A necessidade de estabelecer prioridades

Quando, numa organização, se está a trabalhar com novas ideias, serviços ou produtos, é necessário fazer escolhas. Salvo raríssimas excepções, as organizações, para um bom funcionamento têm de estabelecer prioridades, mantendo o alinhamento com a sua estratégia ou então aceitam as ideias disruptivas e partem para novos desafios.

Em qualquer dos casos a liderança da organização devem procurar as equipas que apresentam melhores condições para uma vantagem competitiva.

A criatividade nas organizações é importante porque lhes permite a realização do melhor equilíbrio entre adaptabilidade (a capacidade para enfrentar o futuro) e o alinhamento (a capacidade de lidar com presente).

A inovação é uma vantagem competitiva e por isso as organizações devem combinar as equipas de forma a constituir uma capaz de enfrentar a enorme variedade de desafios.

Tom Kelley em “A arte da Inovação” propõe uma vista de olhos à diversidade de talentos e personalidades existentes na organização e aconselha uma selecção que, quando combinados, se traduza numa “equipa de sucesso”.

Celebre as diferenças entre os membros da equipa.

Nas organizações podemos tentar encontrar alguns destes talentos:

O Visionário – Uma pessoa capaz de identificar possibilidades futuras (visões) e de recrutar elementos chave para a equipa do projecto.

O apresentador de problemas – Uma pessoa que, de modo ou de outro é capaz de identificar os problemas internamente na organização e é capaz de lidar com todas as situações que possam ocorrer na organização do projecto, enquanto o projecto está a ser executado.

O iconoclasta – Uma pessoa que não compra todas as ideias acerca do trabalho em equipa ou inovação.

O tomador de pulso – Um pessoa capaz de funcionar como um coração num um ser humano. A pessoa tem que ser versátil na sua forma de pensar e é capaz de canalizar o “sangue da vida do projecto” a outras pessoas na organização do projecto.

O artesão – Uma pessoa que é capaz de construir protótipos e alavancar com eles para fazer projectos inovadores.

O Tecnólogo – Uma pessoa que se dedica ao trabalho com tecnologia e é capaz de lidar com tarefas complexas, descobrir e criar um significado mais profundo.

O empreendedor – Uma pessoa que é capaz de trabalhar com ideias, inovação, protótipos e comunicá-las a outras pessoas.

O travesti – Uma pessoa que estudou ou trabalhou com uma disciplina totalmente diferente da que trabalha com hoje. Esses indivíduos fazem uso de suas habilidades para vislumbrar novas soluções.

Eu penso que apesar de este livro já ter completado dez anos de existência, em nada a sua maturidade lhe retirou a energia que uma reflexão sobre estes traços pode produzir.

A diferenciação que encontramos entre as características das pessoas permite-nos desenvolver um ambiente de colaboração e ter consciência de que é preciso reconhecer e recompensar a diferença.

A diversidade promove a criatividade!

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2 Responses to Celebrar a diferença e recompensar a criatividade

  1. Olá, José!

    Gosto de como coloca a neccessidade de combinarmos alinhamento com adaptabilidade nas organizações. Sem dúvida a ênfase muito desequilibrada em um ou outro limita as capacidades de evolução da organização.

    Para obter a melhor “química”, além da diversidade nas equipes — com uma boa combinação de perfis, como colocado pelo Kelley — acredito ser importante também a versatilidade, ou a capacidade dos profissionais de desempenharem diferentes papeis em diferentes momentos.

    Em outras palavras, significaria “alinhamento + adaptabilidade” no nível de equipes e indivíduos.

    Obrigado por mais este insight!

    • Jose Baldaia says:

      Olá Beto!
      Obrigado pelos comentários!
      Eu condordo em absoluto com a necessidade de que os profissionais desempenhem diferentes papeis em diferentes momentos, tanto mais que as organizações são confrontadas com projectos que exigem que os esforços de cada colaborador tenham de ser mais concentrados em determinada altura e não necessáriamente de igual modo ao longo da vida de um projecto.
      Esta distribuição de energias, não sendo linear, permite também o desenvolvimento de perfis “T” o que facilita os procesoa de comunicação e a eficácia no desempenho.
      Obrigado pela partilha!
      Jose

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