O nível de crescimento individual

Em inovação o consumo ainda é um aspeto importante mas já não é o aspeto mais importante.

Um pouco por todo o lado, ainda vemos resíduos da era industrial no que diz respeito ao consumo mas tudo indica que a transformação necessária em direção ao propósito e ao significado está já a dar-se.

Nós precisamos de repensar o que entendemos por qualidade de vida e inovar os estilos que poderão existir dentro de cada contexto economicamente renovado. O conceito de valor precisa ser reapreciado acrescentando significado e pertinência ao bem-estar e prosperidade das pessoas.

Por exemplo, não podemos desejar que a economia evolua através da criação de emprego em segurança pessoal porque os assaltos e agressões nas cidades aumentaram. Precisamos que a economia evolua, criando sistemas que facilitem o enriquecimento de contextos territoriais de forma sustentável.

Todos nós temos um interior inovador, empreendedor ou artista, mas falta-nos quase sempre acreditar que somos capazes de libertar esse potencial.

Nós temos que repensar e inovar algumas das nossas atividades sociais básicas, como saúde (longevidade e cuidados), educação (distância e diversidade), transporte (mobilidade e globalização) e até mesmo o nosso estilo de vida, isto é, precisamos de uma abordagem baseada nas pessoas e na sociedade e orientada para as pessoas.

Cada contexto representa um novo desafio e tem dentro de si um potencial de transformação do valor económico tradicional (mercados) em valor situacional e temporalmente válido ao nível pessoal, social ou global.

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A nível pessoal, dada a tendência de crescimento pessoal e transformação, o valor econômico será cada vez mais definido, não em termos de consumo, mas em termos da entrega de transformação propriamente dito. Valor econômico pessoal será menos sobre o ato de consumir e mais sobre o ato de transformação, à medida que as pessoas individualmente e coletivamente coisas que os ajudem a crescer, experimentar e transformar…

A nível social, a capacidade das tecnologias de ambientes para entregar sistemas mais contextualizado e distribuídos, baseados em e à volta dos utilizadores de usuários e lidar com questões como saúde, doença e cuidados, irá gerar valor econômico.”

A libertação do nosso potencial criativo em ambientes de diversidade parece ser agora mais fácil face ao encontro de culturas, comportamentos e credos que emergem nas comunidades que se desenvolvem por todo o mundo.

Já não existe uma única verdade passível de exportação para o mundo desconhecido e o número de confrontos que as diferentes pessoas, grupos ou comunidades fazem emergir alavancam o pensamento crítico e fazem colidir as velhas ideias dando lugar a novas ideias mais centradas nas pessoas, novas soluções para problemas mais pertinentes e contingenciais.

Hoje, há muitos tipos de pessoas, com diferentes tipos de vidas com formas variadas.

As necessidades ocultas das pessoas começam a tornar-se mais visíveis e as necessidades não articuladas começam a definir formas. Isto quer dizer que as pessoas criam espaço para refletir e redimensionar o seu mundo e não se prendem apenas com a satisfação imediata que os bens de consumo prometem.

Quer dizer também que a maior liberdade para escolher, não se resume à grande oferta de produtos e serviços e vai também no caminho de uma maior consciência, fruto de uma maior complexidade e maior responsabilidade.

As organizações, também elas, ou quem as dirige, têm agora mais campo para refletir sobe a competitividade e sustentabilidade. O conhecimento da diversidade e o seu enquadramento nas preocupações das suas atividades alavancam novas possibilidades e oportunidades.

Então, existe lugar para a diferenciação e para trilhar o caminho das propostas de bem-estar.

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