Pessoas, modelos e resultados

Por vezes há coisas que parecem óbvias e isso poderia querer dizer que as coisas têm explicação, mas retiremos o óbvio e acrescentemos significado nessas coisas.

Para criar uma empresa que cresça são precisos ingredientes básicos e uma combinação cuidada desses elementos. Estamos a falar de ideias, de pessoas, de processos e de tecnologia num determinado contexto.

O resultado serão empresas que têm origem em ideias diferentes da maioria, em pessoas diferentes das do costume e tecnologia sempre de vanguarda. Há lugar a um novo pensamento de negócio que não copia o passado.

Nós sabemos que o pensamento tradicional de negócios geralmente segue um processo linear que através da soma das partes de diferentes tipos de conhecimento procura encontrar uma solução lógica e também chamada de “pragmática”.

Isto significa que o pensamento tradicional considera que a verdade ou o significado de uma ideia ou de uma proposição se encontra nas suas consequências práticas observáveis e portanto, parece não haver lugar, à descoberta contínua ou ao pensamento integrativo de outros aspetos relevantes identificados.

É um caminho na procura de soluções ou criação de negócios que reclama algo de científico ou como aconselha Kay-Yut Chen, se pretendemos iniciar um negócio devemos ter uma abordagem mais metódica e analítica.

O que significa rigorosamente científica é que nós devemos provar que uma proposição é verdadeira através de lógica dedutiva ou indutiva, antes de agir sobre ela…

As novas ideias surgiram não por meio de rigorosa dedução ou indução, mas através de que Peirce referiu como um ‘salto lógico da mente’ ou ‘inferência para a melhor explicação’ e deu-lhe um nome: lógica abdutiva…

Assim para estarmos verdadeiramente prontos para o futuro, nós temos que abraçar a terceira forma fundamental da lógica: lógica abdutiva ou como eu lhe chamo, a lógica do que poderia ser…”

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E “o que poderia ser” é o caminho para enfrentar o ritmo das mudanças no ambiente de negócios onde seguir um pensamento linear já não é a solução nem é possível.

Este ritmo de mudanças tem uma alavanca na quantidade de informação disponível e nas características do fluxo que lhe está associado. Grandes quantidades de informação de vários campos de pesquisa ou disciplinas de conhecimento não permitem olhar para o passado recente como uma base de trabalho estabilizada.

Para a criação de novos negócios é preciso uma abordagem interdisciplinar que apoie a síntese de várias perspecsa abordagem tem de ser suportada num trabalho de colaboração de equipa e na prototipagem rápida.

Assim, criar novo valor de produtos e serviços precisa então de uma nova lógica (abdutiva) e de equipas “especiais” com motivações e propósitos únicos.

Saber moldar os caminhos da criatividade e da inovação pode ser uma alternativa válida para atingir o sucesso (temporário) na competitividade desenfreada dos negócios.

Escolher as melhores abordagens para satisfazer as necessidades e vontades dos utilizadores e consumidores pode ser uma forma diferenciadora e ganhadora.

A simplicidade parece ser a aposta do futuro próximo.

Resolver problemas e satisfazer necessidades resulta muitas vezes de uma atitude de coragem quando pretendemos tornar o complexo em algo simples. Através da simplificação das “coisas” podemos proporcionar momentos inesquecíveis aos utilizadores / consumidores, que são realmente criação valor.

Então como podemos atingir essa simplicidade nas novas organizações ou mesmo nas já estabelecidas e complicadas?

Aqui estão apenas algumas maneiras para começar a alcançar a complexidade mínima:

1. Encontrar as oportunidades certas para simplificar: Foco onde se pode obter mais impacto e criar mais valor.

2. Usar equipas interdisciplinares para repensar e reformular: Obter pontos de vista de pessoas que não vivem no negócio ou indústria, talvez quem nunca viu os produtos ou utilizou os serviços.

3. Colocar o chapéu do cliente: Alavancar técnicas de design thinking para criar empatia com o cliente.

4. Não mascarar a complexidade, ser radical: Simplicidade não é apenas a estética. Os clientes irão ver através do folheado.

5. Aprender a dizer “Não” e “Porquê?”: É sempre fácil fazer crescer a lista de recursos, mas com cada adição, a complexidade aumenta. Perguntar o valor de cada adição e o seu impacto sobre a experiência que se está a criar.”

Colocar um “porquê?” das coisas e de forma sistemática, à medida que a nossa vontade de aumentar funcionalidades ou acrescentar floreados “bonitos” surge, é um ótimo travão na criação de excessos, complicações, desordem e queixas.

“Simplicidade não é falta de desorganização, que é uma consequência da simplicidade. Simplicidade de alguma forma é, essencialmente, descrever a finalidade e o local de um objeto e produto.” – Jonathan Ive

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