Bons hábitos e motivação

A pressão que o tempo exerce sobre nós no decorrer de algumas atividades, parece realmente ter um impacto importante especialmente quando falamos de criatividade, apesar de à primeira vista poder parecer o contrário.

Para muitas pessoas isso significa que, apesar de existir um sentimento de maior criatividade nessas alturas, de facto a nossa prestação criativa quando estamos sob a pressão de constrangimentos temporais é pouco significativa.

De facto, aquilo que sentimos pode não corresponder ao que realizamos porque a motivação é um dos fatores que interage na prestação criativa.

No final, é o nível, a forma e o significado do motivador que levam ao equilíbrio perfeito. Sendo dito para fazer um trabalho duro de uma forma particular, com nenhuma tolerância de falha, pouca expectativa de reconhecimento para o sucesso e a pressão do tempo extremo, arbitrário, pode matar a motivação para a criatividade de qualquer um. Mas sendo dado o mesmo trabalho, numa atmosfera positiva onde falsos começos são examinados de forma construtiva e o sucesso é reconhecido, pode conduzir a criatividade — e a inovação — para a frente.” – Teresa Amabile

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Quando, numa organização, os colaboradores estão focados e protegidos e têm um sentimento de estar a fazer um trabalho importante a sua motivação intrínseca desenvolve-se e apesar de haver pressão com o tempo a criatividade emerge.

Mas se os colaboradores não têm um foco, andam distraídos, estão ocupados com pequenas atividades e passam o tempo em reuniões à procura de inspiração, o resultado é o stress e não há pensamento criativo.

Noutras alturas sem constrangimentos de tempo o pensamento criativo pode desenvolver-se mas beneficiando a exploração dos ambientes em detrimento da resolução de problemas porque a motivação não está direcionada.

As restrições de tempo podem ser reais ou o produto da nossa própria ambição e imaginação como acontece quando o dinheiro escasseia e nessas alturas, por um curto período de tempo, podemos chegar a ser extremamente criativos.

Tempo é o recurso que nós invocamos para obter mais realização. Quando não há mais a fazer, nós investimos mais horas. Mas o tempo é finito, e muitos de nós sentimos que estamos a esgotar, que nós estamos a investir tantas horas, quantas as que podemos, tentando manter alguma aparência de uma vida fora do trabalho.”

Não é de grande utilidade querermos enganar-nos a nós próprios com a “gestão do tempo” sem aceitarmos com sinceridade a necessidade de disciplina na nossa vida profissional e familiar.

Não é preciso ter um regime de disciplina rígido para sentir o tempo a dar o rendimento desejado, mas alguns hábitos podem ajudar nessa busca.

Podemos considerar o hábito criativo como sendo um estado de espírito que se constrói para dar uma resposta à necessidade de resolução de problemas no nosso quotidiano seja em casa, no trabalho e na sociedade ou uma atividade que se traduz na criação de algo novo (um produto, uma obra de arte, um romance, uma piada, etc.).

Um hábito criativo não é uma rotina (mau hábito) ou repetição monótona das mesmas coisas sem interesse pelo progresso. Por exemplo, levantar cedo, marcar objetivos ou ser disciplinado ajuda a criar um hábito criativo e desenvolve o interesse por bons resultados.

A criatividade resulta do hábito de atuar, de pensar, de questionar e ser curioso, mas acima de tudo de ser persistente na procura de um sonho.”

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