa do site “Design Thinking” em Josebaldaia.com!
      Cumprimentos e bons pensamentos (design)! 🙂

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