Não temos de escolher sempre entre…Podemos criar novo!

Nos vivemos uma fase de transição entre um velho “mundo de negócios”, tradicional e corporativo, e um “mundo novo” com uma abordagem centrada nas pessoas para a criação de coisas novas e com valor através de equipas interdisciplinares e processos colaborativos.

Existe, por parte de algumas pessoas um propósito de convergência desses dois mundos, o que no fundo pode significar um novo modelo criado com os pontos relevantes de cada um deles e onde a empatia assume um papel fundamental.

Design Thinking é um estado de espírito que permite formas de colaboração em equipas interdisciplinares com resultados surpreendentes e traduz-se por movimento, maleabilidade e evolução.

Pensar design é uma maneira de pensar em fazer algo, numa dimensão que representa uma nova experiência de aprendizagem para todos, sobretudo para as pessoas de negócios e estas têm muito para retribuir com a sua experiência, facto que não pode ser ignorado ou minimizado.

Contudo muitas dessas pessoas de negócios temem o fracasso, têm aversão à imprevisibilidade ou incerteza e têm uma grande preocupação com o status.

Design thinking requer uma atitude diferente que é, ir além dos estudos de casos ou de trocas de boas práticas. Os negócios não podem contentar-se com a transferência de uma solução de uma empresa para outra.

Para Roger Martin, em “The Design of Business”, diz que para nos tornarmos pensadores design temos de desenvolver uma postura (a nossa perspetiva do mundo e o nosso papel nele), as ferramentas (os modelos que usamos para organizar o nosso mundo e o nosso pensamento) e as experiências (aquilo que construiu e desenvolveu as nossas competências e sensibilidades).

Então, a pergunta fundamental que um pensador design coloca é:

“Será que isto me ajuda a chegar onde eu preciso ir”?

Ao responder a esta questão e importante não esquecer que o pensamento design levanta três questões que são fundamentais para o desenvolvimento dos nossos projetos:

Será que isto é desejável?

Será que é tecnicamente exequível?

Será que é economicamente viável?

DT vai mais longe desafiando o status quo porque os pensadores design podem resolver os problemas mais delicados através do pensamento integrativo em colaboração, usando a lógica de abdução, isto é, a lógica do que pode ser e não o que deve ser ou o que é.

Nós podemos verificar que em DT depois da inspiração e da ideação chega um terceiro espaço do processo de pensamento design que é a implementação. No cerne do processo de execução está a prototipagem, transformando ideias em produtos e serviços que serão então testados, colocados em interação e refinados.

Através de protótipos, o processo pensar design procura descobrir os desafios de implementação imprevistos e consequências não intencionais, a fim de obter resultados mais confiáveis de sucesso a longo prazo.

A prototipagem tanto pode validar um componente de um dispositivo eletrónico como um detalhe na interação entre um emissor e um recetor.

Após a conclusão do processo de prototipagem e o produto final ou serviço estar criado, a equipa de pensadores design ajuda a criar uma estratégia de comunicação.

Contar histórias, ajuda a comunicar a solução para um conjunto diversificado de entidades ligadas ao processo, dentro e fora da organização, sobretudo quando existem barreiras linguísticas ou culturais.

Design thinking pode ser aplicado a todos os aspetos de um sistema de negócios, seja o custo de estrutura, a seleção de parceiros ou a estratégia competitiva, mas talvez ainda falte, para a sua maior visibilidade, estabelecer uma linguagem comum e compreensível entre os negócios e DT.

Design thinking requer empatia com os utilizadores. Será que procurar compreender as necessidades das pessoas retira a competitividade às empresas?

É errado procurar encontrar um equilíbrio entre a análise e a intuição?

Design thinking procura o significado das coisas! Será que isso prejudica os negócios?

É errado pensar também nas necessidades dos clientes em vez de exclusivamente nos interesses dos acionistas?

Porque será que as empresas rejeitam a aprendizagem com o fracasso?

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