Currently viewing the category: "Storytelling"

Relatar experiências e transferir conhecimento

Muitas vezes, ao explicar ou clarificar o significado da nossa mensagem, sentimos dificuldade em fazê-lo, mas essa dificuldade pode ser atenuada se utilizarmos a narrativa, isto é, se contarmos uma boa história.

Por exemplo, uma ideia que se pretende inovadora tem de ser transmitida com paixão e é o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

Mas também é necessário aprender a contar histórias, porque hoje uma história mal contada pode ser pior que justificar uma análise suportada em dados pouco relevantes.

Há já algum tempo que as organizações manifestam um interesse renovado nas antigas formas de comunicação, talvez fruto da sua tomada de consciência da importância do conhecimento, e mais ainda, porque este não pode ser exclusivamente originário de análises frias, categorizadas e categóricas.

Nós, facilmente constatamos que as nossas experiências se vão acumulando com o passar do tempo e a partilha desses momentos e vivências é extremamente importante para a coesão das equipas e das organizações.

Contar histórias é por isso uma cola poderosa do conhecimento e das emoções dos elementos de uma organização. Contar histórias é uma forma comunicativa de sintetizar resultados de aprendizagens diversificadas e prolongadas.

A partilha de experiências através de histórias está a surgir em várias profissões como uma poderosa forma de trocar e consolidar o conhecimento. A pesquisa sugere que partilhar de experiências através da narrativa constrói confiança, cultiva as normas, transfere o conhecimento tácito, facilita o desaprender e gera conexões emocionais.”

Esta mensagem é claramente uma indicação de um caminho promissor que não aponta para o uso independente do conhecimento como forma para a criação de um fim feliz nas organizações, mas antes proporciona, um papel relevante às conexões, relações e emoções no ambiente organizacional.

Para construirmos um futuro, partilhando experiências, não nos podemos resguardar exclusivamente na análise das forças e fraquezas ou das ameaças sofridas e oportunidades ganhas e perdidas.

– Então qual é a solução?

A minha solução? Pense numa das opções estratégicas como sendo apenas uma história feliz sobre o futuro. Ela não tem que ser certa e não tem sequer que ser razoável. Ela só tem que resultar na sua organização e estar num lugar feliz no futuro. Na verdade, se fosse absolutamente certo e totalmente sensível, a sua empresa, provavelmente, já estaria a fazer isso.

Não tem de ser construída analiticamente. É uma história holística – é aqui onde nos iríamos encontrar a jogar e como nos iríamos ver a ganhar. A única exigência é que seja uma história feliz, uma aspiração. Se não estiver feliz, não vale a pena ser uma opção, em primeiro lugar.

Se cada participante conta uma outra história feliz, o grupo terá uma maravilhosa lista de opções – e muito rapidamente, porque os participantes não sentirão que têm de trabalhar muito duro nem ser terrivelmente cuidadoso e ser muito lógicos. A norma em todas essas dimensões é trazida para baixo. Enquanto isso, a criatividade é uma forma elevada até – porque estas são apenas histórias, histórias felizes.” – Roger Martin

Apesar de todas as forças positivas que contar histórias transporta, não nos podemos esquecer que um dos nossos grandes propósitos é partilhar conhecimento ou mudar comportamentos nas organizações e de preferência proporcionar a felicidade a todos os seus colaboradores.

Mudar comportamentos pode ter a ver com a forma como lidamos com a informação ou como lidamos com os nossos interlocutores e isso, algumas vezes, encobre armadilhas. Por exemplo:

-As histórias podem ser demasiado sedutoras e desviar os ouvintes ou leitores do verdadeiro propósito da história.

-As histórias quase sempre representam um único ponto de vista e por isso precisam de incorporar na sua construção pontos de vista diversificados.

-As histórias dependem de quem as conta e em que alturas são contadas. Num ambiente em mudança, as histórias podem eventualmente tornar-se distantes das realidades e das preocupações das pessoas presentes.

Contar histórias pode ser uma boa estratégia para partilhar experiências e conhecimento proporcionado à audiência ligações fortes e emotivas com a construção do futuro.

Quer comentar?

 

 

As emoções de agora e de depois

Se olharmos para trás e percorrermos os momentos de que nos queremos lembrar, pensamos que o que aconteceu deu origem ao que somos hoje.

Não importa a atribuição de responsabilidades pelos bons e maus momentos, porque esses momentos foram vividos e deixarem um rasto que assinala o caminho percorrido.

É como se fosse um pouco da nossa história, isto é, um facto envolto numa emoção que obriga a uma acção que transforma o nosso mundo.

A verdade é que ao fazermos esse relato, olhando para o passado, ele não surge sempre da mesma maneira. Haverá alturas em que o passado parecerá mais sorridente e outras em que os maus momentos prevalecem sobre os bons e tudo parece depender do nosso bem-estar em dado momento.

Mas se olharmos para o futuro e quisermos fazer o nosso relato, o relato do que não vai acontecer, também não evitamos o passado, pelo menos com muita facilidade. O passado determinou o caminho até aqui, e pode condicionar a tomada de decisão para o futuro, quanto mais não seja procurando negar a repetição de vivências desagradáveis.

Podia ser a construção da nossa história!

Aquele acidente de automóvel que sofri, sem danos físicos, vem à memória e lembra que no futuro, ou não compro um carro com aquelas características, ou ando mais devagar!

Desta forma o nosso relato parece tornar o futuro menos incerto porque nos previne e nos dá ferramentas para desenvolver o nosso projecto de vida.

Nós podemos construir o futuro aprendendo com os erros e lançando ideias para resolver os problemas do futuro. Nós podemos contar a história da nossa ideia de futuro.

Nós sabemos contar a nossa história com emoção e somos capazes de a transmitir a quem nos ouve. Com a história da ideia passa-se a mesma coisa, contamos a nossa ideia de dentro para fora e fazemos com que todos os elementos se encaixem uns nos outros, para que o efeito seja maximizado e provoque as emoções que procuramos nos outros.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

A história tem um herói que está sempre presente na história, e que não é o relator. Um herói que está sempre a olhar para os nossos interlocutores.

A história contem a adversidade, que é necessário ultrapassar. É o anti-herói mascarado de barreira ou dificuldade. É familiar da objecção de quem nos ouve.

A história tem momentos e alguns são para reflectir, chamar a consciência, a razão de forma a fazer prevalecer a nossa ideia.

A história é mudança e transformação. É a incorporação de um desejo, que transforma um incrédulo num seguidor.

Ao contar histórias sobre as nossas ideias, colocamo-nos a par de quem nos ouve ou nos lê, criamos um sentimento de confiança que permite o desenvolvimento da ideia e fazemos com que os outros façam parte da nossa história.

É assim o futuro?

(Texto em Português depois deste)

 

Curiously simple

My curiosity always questions why a movement is there, or what emotions are linked to that movement at certain points within the music. It’s important to know and think what you are dancing about as you don’t want to disrespect the choreography, the choreographer nor perform the dance with the wrong emotions. It all comes back to the joys of learning and developing your skills on how to execute movements.”

We feel curiosity when we feel a gap between what we know and what we do not know, so it all comes back to learning.

Curiosity can be defined as a need or desire for knowledge that is essential for motivation.

Curiosity is our main ally in understanding the complexity that involves many challenges we face today.

Almost everything seems complex and yet many of us are looking for is simplicity.

Recent studies Say That most leaders and managers (CEOs) Identified complexity to the challenge. They want the creative leadership, to reinvent relationships with customers and Adopt a customer-centric approach.

It “seems in fact a complex world When dealing with relationships with people in an environment in constant development, But there are tools to decode this complexity and present it the simplicity.

For example, stories are an important component of direct sales. The stories always Have Been a fundamental part of any business model works, Although with different strategies.

Different Strategies in the narrative Have a very strong role in knowledge transfer. If we’re in the situation face to face, There Is Almost Always room for a very sentimental approach Can Effectively grab the attention of recipients. This personalization Contribute to identification with the content and the information to Be transferred.

The goal of any story is to create enough curiosity to take a step forward. Curiosity Plays a critical role in the brain’s innate Ability to Bridge the Gap Between what we know and not know of.

We tell stories because we want to Achieve These stories and what results we want to Achieve is the comprehension of complex things.

And I think the best way to tell the story of how simplicity can live with   complexity is seeing here  The laws of simplicity  – John Maeda

Do you want to comment?

 

Três espaços – Complexidade, Curiosidade e Storytelling

A minha curiosidade pergunta sempre, por que é que um movimento está lá, ou porque as emoções estão ligadas a esse movimento, em determinados pontos, dentro da música. É importante saber e pensar o que se está a dançar, sobre como não se queria desrespeitar a coreografia, o coreógrafo, nem executar a dança com as emoções erradas. Tudo volta para as alegrias de aprender e desenvolver as competências para executar os movimentos.”

Nós sentimos a curiosidade quando sentimos uma lacuna entre o que sabemos e o que não sabemos, por isso tudo volta à aprendizagem.

A curiosidade pode ser definida como uma necessidade, ou desejo de conhecimento que é fundamental para a motivação.

A curiosidade é o nosso principal aliado para compreender a complexidade que envolve muitos desafios com que nos deparamos hoje.

Quase tudo parece complexo e contudo o que muitos de nós procuramos é a simplicidade.

Estudos recentes dizem que grande parte dos líderes e gestores (CEOs) identificaram a complexidade como um desafio. Eles querem uma liderança criativa, reinventar relações com os clientes e adoptar uma abordagem centrada no cliente.

Parece um mundo de facto complexo quando se abordam as relações com pessoas num ambiente em constante desenvolvimento, mas há instrumentos capazes de descodificar essa complexidade e apresentá-la como simplicidade.

Por exemplo, as histórias são um componente importante da nas vendas directas. As histórias sempre foram uma parte fundamental em qualquer modelo de negócio funciona, embora com estratégias diferentes.

As diferentes estratégias na narrativa têm um papel muito forte na transferência de conhecimentos. Se estivermos numa situação cara-a-cara, há, quase sempre, lugar a uma abordagem sentimental pode muito efectivamente capturar a atenção dos destinatários. Esta personalização contribui para uma identificação com o conteúdo e com a informação a transferir.

O objectivo de qualquer história é criar curiosidade suficiente para dar um passo em frente. Curiosidade desempenha um papel crítico na capacidade inata do cérebro de preencher a lacuna entre o que sabemos e o que não sabemos.

Contamos histórias porque queremos que essas histórias atinjam resultados.

E eu penso que a melhor maneira de contar a história de como a simplicidade convive com a complexidade é seguindo as leis da simplicidade de John Maeda

 
 

 

Wisdom on people born between 1946 and 1966

(Texto em Português aqui!)

Born in …

What will happen in our organizations, to retain the accumulated wisdom of the Baby Boomers, born between 1946 and 1966, when they start to go into retirement?

It would be easy to read quickly all those years of experience, skills and knowledge capable of being understood by the younger generations, if they had been written in a simple and affordable way.

Even under these conditions, we would still have to wait for the outcome of struggles for succession in the kingdom of wisdom.

Something needs to be done to facilitate the transfer of experience and knowledge of a “wise” for a substitute less experienced.

Besides the short time available for this task to sit with the keeper of wisdom, adds to the complexity of the absorption, thanks to the ingenious way in which wisdom was built. The wise cannot explain how they came to wisdom.

However the need to transfer persists and or we continue the millennial process of transfer, mouth to mouth, or we find a continuous and systematic process for doing so.

What we found today, in speaking of change, is more about the wisdom that employees have and use and less about knowledge.

How a company does retain this wisdom in their possession?

-Through storytelling and storytellers. A good story holds the listener’s attention and then delivers its retention.

To retain the wisdom you must catch it and what we seek is:

-The complete collection of the fundamental rules which the holder of the wisdom accumulated over the years.

-A list as comprehensive as possible of their work tools.

-The map of contacts and relationships as well as shapes, that wise man used as counselor.

-The plan he devised and used to surround himself with talent and excellence.

-The full narrative of his experiences more meaningful and that served as an example to develop his wisdom.

-The description of the skills used, and how he applied them to face the challenges it was facing.

A tale where each chapter does justice to the most relevant aspects of his wisdom, and where we can understand the dynamics of growth which, over the years structured knowledge in a way to apply and capable of transfer.

“No one individual or any small group can hope to provide all necessary wise to a complex project.” D. Leonard / Walter Swap

(Texto em Português depois deste)

The message!

In the last post mentioned that an idea proposed by an employee to his organization contains a message that would be constructed from the responses to the questions raised in the text and then I concluded with:

“It’s time to leave the logic home and use creativity to convince someone to accept our idea.”

We have identified our audience and we have the logic aside in order to work our mind with the freedom necessary for creativity.

The logic will be re-used when we will need support for our position.

The first step or the opening is always difficult to achieve and lead a series of questions to which we should answer in advance.

Our goal is to involve the audience and for that it is necessary to foresee the situation in which the message will be transmitted and should be prepared for complications. A series of cards on the sleeve give answers to questions raised.

One of these letters is the metaphor that for not have normally a precise meaning allows us to structure our idea throughout history. In the background we represent one thing with another thing and cause an interaction.

But how can we frame the past events related to our idea of a way to tell a good story, that is, a story that leads people to see the action that we are suggesting, in a natural way?

This is where our creativity is more accurate. Our idea is already a month since it was entered in the application and has been discussed. All these moments are relevant to our story.

The organization also has a history that must be used to frame our idea and making it relevant at the time of decision making.

Well ! But how?

With the message in our possession and armed with the necessary skills, we can only ask:

What is the best way to make a presentation?

The presentation will depend on a decision and the decision maker is a good leader or not but our idea has a story to tell.

“A really good idea is simple, unexpected and relevant. And unites extremes: it risks a lot, but nevertheless, it is easy to implement. Everyone should talk about it, but customers should not be angry with this.Nadja Schnetzler

 Good leaders understand the power of influence, and great leaders understand how the preparatory work and necessary research influences how an idea becomes appealing.

A Mensagem

No último post referi que uma ideia proposta por um colaborador à sua organização contém uma mensagem que seria construída a partir das respostas às questões então levantadas e concluí com:

“Está na altura de deixar a lógica em repouso e usar a criatividade para convencer alguém a aceitar a nossa ideia.”

Nós já identificamos o nosso público e já deixamos a lógica de lado de forma a trabalharmos a nossa mente com a liberdade necessária à criatividade.

A lógica voltará a ser usada quando eu necessitar de apoio para a minha posição.

O primeiro passo ou a abertura são sempre difíceis de conseguir e provocam uma série de questões às quais devo responder antecipadamente.

O nosso objectivo é envolver a audiência e para isso é necessário prever a situação em a mensagem será transmitida e estarmos preparados para as complicações. Uma série de cartas na manga darão respostas a questões levantadas.

Uma dessas cartas é a metáfora que por não ter, normalmente um significado preciso, permite-nos estruturar a nossa ideia ao longo da história. No fundo estamos a representar uma coisa com outra coisa e a provocar uma interacção.

Mas como é que nós podemos enquadrar factos passados relacionados com a nossa ideia de uma forma a contar uma história útil, isto é, uma história que leva as pessoas a ver a acção que nós estamos a sugerir, de uma forma natural?

É aqui que a nossa criatividade é mais precisa. A nossa ideia já tem um passado desde que foi inscrita na aplicação e tem sido discutida. Todos estes momentos são relevantes para a nossa história.

A organização também tem uma história que deve ser utilizada para enquadrar a nossa ideia e torná-la pertinente no momento da tomada de decisão.

Pois! Mas como?

Com a mensagem na nossa posse e armados de todas as competências, resta-nos perguntar:

Qual é a melhor maneira de fazer a apresentação?

Da apresentação dependerá uma decisão e seja o decisor um bom líder ou não a nossa ideia tem uma história para contar.

“A ideia realmente boa é simples, inesperada e relevante. E une os extremos: ela se arrisca muito, mas, no entanto, é fácil de implementar. Todos devem falar sobre ela, mas os clientes não devem ficar irritados com isso.Nadja Schnetzler

Os bons líderes compreendem o poder de influência, e os grandes líderes compreendem como o trabalho de preparação e de investigação necessária influencia a forma como uma ideia se torna atraente.

(Texto em Português depois deste) 

Imagination and influence

Imagine the case of an employee who developed an idea and proposed it to his organization through an application such as Teepin.

In the explanation of this application we read:

“The ideas are then introduced and discussed by all employees, who can then vote and comment, maintaining always informed about the discussion and the various states of development of these ideas.

The Teepin reinforces group, placing all employees as part of solving problems and creating new solutions.”

When the developer presented his idea he had done the right questions, diagnosed the problems critics had designed a set of solutions to address the key issues, established a set of priorities for action, and now felt confident with his idea.

The idea could be discussed and looked like he was ready! However he has the fear of not being sufficiently persuasive for that the idea becomes innovation. The idea when being explicit in the application may be discussed.

Now begins a new game, the game’s influence coming through to be able to tell the best story ever.

Some ground rules:

– There is a social convention more or less implicit in every society where we feel we must repay in kind what another person has provided us.

After a choice is made, we are under internal and external pressure to remain consistent with our commitment.

When we decide what to do in certain situations we look at what others have done similar.

People say yes usually to the people they like.

– People are more easily influenced by those they consider to be the legitimate authorities.

– The rarest thing is more valuable and is soon noticed.

The influence is critical to your ability to lead the ride of your idea and impact your organization. It is a skill that needs exercise. Increase the effectiveness of our influence depends on our ability to tell a memorable story and get people to commit to that idea.

For this influence to be effective we must start by reflecting:

What do we achieve?

– Who we need to influence or get the okay to develop the idea?

– What do we exactly want to convey?

– How do we deliver the message?

What often we want to achieve, it is not just “the success of our creative activity”, but all the way to get there.

We cannot yet be sure that someone holds the position or the role that was desirable, they play.

When someone is in strong opposition or when we have several opportunities to get involved with someone, we need to create an opening for another point of view.

If our goal is to convince someone of something they have to be prepared to decide.

But who are those people?

We need to understand, who our audience is so we can know the direction of our message. We need to know until what point they are conscientious of the problem that origins our idea as a solution and until what point they have the necessary knowledge to understand it.

If somehow our audience has a shaped perspective about the problem or about our idea it’s necessarily to know how much it is a positive one.

Our entire message will be built from the answers to the posed questions.

It is time to let logic in stand-by and to use creativity to succeed with the acceptation of our idea.

Good work!

Jogar com a nossa ideia

Imaginação e influência

Imaginemos o caso de um colaborador que desenvolveu uma ideia e a propôs à sua organização através de uma aplicação como o Teepin.

Na apresentação desta aplicação podemos ler:

“As ideias são inseridas e discutidas por todos os colaboradores, que as podem seguir, votar e comentar, mantendo-se sempre informados sobre a discussão e os diversos estados de evolução dessas ideias.

O Teepin reforça o espírito de grupo, colocando todos os colaboradores como parte da resolução de problemas e da criação de novas soluções.”

Quando esse colaborador apresentou a sua ideia ele já tinha feito as perguntas certas, diagnosticados os problemas críticos, tinha concebido um conjunto de soluções para solucionar as questões chave, estabelecido um conjunto de prioridades de recurso, e agora sentia-se confiante com a sua ideia.

A ideia podia ser discutida e parecia que ele estava pronto! Contudo havia o receio de não ser suficientemente persuasivo para que a ideia se torne inovação. A ideia ao estar explicitada na aplicação, pode ser discutida.

Agora começa um novo jogo, o jogo da influência que passa por ser capaz de contar a melhor história de sempre.

Algumas regras do jogo:

– Existe uma convenção social mais ou menos implícita em todas as sociedades onde sentimos que deve restituir em espécie o que outra pessoa nos proporcionou.

Depois de uma escolha ser feita, estamos sob pressão interna e externa para manter a coerência com o nosso compromisso.

Quando decidimos o que fazer em determinadas situações olhamos para o que os outros semelhantes fizeram.

As pessoas dizem normalmente sim às pessoas de quem gostam.

– As pessoas são mais facilmente influenciadas por aqueles que consideram ser as autoridades legítimas.

– A coisa mais rara é mais valiosa e é logo percebida.

A influência é fundamental para a nossa capacidade de liderar a viagem da nossa ideia e ter impacto na organização. É uma habilidade que necessita de exercício. Aumentar a eficácia da nossa influência depende da nossa capacidade de contar uma história memorável e levar as pessoas a se comprometerem com essa ideia.

Para que essa influência seja eficaz comecemos por reflectir:

– O que queremos alcançar?

– Quem nós precisamos de influenciar ou de quem precisamos de obter o “ok” para desenvolver a ideia?

– O que é que nós exactamente queremos transmitir?

– Como vamos entregar a mensagem?

O que, muitas vezes, queremos alcançar, não é apenas “o sucesso da nossa actividade criativa, isto é, é todo o caminho para lá chegar.

Nós podemos ainda não ter certeza de que alguém detém a posição ou o papel que era desejável, eles desempenharem.

Quando alguém está em forte oposição ou quando nós temos várias oportunidades de nos envolvermos com alguém, precisamos de criar abertura para um outro ponto de vista.

Se o nosso objectivo é convencer alguém de alguma coisa eles têm de estar preparados para decidir.

Mas quem são essas pessoas?

Nós precisamos compreender quem é a nossa audiência para sabermos como dirigir a nossa mensagem. Precisamos de saber até que ponto eles estão conscientes do problema que deu origem à nossa ideia como solução e até que ponto eles tem o conhecimento necessário para o compreender.

Se eventualmente a nossa audiência tem uma perspectiva formada sobre o problema ou sobre a nossa ideia é necessário saber até que ponto ela é positiva.

Toda a nossa mensagem será construída a partir das respostas às questões levantadas.

Está na altura de deixar a lógica em repouso e usar a criatividade para convencer alguém a aceitar a nossa ideia.

Bom trabalho!

Tagged with:
 

(Texto em Português depois deste)

Applications of Design Thinking

Design thinking is the common expression to describe an interdisciplinary approach to solving problems, which transports us to the true innovation.

Interdisciplinary design thinking is especially important to decide what to do in the first place, so that the power of creative intuitive processes can be used to stimulate innovation, solve any problems and develop new opportunities.

The design thinking can help with the confusing and challenging problems posed by the complexity of the contexts of design in the world of digital technology and global connectivity.

Problems of complex projects such as systems or services, are best addressed by a team of people from varied backgrounds, using intuitive process, but adding to the output of the shared mind is more productive than the sum of individual contributions.

People from non-design disciplines also contribute to the projects , usually those with business and brand background , as well as writers, storytellers , and developers of prototypes.

– How we do business?

Unlike analytical thinking, design thinking is a creative process based on the construction, from scratch, from ideas. There are no judgments or fear of failure.

Do stupid questions! Remember that only other people call them so.

Make hope visible. There are so many people waiting for your ideas!

Make a lateral thinking man. Dig deep.

Work the metaphor and analogies.

Jump the fence, draw what you want and face the consequences.

Embrace constraints and draw anywhere.

Draw in emergencies, even if you have only one napkin.

And above all use empathy with dedication to really watch and pay attention to people, because this is usually the best way to check the depth of unarticulated needs.

According to Warren Berger (Glimmer: How Design Can Transform Your Life and Maybe Even the World) there are three ways to implement the Design Thinking to life.

–      The designers are good at asking stupid questions – Take a step back and reassess everything.

Ask fundamental questions: Why are we living in this city? Why am I in this job? There are all sorts of chances in life to reconsider.”

The designer can begin to restructure the challenge at hand, which may lead to think in new directions.

The basics of business, now so transformational, requiring an ability to question and rethink what business we face and what are in fact the needs of consumers. What do they expect?

–      The designers put the problems on visual form – Designers know that when we see everything in front of us, the connections and patterns become more understandable.

The models that designers constantly create quickly and without polishing are a critical component of innovation. When we form an idea, we begin to make it real.

–      The designers think laterally – Forces the brain to move sideways and to examine the solutions that are out of the path. The trick is to avoid problems in a simple manner so that it is open to the left side. It is to be away from rules based on experience.

It is not easy to get big hits and we get there “thinking sideways”, searching for something very big, accepting ideas and influences, and above all it must also be willing to try to connect ideas that cannot seem to be linked. This is a way of thinking that can also be embraced by non- designers.

The design thinkers know that innovation often involves an interactive process with setbacks along the way, but knowing that small faults are actually useful, because they show what works and what needs to be corrected.

The design capacity of the thinker with “no follow” is an indispensable quality in times of dynamic change.

According to R. Martin to become design thinkers we must develop the stance, the tools and experiences.

Posture is the perspective of our world and our role in it.

Tools are the models we use to organize our world and our thinking.

Experiences are what built and developed our skills and sensibilities.

Even the unreasonable questions have an answer!

 

As aplicações de Pensar Design.

Pensar design é a expressão comum para designar uma abordagem interdisciplinar para a resolução de problemas, o que nos transporta para a autêntica inovação.

Pensar design interdisciplinar é especialmente importante para decidir o que fazer em o primeiro lugar, para que o poder de processos criativos intuitivos possa ser aproveitado para estimular a inovação, resolver qualquer tipo de problema e desenvolver novas oportunidades.

O pensamento de design pode ajudar com os problemas confusos e desafiadoras postos pela complexidade dos contextos de design no mundo da tecnologia digital e da conectividade global.

Problemas de projectos complexos, tais como sistemas ou serviços, serão melhor abordados por uma equipa de pessoas de origens variadas, aproveitando processos intuitivos, mas colaborando para que a saída da mente compartilhada seja mais produtiva do que a soma das contribuições individuais.

As pessoas de disciplinas não design também contribuem para os projectos, normalmente aqueles com negócios e marcas de fundo, bem como escritores, contadores de histórias e desenvolvedores do protótipo.

– Como é que fazemos negócio?

Ao contrário do pensamento analítico, pensar design é um processo criativo baseado na construção, a partir do nada, de ideias. Não há julgamentos ou medo de falhar.

Faça perguntas estúpidas! Lembre-se que só os outros lhes chamam assim.

Torne a esperança visível. Há tanta gente à espera das suas ideias!

Faça do pensamento lateral uma pá. Cave fundo.

Trabalhe a metáfora e as analogias.

Salte a cerca, desenhe o que quiser e enfrente as consequências.

Abrace constrangimentos e desenhe em qualquer lado.

Desenhe em emergências, mesmo que só tenha um guardanapo.

E acima de tudo use a empatia com dedicação para observar realmente e prestar atenção às pessoas, porque esta é geralmente a melhor maneira de verificar a profundidade das necessidades não articuladas.

Segundo Warren Berger (Glimmer: How Design Can Transform Your Life and Maybe Even the World) há três formas para aplicar o Pensar Design à nossa vida.

Os designers são bons a fazer perguntas estúpidas – Dê um passo para trás e reavalie tudo.

Faça perguntas fundamentais: Por que estamos a viver nesta cidade? Por que estou neste emprego? Há todo o tipo de hipóteses na nossa vida a reconsiderar”.

O designer pode começar a reestruturar o desafio em questão, o que pode conduzir a pensar em novas direcções.

Os fundamentos básicos do negócio, hoje tão transformacionais, exigem uma capacidade de questionar e repensar quais os negócios que enfrentamos e quais são de facto as necessidades dos consumidores. O que é que estes esperam?

Os designers colocam os problemas de forma visual – Os designers sabem que quando vemos tudo à nossa frente, as conexões e padrões tornam-se mais compreensíveis.

Os modelos que os designers criam constantemente de forma rápida e sem polimento são um componente crítico da inovação. Quando damos forma a uma ideia, começamos a torná-la real.

Os designers pensam lateralmente – Forçam os cérebros para ir para os lados e a analisar as soluções que estão fora do caminho. O artifício é evitar problemas de uma forma simples para que se esteja aberto para o lado esquerdo. Trata-se de estar afastado das regras baseadas na experiência.

Não é fácil chegar a grandes sucessos, e para lá chegar devemos ” pensar lateralmente “, procurando algo muito grande, aceitando ideias e influências e sobretudo deve também estar disposto a tentar ligar ideias que podem não parecer estar ligadas. Esta é uma maneira de pensar que também pode ser abraçado por não designers.

Os pensadores design sabem que a inovação envolve muitas vezes um processo interactivo com recuos ao longo do caminho, mas sabendo que as pequenas falhas são realmente úteis, pois mostram o que funciona e o que precisa ser corrigido.

A capacidade do pensador design de “não seguir” é uma qualidade indispensável em tempos de mudança dinâmica.

Segundo R. Martin para nos tornarmos Pensadores Design temos de desenvolver a postura, as ferramentas e as experiências.

Postura é a nossa perspectiva do mundo e o nosso papel nele.

Ferramentas são os modelos que usamos para organizar o nosso mundo e o nosso pensamento.

Experiências são o que construiu e desenvolveu as nossas competências e sensibilidades.

Mesmo as perguntas descabidas têm uma resposta!

(Texto em Português depois deste)

Packing up and anticipate barriers

Sometimes I worry about the needs of others and wonder how to satisfy them.

No matter if these people are here beside or away, because I know there are many unresolved problems. My ideas may be the best but they also present a problem to solve.

Until what point is that my ideas mean creativity?

Until what point my ideas can be viewed as a service to people and organizations?

How far my ideas are convenient?

To what extent my ideas mean products or services at an acceptable cost and thus competitive?

Anticipating and recognizing the barriers to our idea we create an environment conducive to its acceptance.

– Negative attitudes are a barrier not always easy to overcome. We anticipate responses, looking for opportunities inherent to the situation where we are.

– Fear of failure is not a necessary condition and a springboard for success. It is best to know our weaknesses and fears and make an alliance with courage because our idea makes us entrepreneurs.

– Managing stress is one way to overcome barriers and catalyze energy to overcome objections. A new idea carries expectations that are associated with success and failure.

– Following the rules is behavior of people efficient but not necessarily creative. Some rules are necessary, but encourage comfort zones. We must see the rules as constraints which makes the vitality of the idea more clear.

– Identify and analyze the assumptions of the idea to ensure the genuineness of the idea. We anticipate the consequences of the expected results.

– Excessive reliance on Aristotelian logic undermines the creative activity. We anticipate combinations and balances between the possibilities and outcomes.

– The environment that will welcome our idea can be characterized by a culture with specific features. We should seek to know the destination ports of our idea.

– But it is very close to us which are the major barriers. The culture of the organization where we collaborate, should receive from us a full understanding so that we can identify where what can kill the promising ideas resides.

These obstacles to creativity seem overwhelming, however, can be overcome simply by being creative in how we show our creativity.

Storytelling can be a creative way to carry the message of our idea along the journey that it will do.

As in any journey is convenient to pack taking only what is essential and leaving room for some shopping abroad.

Being creative is not a luxury it is a need and so this is the case for use when needed. It is the need to satisfy a need be it known or not.

A journey requires a mild climate and relaxed so the optimism is required. Keep it handy and do not forget to bring information required to follow the desired path. Along the way the idea will find a variety of environments for which I need a more careful observation.

At that time, observe the environment through various perspectives and to enhance their perception, can then view the entire corresponding to the idea.

How biased of course, on a trip we started to collect small beautiful things we find and we’ll put in the suitcase. Note first all hypotheses and select in the end, otherwise the bag will be filled with useless things.

A journey always runs well until there are doubts about the next stop or until there is compliance schedules. Our luggage is still room for tolerance and the ambiguity and we must be persistent. After all, our idea is an arduous journey!

But if, by chance, thought the middle of a visit will offer you a bouquet of flowers, do not connect! They are distracting you! Place in bag a good dose of concentration and passion because you will need them at any time.

In another smaller suitcase to book place the range of possible solutions.

During the trip that the idea will do take notes , talk with others , interact and if you feel tired take a pause.

The trip is coming to an end. Look no further! Accept the best solution and do not try to reach the summit of Everest if you’re in a Mediterranean beach.

 

Uma viagem com a minha ideia

Fazer as malas e antecipar barreiras

Por vezes preocupo-me com as necessidades dos outros e imagino a forma de as satisfazer.

Não importa se essas pessoas estão aqui ao lado ou longe, pois eu sei que há muitos problemas por resolver. As minhas ideias podem ser as melhores mas também elas representam problemas a resolver.

Até que ponto de facto as minhas ideias significam criatividade?

Até que ponto as minhas ideias podem ser vistas como um serviço às pessoas e às organizações?

Até que ponto as minhas ideias são convenientes?

Até que ponto as minhas ideias significam produtos ou serviços a um custo aceitável e portanto competitivo?

Antecipando e reconhecendo as barreiras à nossa ideia criamos um ambiente propício à sua aceitação.

– As atitudes negativas são uma barreira nem sempre fácil de ultrapassar. Devemos antecipar respostas, procurando as oportunidades inerentes à situação em que nos encontramos.

– O medo de falhar não é uma condição necessária e um trampolim para o sucesso. O melhor é conhecer as nossas fraquezas ou receios e fazer uma aliança com a coragem porque a nossa ideia faz de nós empreendedores.

– Gerir o stress é uma forma de ultrapassar barreiras e catalisar energia para vencer objecções. Uma nova ideia transporta expectativas que estão associadas ao sucesso e ao insucesso.

– Seguir as regras é um comportamento de pessoas eficientes mas não necessariamente criativas. Algumas regras são necessárias, mas incentivam as zonas de conforto. Devemos ver as regras como constrangimentos o que torna a vitalidade da ideia mais evidente.

– Identificar e analisar os pressupostos da ideia para garantir a genuidade da ideia. Devemos antecipar consequências dos resultados esperados.

– O excesso de confiança na lógica aristotélica prejudica a actividade criativa. Devemos antecipar combinações e equilíbrios entre as possibilidades e os resultados esperados.

– O meio ambiente que acolherá a nossa ideia pode ser caracterizado por uma cultura com contornos específicos. Devemos procurar conhecer os portos de destino da nossa ideia.

– Mas é bem perto de nós que se encontra a grande barreira. A cultura da organização onde colaboramos, deve merecer da nossa parte uma compreensão total, para podermos identificar onde residem o que pode matar ideias promissoras.

Estes obstáculos à criatividade parecem esmagadores, no entanto, podem ser superados, bastando para isso que sejamos criativos na forma como mostramos a nossa criatividade. 

Contar histórias pode ser uma forma criativa de levarmos a mensagem da nossa ideia ao longo da viagem que ela irá fazer.

Como em qualquer viagem é conveniente fazer as malas levando apenas o que é imprescindível e deixando lugar para umas compras no exterior.

Ser criativo não é um luxo é uma necessidade e por isso esta fica na mala para usar quando necessário. É a necessidade de satisfazer uma necessidade seja ela conhecida ou não.

Uma viagem requer um clima ameno e tranquilo por isso o optimismo é necessário. Mantenha-o sempre à mão e não se esqueça de levar a informação necessária para seguir o trajecto pretendido. Ao longo do caminho a ideia irá encontrar diversos ambientes para os quais eu preciso de uma observação mais cuidada.

Nessa altura, observe o ambiente através de várias perspectivas e valorizará a sua percepção, podendo então visualizar o todo a que corresponde a ideia.

Como é naturalmente tendencioso, numa viagem começamos a recolher pequenas coisas bonitas que encontramos e que vamos colocando na mala. Observe primeiro todas as hipóteses e seleccione no final, caso contrário a mala ficará repleta de coisas inúteis.

Uma viagem corre sempre bem até ocorrem dúvidas sobre a próxima paragem ou até haver incumprimento de horários. A nossa mala ainda tem lugar para a tolerância e para a ambiguidade e sejamos persistentes. Afinal a nossa ideia faz uma viagem árdua!

Mas se, por acaso, pensou que a meio de uma visita lhe vão oferecer um ramo de flores, não ligue! Estão a distraí-lo! Coloque na mala uma boa dose de concentração e paixão porque vai precisar delas em qualquer momento.

Numa outra mala mais pequena reserve lugar para o leque de soluções possíveis.

Durante a viagem que a ideia vai fazer tome notas, fale com os outros, interaja e se sentir cansado faça uma pausa.  

A viagem está a chegar ao fim. Não procure mais! Aceite a melhor solução e não tente atingir o cimo do Evereste se está numa praia do Mediterrâneo.

Tagged with:
 

(Texto em Português depois deste)

Expecting the unexpected

Every day there are so many new ideas being presented, and new discoveries are made, and many of these ideas and new discoveries are built on ideas of others.

These “others “are not always scientists or experts or creative on their own discipline in which they are specialists.

The diversity of sources is as important as the diversity of work to achieve innovation.

Any culture, industry, discipline, department and organization has its own way of dealing with the problems, their own metaphors, models and methodologies. But often, the best ideas cross disciplinary boundaries and look to other fields for new ideas and issues. Many significant advances in art, business, technology and science, rose through the cross-fertilization of ideas. And to give a corollary nothing will stagnate a field more quickly than keeping the ideas out. “- Calvin Coolidge

We call cross-pollination to associations and connections among seemingly unrelated ideas or concepts to break new ground.

The role of a pollinator of ideas is similar to a gardener or florist dedicated to pollinate their flowers. He is equipped with a wide range of interests an avid curiosity, and an aptitude for teaching and learning.

In an organization, a pollinator of ideas does the work of bees and transports outside ideas into it. These are people with openness, able to write down every step and feature, close observers gather inspiration with ease and are skilled storytellers.

Never cease to identify constraints.

Cross-pollination in nature, leads to the emergence of resistant plants and superior quality. When we launched a project with the assumption that cross-pollination may help innovate more easily find the ways necessary for creative innovation.

How IDEO sees the cross-pollination?

1. Show and tell. IDEO Tech Box, a collection of hundreds of promising technologies, is a systematic approach to collect and share what they know.

2. Hire people with diverse backgrounds. Filter out job applications looking for someone that will expand the talent pool or extending the capabilities of the company.

3. Create multidisciplinary project rooms and create lots of room for accidental or impromptu meetings between people from different groups.

4. Crossing cultures and geographies. An international team appears well mixed pollination, of course, other cultures.

5. Host a weekly series to speak. Almost every week a thinker of world-class shows himself to share his thoughts with them.

6. Learn from the visitors. Hear what customers or potential customers say about your industry, your company, your point of view.

7. Look for various projects. A wide range of client work allows us to make cross-pollination from one world to another.

If we feel that our ideas are really good, perhaps not advisable to cross them with others if the risk of complication is clearly visible. However, when we feel that our ideas are a good start to the way we want, we must cross them and test results. Diversity is good mate.

If you register our ideas and interbreed with others in our organization we risk being happy!

“In my experience, what makes Virgin innovation is a strong sense of self, the ability to experience the ability to cross- fertilize ideas and a willingness to change. The company has grown largely not through the deployment of a master plan, but through an accumulation of learning and ideas caused by threats, accidents and luck. Richard Watson

 

Cruzando espaços e ideias

Esperando o inesperado

Todos os dias, há tantas ideias novas que estão a ser apresentadas, e novas descobertas são feitas, e muitas dessas ideias e novas descobertas são construções sobre ideias de outros.

Esses “outros” não são sempre os cientistas ou peritos ou criativos numa disciplina própria ou na qual são especialistas.

A diversidade de fontes é tão importante como é a diversidade de trabalhos para se chegar à inovação.

“Toda a cultura, indústria, disciplina, departamento e organização tem sua própria maneira de lidar com os problemas, as suas próprias metáforas, modelos e metodologias. Mas muitas vezes as melhores ideias atravessam fronteiras disciplinares e olham para outros campos para novas ideias e questões. Muitos avanços significativos na arte, negócios, tecnologia ciência, surgiram através da fertilização cruzada de ideias. E para dar um corolário, nada fará estagnar um campo mais rapidamente do que manter as ideias de fora.” – Calvin Coolidge

Chamamos polinização cruzada a associações e conexões entre ideias aparentemente sem relação ou conceitos para abrir novos caminhos.

O papel de um polinizador de ideias, é semelhante a um horticultor ou floricultor que se dedica à polinização das suas flores. Equipado com um vasto conjunto de interesses, uma curiosidade ávida, e uma aptidão para ensino e aprendizagem.

Numa organização, um polinizador de ideias, faz o trabalho das abelhas e transporta ideias exteriores para dentro dela. São pessoas com abertura, capazes de anotar cada passo e característica, observadores atentos recolhem inspiração com facilidade e são hábeis contadores de histórias.

Não deixam nunca de identificar restrições.

Na natureza a polinização cruzada, conduz ao aparecimento de plantas resistentes e de qualidade superior. Ao lançarmos um projecto com a assunção de que a polinização cruzada pode ajudar a inovar, mais facilmente encontraremos os caminhos criativos necessários à inovação.

Como a IDEO vê a polinização cruzada

1. Mostrar e contar. A IDEO Tech Box, uma colecção de centenas de tecnologias promissoras, é uma abordagem sistemática para colectar e compartilhar o que sabemos.

 

2. Contratar pessoas com diversas origens. Filtraram as candidaturas de emprego à procura de alguém que vai expandir o pool de talentos ou extensão das capacidades da empresa.

 

3. Criar salas projecto multidisciplinar e criar lotes de espaço para reuniões acidental ou improvisada entre pessoas de grupos diferentes.

4. Cruzar culturas e geografias. Uma equipa bem misturada internacional parece polinização cruzada, naturalmente, de outras culturas.

 

5. Hospede uma série semanal para discursar. Quase todas semanas, um pensador de classe mundial mostra-se a partilhar os seus pensamentos connosco.

 

6. Aprenda com os visitantes. Ouça o que os clientes ou potenciais clientes dizem sobre a sua indústria, a sua empresa, o seu ponto de vista.
7. Busque diversos projectos. Uma ampla gama de trabalho do cliente permite que se faça polinização cruzada de um mundo para outro.

Se nós sentimos que as nossas ideias são realmente boas, talvez não seja aconselhável cruzá-las com outras quando o risco de complicação é claramente visível. No entanto quando sentimos que as nossas ideias são um bom começo para o caminho que desejamos, devemos cruzá-las e testar os resultados. A diversidade é boa companheira.

Se registarmos as nossas ideias e as cruzarmos com outras na nossa organização corremos o risco de sermos felizes!

“Na minha experiência, o que faz Virgin inovação é um forte senso de si, a capacidade de experiência, a habilidade para fertilizar as ideias cruzadas, e uma vontade de mudar. A empresa tem crescido em grande parte, não através do desdobramento de um plano mestre, mas através de uma acumulação de aprendizagem e ideias causados por ameaças, acidentes e sorte.” Richard Watson

Tagged with:
 

(Texto em Português depois deste)

Entrepreneurs and design thinking

A good story, wherever it is possible, is looking for a link to a myth, reason why, often earn in the competitive economy of attention.

A myth is an exemplary story , sacred and significant that gave meaning to human existence since the beginning of time.

For example, the myth of foreign savior appears in all cultures that have suffered reprisals, such as major Alvega, Portuguese, airline pilot in the RAF, during the Second World War.

The myths live huddled behind every story of masses of present society but their presence and visibility is not as high as in ancient Greece.

The myth of the contemporary city as a center of sin is a myth as old as the need to minimize the anxieties of the townspeople, by contrast to the quiet and bucolic areas on countryside.

The myth is a powerful anxiolytic. And it works both to sin and to the purity, either in town or in the field.

A man or woman who is alone, fighting the elements, bravely defending their principles, they all have a dream of creating a business.

The myth of the entrepreneur with hero’s clothes!

There is a fatal assumption in this myth which corresponds to the idea that being possessed of technical skills for a business they will match the skills of a business.

This assumption is made in many areas of business or schools of thought, so it is advisable to raise some questions.

Dan Norman in – ” Design Thinking: A Useful Myth”, asks: ” Why should we perpetuate such nonsensical, erroneous thinking? Because it turns out to be a very useful way to convince people that designers do more than make things look pretty. Never let facts stand in the way of utility… This is still the view of most business executives, marketing managers, programmers and engineers”

The myth is neither truth nor lie. The myth is simply copy when appropriate to the needs of people like that moving from one place unattractive to one that satisfies your curiosity and brings imagination and creativity.

Mythical narrative comes to be reported and believed. But its validity is dependent on its social features to compete with other stories and capture the attention of its users.

The mythical stories always enjoy the reasons for the promise.

Link a myth to a story is to carry him in the future. Without it, nothing more is than a commercial advertisement.

Norman still in the same article says: “So, long live the phrase “design thinking.” It will help in the transformation of design from the world of form and style to that of function and structure. It will help spread the word that designers can add value to almost any problem, from healthcare to pollution, business strategy and company organization. When this transformation takes place, the term can be put away to die a natural death. Meanwhile exploit the myth. Act as if you believe it. Just don’t actually do”.

And actually design thinking may add value but the designers will also pass by the myth of the entrepreneur in some cases, being sure that everyone has to know the language of entrepreneurs, managers and technicians.

By linking a myth in our history we must begin by releasing it from the initial context and then adapt it to our history. A myth is something that happened before but which may extend up to today.

We should emphasize the aspects of myth that is timeless and rid us of the historical context.

The mythical history of Harley Davidson was born in the geographical epicenter of an emerging culture.

 

Contar histórias, vincular mitos e ser empreendedor!

Empreendedores e pensar design

Uma história bem contada procura, sempre que possível vincular-se a um mito, razão pela qual, muitas vezes ganham na competitiva economia da atenção.

Um mito é uma história exemplar, sagrada e significativa que proporcionou sentido à existência do homem desde o princípio dos tempos.

Por exemplo, o mito do salvador estrangeiro aparece em todas as culturas que sofreram represálias, como é o caso do major Alvega, português, piloto de aviação da RAF, durante a segunda Guerra mundial.

Os mitos vivem aconchegados por trás de cada história de massas da sociedade actual embora sua presença e visibilidade não seja tão elevada quanto na Grécia antiga.

O mito contemporâneo das cidades como centro de pecado é um mito tão velho quanto a necessidade de minimizar a ansiedades das populações citadinas, por contrapartida ao sossego das zonas bucólicas e campestres.

O mito é um ansiolítico poderoso. E funciona quer para o pecado quer para a pureza, seja na cidade seja no campo.

Um homem ou uma mulher, que estão sós, lutando contra os elementos da natureza, defendendo com bravura os seus princípios, todos têm um sonho de criar um negócio próprio.

É o mito do empreendedor com roupas de herói!

Há uma assunção fatal neste mito e que corresponde à ideia de que sendo possuidor de competências técnicas para um negócio elas corresponderão às competências de um negócio.

Esse pressuposto é assumido em muitas áreas de negócio ou correntes de pensamento, pelo que é aconselhável levantar algumas interrogações.

Dan Norman em – “Pensar design: um mito útil”, interroga-se: “Por que devemos perpetuar esse pensamento errado, sem sentido? Porque acaba por ser uma forma muito útil para convencer as pessoas que os designers fazem mais do que fazer coisas bonitas. Nunca deixe que os factos se interpõem no caminho de utilidade… Esta ainda é a visão dos executivos mais empresas, gerentes de marketing, programadores e engenheiros”

O mito não é nem verdade nem mentira. O mito é pura e simplesmente exemplar quando adequado às necessidades das pessoas, como que as transportando de um lugar desinteressante para um que satisfaz a curiosidade e eleva a imaginação e a criatividade.

Uma narrativa mítica surge para ser comunicada e acreditada. Mas a sua validade social está dependente das suas características para competir com outros relatos e captar a atenção dos seus usuários.

Os relatos míticos gozam sempre das justificações da promessa.

Vincular um relato a um mito é carregá-lo de futuro. Sem isso não passa de um anúncio comercial.

Norman no mesmo artigo diz ainda: “Então, viva a frase pensar design “. Ela vai ajudar na transformação do design desde o mundo da forma e estilo até ao da função e estrutura. Ela vai ajudar a espalhar a palavra que os designers podem agregar valor a quase qualquer problema, da saúde à poluição, da organização á estratégia de negócios da empresa. Quando essa transformação ocorrer, o termo pode ser guardado para uma morte natural. Entretanto, explorem o mito. Aja como se acreditasse. “

E de facto o pensar design pode agregar valor mas os designers ainda vão passar também pelo mito do empreendedor em alguns casos, sendo certo que todos têm de conhecer a linguagem dos empreendedores, dos gestores e dos técnicos.

Ao vincularmos um mito à nossa história devemos começar por desvincula-lo do contexto inicial e depois adapta-lo à nossa história. Um mito é algo que ocorreu antes mas que pode prolongar-se ate hoje.

Devemos realçar os aspectos do mito que seja atemporais e livrar-nos do contexto histórico.

A história mítica da Harley Davidson nasceu no epicentro geográfico de uma cultura emergente.