Desejável, viável economicamente e realizável

A água sempre me fascinou pela quantidade enorme de emoções que transporta nas variadíssimas formas que encontramos quando nos dispomos a observá-la.

Se pegarmos numa bacia grande quase cheia de água cujo peso nos dificulta o seu transporte verificamos que ao levá-la de um lado para o outro convidamos a água a dançar.

“A água é muito importante para mim e para a minha fotografia. O tempo de tirar uma imagem de uma paisagem grandiosa, ou uma imagem macro Eu amo incluindo água ou como um assunto ou como acompanhamento para o próprio sujeito…Uma cena do oceano, assim como gotas de orvalho numa folha, ambas contendo uma característica da água pode transmitir um sentimento especial, que é único diferente de cenas sem água.

Água acrescenta humor, reflete a luz, e dependendo da luz podem ser diferentes matizes. A água é um recurso imprevisível e, portanto, pode ser usado para criar imagens que transmitem sentimentos variados – Jack Graham

Os negócios tal como água são imprevisíveis mas a possibilidade de serem bem conduzidos existe, bastando para isso que estejamos despertos para dirigir essa melodia.

Se a música que ouvimos resulta de um conjunto de ideias com uma direção única, a criação de valor, então provavelmente estamos a pensar qual será o melhor caminho para atingir o sucesso.

A resposta poderá estar na harmonia que vai impulsionar a ação através de três constrangimentos:

Risco tecnológico, Risco de negócio e Risco de adoção!

Dito de outra maneira, a capacidade de execução (realização) técnica, a viabilidade económica e a clara identificação do desejo dos consumidores / utilizadores, não são degraus de uma escada. Pelo contrário são movimentos num salão e estão sempre presentes antecedendo e sendo consequência uns dos outros na medida em que cada vez que surge um constrangimento económico pode haver lugar à redefinição da capacidade técnica que existe com os recursos disponíveis, e estes podem não encaixar nos desejos / necessidades do utilizador.

Da mesma forma os desejos dos consumidores / utilizadores podem pôr em causa a capacidade técnica necessária para os satisfazer. Há desejos que não são necessidades. São sonhos para uns e pesadelos para os outros.

Podemos fazê-lo?

Funcionará?

É possível?

É possível porque a interdisciplinaridade das equipas que procuram resolver problemas ou criar algo de novo com valor acrescentado pode ser uma forma de vencermos alguns constrangimentos e ao mesmo tempo transformá-los em oportunidades de desenvolvimento.

É possível porque os resultados baseados em diferentes perspetivas teóricas e metodológicas se complementem uns aos outros, adquirimos um todo muito maior que a soma das partes, pois há lugar a validações que antes não eram imaginadas

Ao contrário das equipas onde prevalece a unicidade disciplinar onde os conhecimentos dos seus representantes são mensagens sem retorno e que proporcionam erros silenciosos, a interdisciplinaridade face à maior abertura de comunicação e ao desenvolvido potencial criativo, pode não só detetar esses erros como encontrar soluções para eles.

Os constrangimentos são libertadores!

“A inovação tem de acontecer no cruzamento do desejável, da viabilidade e da possibilidade. Estes três elementos formam as pernas de um banquinho proverbial chamado de “Isto vai funcionar no mundo” Muitas iniciativas de inovação concentram-se em apenas um ou dois, se tanto em seu detrimento. Por exemplo, criar algo sem levar em conta a sua viabilidade no mundo não é diferente de projetar uma ponte sem levar em conta a existência da gravidade: ela pode funcionar, mas a probabilidade de ser um confiável e seguro meio de transporte vai ser muito reduzida. E embora possa ser tentador “realmente ser criativo”, ignorando as restrições, uma abordagem mais sábia é ver as restrições como libertadoras”. Diego Rodriguez

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