Há pouco a reconhecer sem conquistas de trabalho

 

Quantas vezes já pensamos que estamos insatisfeitos com o que fazemos num dia de trabalho?

Eu penso que isto acontece a toda a gente embora as razões para o sucedido não sejam as mesmas e a insatisfação é mais notória quando o que procuramos é produzir de forma criativa.

Estar alerta quando a insatisfação nos envolve significa tentar estar consciente das causas dessa insatisfação e para isso é bom conhecer algumas das consideradas mais comuns.

A insatisfação com o trabalho criativo produzido é normalmente associada à falta de motivação que se traduz em falta de evolução do trabalho diário.

Mas será isto verdade?

Num estudo realizado recentemente, “Uma surpresa para os gestores”, os gestores das empresas alvo desse estudo mencionarem que as ferramentas mais úteis para fazer evoluir no trabalho eram:

– Apoio para progredir no trabalho

– Reconhecimento pelo bom trabalho

– Incentivos

– Apoio interpessoal

– Metas claras.

Se reflectirmos um pouco sobre estas “ferramentas”, e as inserirmos em contextos nossos conhecidos, podemos verificar por um lado que elas funcionam de forma diferente de acordo com o contexto, e por outro lado, podemos verificar que umas são mais apetecidas que outras pelos gestores ou líderes no seu contexto. Isso é verificável nas respostas dadas ao estudo referido.

Estas “ferramentas” podem ainda ser vistas como não desligadas entre si, isto é, para que uma seja eficaz é necessário que a outra tenha sido eficaz também para o mesmo colaborador. Por exemplo, se eu quero reconhecer o trabalho realizado é forçoso que este tenha tido um progresso e portanto foram criadas condições de motivação para que o progresso tivesse existido.

E para que haja a possibilidade de criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de emoções e percepções que conduzam à criatividade e à inovação é importante que a observação do trabalho e do comportamento dos colaboradores de uma organização seja efectiva.

As coisas que fazem as pessoas satisfeitas e motivadas no trabalho são diferentes das coisas que as fazem insatisfeitas?

Observar até que ponto os colaboradores de uma organização se sentem felizes no seu ambiente e com o trabalho que realizam pode ser o ponto de partida para proporcionar a sua realização. Não o fazendo muito provavelmente estaremos a proporcionar o desânimo.

É importante observar para poder interagir e proporcionar o crescimento dos colaboradores da empresa através das ferramentas focadas acima.

É importante saber se estão motivados intrinsecamente, se a imagem que têm da organização, aos vários níveis que ela contempla, é positiva para eles e para o seu trabalho.

“Através da análise exaustiva dos diários mantidos por trabalhadores do conhecimento, descobrimos o princípio do progresso:

De todas as coisas que podem impulsionar as emoções, motivação e percepções durante um dia de trabalho, o mais importante é fazer progressos no trabalho significativo. E quanto mais frequentemente as pessoas experimentam a sensação de progresso, o mais provável é serem criativamente produtivas no longo prazo. Se eles estão a tentar resolver um grande mistério científico ou simplesmente a produzir um produto de alta qualidade ou serviço, o progresso de todos os dias, mesmo uma pequena vitória, pode fazer toda a diferença no modo como eles se sentem e executam.” – T. Amabile e Steven Kramer

Pergunte às pessoas porque estão insatisfeitas e elas provavelmente responderão que tem um chefe aborrecido, salário baixo ou que tem de suportar regras estúpidas.

Mas se perguntar o que as motiva, elas responderão: Um trabalho interessante, responsabilidade, desafios ou as coisas que evoluem.

Apesar de sabermos que quando questionadas as pessoas podem cair em desvios cognitivos as respostas referidas ilustram bem a diferença entre os factores de insatisfação e os factores de motivação.

 

Pense nisto!

 

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