Ser empático comigo mesmo

Li um post de Tim Brown que se encaixa muito bem na pergunta que tenho latente há alguns dias e que se poderia traduzir desta forma:

Como posso construir um caminho para o crescimento da inovação nas empresas que nos leve fundamentalmente para o bem-estar e felicidade das pessoas e não exclusivamente para aquelas que são acionistas dessas empresas?

A meu ver nesse artigo estão referenciados alguns aspetos que são de importância extrema para garantir uma vida de bem-estar de forma sustentável e cheia de alegria. Não são resoluções para um novo ano mas podem ser ajudas preciosas para hoje e para o futuro onde quer que ele comece, desde que isso aconteça rapidamente.

Não são um serviço ou produtos propostos pelas empresas mas são dicas boas para orientar os negócios no sentido de satisfazer as necessidades das pessoas.

Tim Brown apresenta cinco maneiras para praticar no nosso dia-a-dia os princípios de Design Thinking:

1 – Seja otimista, colaborativo e generativo.

2 – Pense na vida como um protótipo.

3 – Não pergunte “o quê?” pergunte “porquê?”.

4 – Peça opções diferentes.

5 – Uma vez por dia observe profundamente as coisas “vulgares”.

Estas são de facto algumas notas importantes para refletir e aplicar no nosso dia-a-dia se queremos evoluir no sentido do bem-estar sustentado. Mas não são apenas notas para a vida fora do trabalho. São notas para as nossas 24 horas e que devem ser adaptadas ou adequadas aos ambientes de trabalho onde estamos inseridos, isto é, de acordo com o nosso papel nas organizações.

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Ser otimista, sem ser excessivamente otimista, permite-nos encarar o mundo das impossibilidades como um jogo de hipóteses e crenças. Quando o “E se…?”, resultado da nossa capacidade de gerar ideias novas (mesmo que absurdas) se combina com o “eu acredito que nós…” (atitude de predisposição para a colaboração) algo de surpreendente acaba por emergir.

Numa qualquer hora do dia acabará por surgir algo tangível com que poderemos testar os nossos pressupostos e com o qual poderemos aprender a criar bem-estar e que não será nunca o resultado de uma grande ideia que irá surgir um dia e salvar o nosso mundo.

“A resposta é que não há nenhuma ideia grande para ser escolhida, apenas o processo de moldando uma ideia média em um grande. Essa experiência é a melhor preparação para o futuro.

Ansiar por um ideal de perfeição é desgastante e prejudicial. Trate sua vida como um protótipo interminável. Obtenha o hábito de falhar cedo e muitas vezes.” Andy Polaine

Estamos a falar dos protótipos, resultado das experimentações que nos levam a descobertas recompensadoras, orientadoras da direção da nossa vida e que avivam a nossa curiosidade.

Uma curiosidade orientada para a compreensão ou a razão das coisas, para o seu significado e propósito e não para o conhecimento das irrelevâncias do nosso dia-a-dia ou meio ambiente.

Ser capaz de fazer as perguntas certas é uma competência que nos permite estar sempre a procurar resolver os problemas importantes e não a escolher entre as opções que nos são sugeridas. Apesar de existir dentro de nós uma tendência para procuramos aquilo que confirma os nossos pressupostos ou uma tendência para estarmos de acordo com a multidão que nos rodeia, nós temos a capacidade de escolher os pontos relevantes das soluções existentes e com eles construir uma nova opção.

É a nossa capacidade de construir novo a partir de opções existentes que nos torna singulares e integrados.

“Onlyness é aquela coisa que só uma pessoa particular pode trazer para uma situação. Ela inclui as habilidades, paixões e finalidade de cada um de nós. Onlyness é fundamentalmente sobre honrar cada pessoa, primeiro, como nos vemos a nós mesmos e depois como somos valorizados. Cada um de nós está num ponto que ninguém ocupa. Desse ponto de vista único nasce de nossa experiência acumulada, a perspetiva e a visão. Abraçar onlyness significa que, como contribuintes, temos de abraçar a nossa história, não negá-la. Nilofer Merchand

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