À procura de soluções

As coisas boas na minha vida são aquelas que servem para satisfazer as minhas necessidades desde as mais básicas até àquelas que me fazem sentir livre e ao mesmo tempo apaixonado e parte integrante de um projeto de vida.

Essas coisas boas, sejam elas produtos ou serviços deviam andar sempre de mãos dadas com informação clara e acessível, que me mostrassem que são coisas úteis, usáveis, eficientes, eficazes e acima de tudo que são coisas que eu deseje realmente.

Para isso, essas coisas além de serem úteis elas devem ser simples e intuitivas no manuseamento ou utilização e devem estar disponíveis sempre que necessário produzindo sistematicamente resultados esperados.

Devem ser as coisas que eu desejo porque me transmitem alegria, bem-estar e soltam as amarras dos meus sonhos.

Estas seriam, algumas das características das coisas a que eu gostaria de ter acesso em vez das coisas que são os sonhos dos outros.

É nos sonhos que encontramos muitas vezes lugar para realizar os nossos desejos quando os mitos não se tornam realidade.

Não é realista tentar viver sem desejos. Não vale a pena sequer pensar sobre isso, porque os desejos são o alimento ou combustível da nossa criatividade, são motivação intrínseca, dão-nos satisfação, e empurram-nos para alcançar os nossos propósitos.

O problema surge quando os nossos desejos se tornam nas nossas necessidades e de repente não conseguimos satisfazer os nossos desejos, a insatisfação emerge e quase sempre dá lugar a desequilíbrio.

Brain connected to mouse

Na verdade, todos nós temos os nossos próprios filtros exclusivos, incluindo a nossa cultura, as nossas experiências, tendências, preferências e preconceitos que só complicam (ou não) a satisfação dos nossos desejos.

Embora o desejo pode ter conotações negativas por força das pressões da sociedade ou sociedades que pretendem controlar o desejo, este deve ser visto como positivo e construtivo.

É o caso do nosso desejo de participação, de compromisso, de produtividade, de felicidade e de bem-estar.

É este tipo de desejo maior que se torna uma necessidade que importa satisfazer e muitas vezes alimenta os empreendedores.

A criação e execução de produtos e serviços, que satisfaçam as exigências das pessoas, requerem uma abordagem interdisciplinar por parte dos empreendedores que se fundamente principalmente na observação das interações (envolvimento) entre as pessoas e os bens ou serviços.

Isto é importante para aferir do significado que as coisas têm para os utilizadores ou consumidores e na minha opinião design thinking é o caminho indicada para o conseguir, pois permite através das equipas suportadas em diversidade ver os problemas ou identificar as necessidades por meio de várias lentes.

E como é que isto se pode fazer?

Abraçando as restrições!

Se trabalharmos com restrições tais como, tempo, orçamento, localização, materiais, etc. e estivermos conscientes das nossas limitações, podemos não criar a solução perfeita, mas criamos a melhor solução, dadas as restrições.

Assumindo riscos!

Se estivermos confortáveis com a noção de que podemos estar errados, mas experimentarmos e tentarmos novas abordagens também assumimos o possível.

Perguntando tudo!

Se fizermos muitas perguntas, seremos levados ao domínio do assunto certo o que levará à resposta correta.

Podemos fazer isso, não tendo subjacente como preocupação dominante, uma questão de ferramentas, mas sim uma questão de sobre ideias.

Em design thinking passa-se muito tempo, nas diferentes disciplinas, longe do último grito das “novas tecnologias”, usando papel e lápis para esboçar as ideias ou usando materiais não nobres para fazer protótipos.

Quer comentar?

 

Share
Tagged with:
 

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *