Um futuro sustentável a partir de um presente otimista

Eu penso que agora, num ambiente em que as interações são mais complexas a simplicidade cativa cada vez mais cada um de nós. Tomar decisões ou fazer escolhas, torna-se cada vez mais difícil, onde o inesperado circula livremente e nem as mais bem elaboradas previsões conseguem diminuir essa dificuldade.

Onde existe instabilidade e velocidade pede-se simplicidade, por ser a única forma de rentabilizar o tempo e criar harmonia no nosso quotidiano.

Na minha opinião, as pessoas querem produtos simples, orientação simples, e as coisas que funcionam de forma rápida e simples na primeira vez, sem muito esforço extra. A grande diferença entre as pessoas e as não pessoas é que, as primeiras sabem fazer distinções entre coisas simples e complexas.

Para poderem propor aquilo que as pessoas querem, as empresas, além de ouvir os clientes, também precisam de conceber os seus produtos e serviços a partir da perspetiva do cliente.

A simplicidade muitas vezes implica trabalho árduo e complexo, mas é a demanda do utilizador.

Imagine agora quantas situações simples nós tivemos nas organizações e que vieram a tornar-se complexas e portanto de mais difícil resolução.

Ao observarmos uma palete, um contentor ou um lego, todos objetos representando a simplicidade, nós podemos identificar quatro princípios:

A previsibilidade,

A acessibilidade económica,

A performance

A sua capacidade de aglomeração.

Nas organizações, principalmente quando as equipas são interdisciplinares e de origens diversas (interna e externa), se o comportamento organizacional é simples deve manter-se simples, isto é, com resultados previsíveis, sem aumento de recursos, com boa capacidade de resposta e de fácil reorganização.

Mas se o comportamento organizacional é complexo então como diz Donald Norman: “uma vez que reconhecemos que a verdadeira questão é descobrir coisas que são compreensíveis, estamos a meio caminho em direção à solução. Um bom design pode salvar-nos. Como podemos gerir a complexidade? Nós usamos uma série de regras de design simples. Por exemplo, considere como três princípios simples pode transformar um aglomerado desregrado de recursos confusos numa experiência, estruturada e compreensível: modularização, mapeamento, modelos conceptuais. Existem inúmeros princípios de design importantes, mas estes irão fazer o ponto.”

Quando procuramos gerir a complexidade das pessoas ou grupos de pessoas, devemos procurar a ignição (função principal), para aumentar a performance ou para gerir conflitos na interação com as coisas. O caminho deverá ser no sentido de que aprendendo a realizar uma função, saberemos como realizar todas elas, isto é, nós compreendemos e é simples.

Mas só porque eu sou capaz e isto funciona, não significa que eu vou ter que adicionar. Eu tenho que me centrar nas pessoas e perceber que nem todos são cientistas ou possuem elevadas capacidades de raciocínio ou de manuseamento.

John Maeda, vai mais longe e diz que a primeira das leis da simplicidade, é reduzir.

Penso que é tacitamente aceite que nem todos têm as mesmas competências de empatia e nem todos têm as mesmas competências linguísticas ou de uso de tecnologia.

Antes de apresentarmos produtos e serviços aos consumidores e utilizadores devemos construir uma hierarquia sensata para que os usuários não se distraiam com características e funções que não precisam. Afinal a maior parte dos objetos que utilizamos no quotidiano não são jogos com elevado índice de dificuldade de execução.

Do mesmo modo para que as pessoas que colaboram nas organizações, não devem ser construídas hierarquias pesadas e matriciais, de forma a simplificar a observação da autoridade e a facilitar os fluxos de comunicação.

Reconheço que há coisas que nunca serão simples mas se a orientação for no sentido de simplificar sem retirar conforto ou bem-estar, criamos o equilíbrio, e então os resultados serão magníficos.

A necessidade é rainha e isso implica que no nosso dia-a-dia não necessitaremos de múltiplas funções que aliás muitas vezes mais vale desconhecer.

A título de exemplo:

“Em termos de soluções para a casa, os visitantes do evento vão experimentar o recém-concebido Philips‘ Wake-Up Light, um simulador de amanhecer inovador que permite um despertar suave do corpo, criando uma sensação de relaxamento e bem-estar. Os convidados também serão apresentados aos sabores – um novo conceito de entretenimento em casa original que reconhece o desejo crescente dos consumidores para personalizar seus produtos e permite-lhes fazer coincidir os seus sistemas de entretenimento em casa com seu estilo pessoal e interiores. O conceito de cozinha verde ilustra uma utilização responsável dos recursos, ajudando as pessoas a tornarem-se mais conscientes – de forma educacional e atraente – do consumo doméstico de água, eletricidade, gás e até mesmo alimentos.”

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