Há momentos que eu falho, mas isso não é grave!

Quantas vezes nos surpreendemos a nós próprios quando queremos responder a perguntas e mostrar o nosso conhecimento ou procuramos encontrar uma solução para um problema e nos deparamos com bloqueios.

A ansiedade criada faz feedback e aumenta tragicamente o nosso silêncio deixando a nossa resposta a tardar cada vez mais. Muitas vezes o responsável, nem sempre directamente, por este estado de insucesso é o meio ambiente onde estamos inseridos.

Nós não conseguimos esquecer o nosso passado e quando o meio ambiente nos traz imagens menos boas desse passado, a nossa tendência é reagir de forma inadequada.

Se queremos ser criativos, e encontrar uma solução para um problema, temos que dar um salto para um ambiente favorável.

O meio ambiente pode ser de apoio, mas também pode ser uma obstrução e, nós podemos deliberadamente criar um ambiente pleno de estímulos criativos, ou pelo menos apenas muito relaxante.

Os ambientes criativos podem variar com as pessoas e estados de espírito, de modo que podemos querer experimentar como nos sentimos e verificar se construímos um ambiente, o mais eficaz possível.

 

As pessoas são por natureza altamente sociais e nós, como pessoas com facilidade reagimos à presença de outras pessoas e até mesmo, só de pensar que alguém pode observar-nos, ficamos bloqueados.

A sociedade competitiva de que fazemos parte, é fértil em juízos de valor e, pode facilmente levar-nos a avaliar os outros e às suas ideias, mesmo quando estamos consciente de que o procedimento não é correcto.

Nós funcionamos, perante os outros com segurança psicológica quando aceitamos a pessoa, quando usamos empatia e não as avaliamos. Mas nós também temos a liberdade psicológica de pensar, sentir e contribuir plenamente.

No fundo, somos nós mesmos, que originamos a maior parte dos bloqueios, especificamente o nosso subconsciente, quando não nos alerta para as armadilhas do pensamento convencional, retirando-nos a liberdade de criar.

É o nosso passado, construtor exímio de sinais proibidos e luzes amarelas e vermelhas, que nos impede de circular pela estrada da imaginação e criatividade. São regras, normas e outros dissabores que, se por um lado são bons constrangimentos, por outro inibem a nossa capacidade criativa. É a lógica em detrimento da emoção e da intuição.

Os bloqueios são todos internos, mas sabemos que o meio ambiente, incluindo as pessoas que nos rodeiam, principalmente aquelas que emocionalmente condicionam a nossa vida.

Vistas bem as coisa a criatividade como a maior parte das vezes a aceitamos é uma ilusão. Tendemos a aceitá-la como uma actividade muito própria quando ela é resultado de interacções sociais.

Deixo aqui um pouco de uma história que ainda dura, para reflexão sobre o meio ambiente e as expectativas em relação ao nosso papel, retirada de John Maeda Mulls RISD reacção contra a sua Cyber-Estilo de Liderança”:

“Maeda foi escalado para trás do seu blogue. Ele admite que a grandes telas Samsung que ele instalou como uma forma de agrupar os alunos digitalmente, permitindo-lhes postos de trabalho novos, avisos de eventos e mensagens, nunca pegou. “Os técnicos acreditam que se ele impusesse uma solução, as pessoas iriam adoptá-la”, diz ele. “Mas o compromisso não pode ser comprado.”

“É como a colagem de Elmer e palitos versus cola em spray”, diz ele, numa escala típica zen.

Em vez disso, ele diz, está a ir com liderança na maneira antiga: construir um relacionamento ao mesmo tempo, tomando café com os professores, movimentando-se com estudantes tarde da noite, oferecendo pizza como um incentivo para fazê-los aparecer e falar. Essas interacções são demoradas, alta largura de banda, interactivas, fiscalmente caro para um presidente ocupado, e não escalável.”

Esta experiência que ainda decorre dá que pensar! Não acha?

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