É tempo de conhecer!

“Crescemos, mas não mudamos.

Ficámos mais refinados, mas no fundo seguimos como se fossemos como quando éramos pequenos, criaturas que esperam ansiosamente que lhes contem outra história e mais outra.” – Paul Auster

Deixa que te conte!

O nosso conhecimento do passado é resultado da percepção, da memória e da inferência (conexão indirecta entre assuntos), no sentido de que estas são respostas a perguntas do tipo “Como e por que meio é que nós sabemos?”

Há outras maneiras de encontrar respostas, por exemplo, através de um relatório ou de um depoimento.

É passado, é o tempo!

Já o nosso conhecimento do futuro não tem em si nenhum elemento de memória ou a percepção. É portanto mais difícil de encontrar o conhecimento do futuro.

Normalmente, podemos saber mais sobre um hora no passado do que de uma hora futura, embora seja impossível conhecer todas as horas passadas, por exemplo, aqueles em séculos passados.

O futuro traz consigo um desafio interessante através da Semântica formal que é a área de estudo de ciência da computação e que se preocupa em especificar o significado (ou comportamento) de programas de computador e partes de hardware.

A semântica é complementar à sintaxe de programas de computador, que se preocupa em descrever as estruturas de uma linguagem de programação.

E tudo isto é informação!

E as pessoas não gostam de semântica formal. É um tema que dá dores de cabeça.

As pessoas gostam de histórias.

Os cientistas são pessoas.

Os cientistas gostam de histórias.

Um papel é uma história. O papel diz, à sua maneira, a história de anos de trabalho. Como foi a construção de conhecimentos, como se elaboraram projectos com hipóteses falsificáveis. Como se chegou a determinados resultados comunicados pelo laboratório ou como foi penoso encontrar o equilíbrio entre esses resultados e os cânones e dogmas instituídos pelo poder que controla o conhecimento.

A história fala-nos de tempo consumido para produzir informação, de tempo gasto para gerar conhecimento e das vantagens do tempo passado para prever o tempo futuro.

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