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O poder pode atrapalhar a nossa capacidade de compreender os outros e isso pode ser terrível para uma organização.

O poder racional /legal segundo Max Weber é o que se baseia nas regras e no ordenamento jurídico reconhecido como válido por uma determina comunidade e é também o que mais se observa nas organizações ou empresas.

A empatia, a capacidade de perceber e partilhar o estado emocional de outra pessoa, tem sido descrita por filósofos e psicólogos durante séculos…Este estudo mais recente, no entanto, estabelece firmemente que o córtex insular anterior é onde o sentimento de empatia se origina.”

Algumas experiências parecem mostrar que as pessoas em situação de poder apresentam padrões de comportamento geralmente associados com falhas nas zonas do córtex cerebral que controlam a empatia e a capacidade de imaginar o mundo sob o ponto de vista dos outros. Será?

O poder destrói a capacidade de compreender que existem outras perspetivas para além da hierarquia e nós sabemos que a hierarquia funciona como uma cascata.

É um mal para o qual não há tratamento ou cura fáceis!

“As falhas de liderança mais comuns não envolvem fraude, o desfalque de fundos, ou mesmo escândalos sexuais. É mais comum ver os líderes falharem na área de autogestão diária – e o uso do poder de uma forma que é motivada pelo ego e interesse próprio… Eles atingem um ponto de estrangulamento, onde passam do ser generosos com seu poder para usar seu poder para seu próprio benefício.”

Parece ser verdade que o melhor tratamento para o abuso de poder é a transparência, e parece também que os piores abusos de poder podem ser prevenidos quando as pessoas sabem que estão a ser observadas.

Há contudo uma outra face da medalha que faz supor que o poder pode ser refinado por outras vias e transformar-se em alavanca para o sucesso.

Então como é que o pensamento integrativo pode ajudar os gestores ou responsáveis das organizações a olhar para as pessoas como uma parte importante nas suas decisões?

Quando estamos na presença de dois modelos opostos que nos criam tensão, se escolhermos uma resolução criativa (novo modelo) que contém elementos de ambos os modelos, mas é superior a cada um deles estamos a utilizar o pensamento integrativo de forma construtiva.

O que vulgarmente acontece nos modelos hierárquicos tradicionais das organizações, quando se trata de usar o poder para tomar decisões, é a utilização constante da autoridade, inerente à função, na análise de um problema e a consequente eliminação de alguns fatores que deveriam ser apreciados, aliviando dessa forma a tensão que a tomada de decisão transporta.

A relevância de fatores

Pelo contrário se, quem usa o poder de tomada de decisão, considerar todos os fatores relevantes, então abraça a complexidade e precisa de sentir o que é relevante. Contudo estes fatores têm uma importância relativa, isto é, através da sua capacidade de perceber (isso inclui calçar os sapatos dos outros – empatia) e de comparar e de analisar contrastes o decisor consegue reconhecer os fatores verdadeiramente críticos.

É bom lembrar que tudo isto só é possível se as pessoas não estiverem sujeitas às limitações de uma hierarquia que usa o preconceito como selecionador de fatores para praticar o viés de confirmação.

Esta relevância de fatores é a primeira tarefa de um conjunto de quatro, que se seguem e, que formam o pensamento integrativo.

Um pensador integrativo depois de determinar a relevância de fatores tem agora de compreender as relações que ligam esses fatores ou variáveis e para o fazer vai lidar com a ambiguidade e criar mapas causais ao mesmo tempo que desenvolve teorias alternativas.

As inter-relações causais

Tradicionalmente um decisor abusa do poder ao refugiar-se no seu estatuto e ao ignorar as alternativas. Pelo contrário, diz Roger Martin, o pensador integrativo vai abraçar elementos misteriosos em vez de os excluir pois tem “a capacidade de manter um propósito claro neste caso, através do difícil passo de traçar as inter-relações causais complexas, enquanto mantém a flexibilidade para rever sentenças sobre padrões de causalidade, mesmo sobre a relevância que o mapa causal desenvolve.”

Sequência de variáveis

Criar uma sequência de variáveis é um problema complexo e a tendência é, eliminar variáveis par tornar o caminho mais acessível.

Na sua essência, o pensador integrativo cria um mapa de causalidade que agrupa as variáveis consideradas mais importantes na primeira etapa, mas mantendo o pensamento na imagem global do mapa causal, enquanto explora as várias opções para focar onde e como incidir no problema.

 Resolução

 A capacidade de selecionar o ponto de incisão no problema é crucial para o pensador integrativo que conjuntamente com a sua capacidade de utilizar as suas experiências permite-lhe chegar ao quarto ponto da cascata, a resolução.

Para que os decisores encontrem o caminho certo é fundamental a atitude que tomam face aos obstáculos ou adversidades. Não uma atitude de poder sem diálogo, mas uma atitude que vê os desafios como algo transponível e de festão amigável.

Em vez de decidir por A ou por B o pensador integrativo escolhe o caminho de aperfeiçoamento contínuo para encontrar a solução criativa que a organização e os seus clientes precisam.

 

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Este artigo foi inspirado em Pensamento Integrativo

 

Crenças à solta!

As condições em que nós realizamos algumas observações condicionam, não só, a forma como elas são conduzidas como informação e transformadas em conhecimento, mas também induzem o seu local de armazenamento.

Por exemplo, se uma pessoa acredita em algo, é mais provável que isso aconteça do que seria se não acreditasse

Crenças são as suposições que fazemos sobre nós mesmos, sobre outras pessoas no mundo e sobre como podemos esperar que as coisas sejam.

As crenças podem ser entendidas como uma representação, que não é necessariamente justificada na sua totalidade e não é necessariamente totalmente verdadeira. A crença é uma convicção de que algo é verdadeiro mas não precisa de ser absoluto, isto é, pode envolver incerteza.

Quando baseada na fé  uma crença é em algo para o qual não há nenhuma prova. Pelo contrário a crença baseada em pensamento crítico é uma crença que é resultante da aplicação do pensamento crítico na avaliação da prova, mas é quase sempre uma crença provisória.

Ao longo da nossa vida aquilo em que acreditamos vai sofrendo alterações e a dada altura verificamos que a nossa opinião sobre temas como a criatividade e o conhecimento foi construída com base em informação insuficiente. De facto mais de 90 por cento do que sabemos sobre o cérebro, nós aprendemos nos últimos 20 anos.

Portanto, penso que podemos dizer que o conhecimento não é, ou não é apenas, a crença verdadeira justificada.

Como também não é justificada a crença, existente entre muitos gestores de empresas, de que algumas pessoas são criativas mas a maioria não é.

Parecem também não ser justificadas outras crenças, por exemplo:

– Muita gente crê que o dinheiro é um motivador de criatividade mas esquecem-se que o tempo gasto por esses criadores a pensar nos seus prémios não é tempo criativo.

– Muitas vezes as pessoas pensam que são mais criativos quando estão a trabalhar sob forte pressão de prazos, mas é apenas uma sensação.

– Há uma crença generalizada de que o medo e a tristeza de alguma forma estimulam a criatividade mas pelo contrário possivelmente são bloqueadores.

As crenças podem ajudar ambos os lados da nossa vida, o bom e o mau.

Elas ajudam o lado mau da nossa vida, quando nos limitam os passos a dar para a tolerância e para a colaboração e nos prendem com preconceitos e verdades infundadas ou nos afogam em tristeza.

Mas quando acreditamos em nós mesmos e na nossa capacidade, nós criamos condições para abordar os problemas com paixão e entusiasmo e para desenvolvermos o lado bom da nossa vida.

A crença na aprendizagem através de cada sucesso e de cada fracasso é também uma mais-valia para o desenvolvimento da criatividade.

É por isso importante questionar as nossas crenças enquanto criadores e construtores e tentar perceber para que lado é que somos empurrados.

Questionar só traz evolução. Devemos interrogar-nos para podermos aprender e enriquecer o nosso conhecimento sobre nós e sobre a sociedade ou ecossistema onde estamos inseridos.

As nossas crenças determinam as nossas escolhas e as respostas obtidas ao pôr em questão as nossas crenças iluminam as alternativas e apontam caminho para o bem-estar!

Não deixa de ser curioso que algumas crenças podem prejudicar o pensamento crítico imprescindível para o nosso crescimento saudável. 

Se nós acreditarmos que vamos falhar ao tentar resolver um problema, provavelmente não tentamos e não tentando, vamos perder a oportunidade de aprender e de desenvolvermos as nossas competências.

Se nós acreditarmos que a inteligência é em grande parte um potencial para ser desenvolvido estamos a utilizar o pensamento crítico para criar uma possibilidade de crescimento. Se não o fizermos apenas acreditamos que estamos condenados pelas limitações biológicas.

Apesar de parecerem estar em oposição, criatividade (expansão de ideias) e pensamento crítico (avaliação de ideias) e de poderem sofrer influência das nossas crenças, devemos, em ambos os casos, desafiar os nossos pressupostos e o conhecimento prévio. No pensamento crítico devemos fazer isso para determinar a precisão e a validade das nossas declarações e na criatividade para ir além delas.

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Pensamento, valores e pessoas

“Você começa com uma hipótese que tem uma certa plausibilidade superficial. Encontra um aliado cujo “background” sugere que ele é um “perito”; de repente, ele inventa “dados”. Escreva artigos em publicações simpáticas, repetindo os dados infinitamente, no tempo, algumas dessas publicações fazem sua causa própria. Os congressistas com ideias semelhantes pegam no seu mantra e convidam-no para testemunhar nas audiências.

Você está escolhido para um painel de investigação relacionado com o seu tópico. Quando outros membros do júri, depois de inspecionarem sua evidência, rejeitam a sua tese, você afirma que eles o fizeram por razões ideológicas. Isto, também, é repetido por seus aliados. Em breve, a câmara de eco criado afoga pontos de vista discordantes; até os candidatos presidenciais começam a repetir a grande mentira.” – Joe Nocera

Mas quem se importa com isto?

Todo a gente pensa e pensar faz parte da nossa natureza, mas muito do nosso pensamento é tendencioso, distorcido, parcial, sem informação suficiente e necessária ou mesmo repleto de preconceitos.

Toda a gente, mais ou menos conscientemente, procura uma boa qualidade de vida e aquilo que fazemos para a conseguir depende necessariamente da qualidade do nosso pensamento.

Para a construção de uma boa qualidade de vida ou de algo significativo nós devemos cultivar de forma sistemática a excelência do pensamento e porque essa qualidade de vida também depende do meio ambiente onde estamos inseridos e da nossa relação com ele, é importante estar consciente que existem pelo menos duas necessidades que devem estar necessariamente satisfeitas:

– A necessidade de uma construção e desenvolvimento de pensamento crítico e;

– A necessidade de construção de um sistema de valores e da sua aplicação sistemática nas nossas ações.

O pensamento crítico, ou modo de pensar sobre qualquer assunto ou problema  privilegiando a integridade intelectual, a humildade, as atitudes cívicas, a empatia, justiça e a confiança na razão, permite-nos não embarcar na construção da grande mentira e dar rumo aos nossos sonhos sem termos de andar à deriva.

Fazer perguntas acerca da informação que rececionamos é fundamental para um processo de pensamento crítico eficaz.

Será que esta informação faz sentido?

O que é que a minha experiência diz a acerca desta informação?

Os meus pressupostos são válidos? Se sim, porquê?

Fazer perguntas pode ser uma forma de iniciar um processo de integração num determinado grupo e que surge muitas vezes após um cumprimento ou uma saudação.

Quase todos nós admitimos que fazemos perguntas a nós mesmos e que esperamos uma resposta, mas nem sempre temos consciência de quando fazemos batota.

Quando somos estimulados pelo brilho de uma montra ou pelo texto de um anúncio numa revista uma das perguntas que ao fim de algum tempo nos surge é: “Quanto custa?”, “Qual será o preço?” ou ainda “Que valor terá aquilo?”

O valor das coisas difere de acordo com as partes interessadas nessas coisas e pode ir desde a representação financeira difícil de aceitar até a um sentimento muito profundo de agrado ou de desprezo. No fundo o valor representa não só a importância que algo tem para nós, mas também uma história que conta o porquê dessa importância.

Nós fazemos perguntas quando é noticiado um escândalo ou quando um dirigente de uma empresa tem um mau comportamento e no entanto nem nos apercebemos que estamos a fazer perguntas sobre valores.

A teoria do valor abarca um conjunto de abordagens para perceber como, porquê e em que grau as pessoas valorizam as coisas, sejam elas pessoas, ideias, objetos, ou outra coisa qualquer. Contudo, no dia-a-dia usamos uma diferenciação simples ente valor económico e ético (pessoal e cultural) e que  muitas vezes se confundem.

Por exemplo, a mudança da natureza dos valores na sociedade pode refletir-se nos executivos das empresas e aquilo que antes era jogar de acordo com regras passa a ser substituído pela necessidade de superar as expectativas, porque os valores dos executivos são valores pessoais e as suas necessidades foram alteradas.

Estes valores podem ser considerados como sendo profundas crenças que oferecem uma leitura das necessidades e motivações das pessoas. 

Todos os valores sociais têm origem nos valores pessoais e estes são entendidos como sendo determinados pelo desenvolvimento do indivíduo dentro de uma cultura.

Para cada pessoa existe um sistema de valores e é mais importante tentar compreendê-lo do que tentar compreender um valor único. Um sistema de valor é criado pelas nossas necessidades subjacentes que são variáveis ao longo do tempo e talvez por essa razão a necessidade de superar as expectativas se sobreponha às regras do jogo, como foi referido atrás.

A nossa qualidade de vida torna-se uma realidade quando o nosso pensamento crítico se apresenta sistemático e nos permite evitar as grandes mentiras produzidas por alguns executivos e muitas vezes mascaradas de inovação, mas que põe em causa a construção do nosso futuro, baseado no nosso sistema de valores e não num pretenso bem-estar insustentável.

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Modelos mentais e conceptuais

As coisas são compostas de partes ou unidades, mais ou menos simples e por isso, quanto mais unidades se combinarem para formar o que nós percebemos como uma coisa no mundo (um produto, processo, sistema, um serviço, etc.), mais complexa ela parece ser.

Hoje cada vez mais vemos pessoas fazerem combinações de coisas e adicionarem mais isto e aquilo a uma coisa que deveria ser simples e por causa disso não deixam espaços em branco para a nossa imaginação. Isto muitas vezes significa complexidade e surge cada vez mais nos nossos dias daí a simplicidade fazer cada vez mais sentido.

As pessoas “sentem necessidades” e para as satisfazer não é preciso criar coisas complexas e muito menos complicadas.

Se está um dia de calor nós sentimos necessidade de nos refrescarmos e para isso não precisamos de perceber quais são os pontos (todos) que ligam a solução à necessidade.

Se temos problemas de audição e nos é fornecido um aparelho não é importante para nós perceber a complexidade que está por detrás dessa construção, mas sim o quanto ela nos traz conforto.

“Quantos aparelhos auditivos impressos em 3D acha que há? De acordo com Phil Reeves melhor estimativa conservadora, há “10 milhões aparelhos auditivos 3D impresso em circulação no mundo.” Então, se você estiver usando uma In-A-Ear aparelho auditivo agora, é muito provável que a camada externa do aparelho auditivo seja 3D impresso.  Então como é que você não sabe sobre isso?  Porque os fabricantes do aparelho auditivo não vendem a tecnologia, mas falaram aos pacientes sobre o maior conforto.” – i.materialize

A ideia de que a simplicidade ou a complexidade reside na própria coisa, algo que pode ser objectivamente medido, e não na nossa percepção do mesmo, parece não ter muita consistência quando nos referimos à facilidade com que as usamos.

As coisas são percebidas pelo seu todo e para as usarmos não precisamos de as decompor em partes. As coisas que parecem mais simples são aquelas que percebemos como uma única unidade.

Contudo, mesmo quando percebemos as coisas como complexa elas podem tornar-se, pouco a pouco, mais simples, através da experiência e da aprendizagem. Nós simplificamos a complexidade procurando compreender como as unidades mais simples, que a compõem, se relacionam entre si.

Enquanto utilizadores à medida que combinamos os conceitos mais simples em pedaços maiores, nós construímos o nosso modelo mental do todo. Um modelo mental é uma explicação de como algo funciona no mundo real e os nossos modelos conceptuais representam as nossas intenções.

Mas enquanto proponentes ou criadores, “O que nós precisamos é de habilidade para simplificar o complexo e fazê-lo em escala”

Don Norman diz que “Para que as pessoas usem um produto com sucesso, eles devem ter o mesmo modelo mental (modelo do usuário) que o do designer (modelo do designer).  Mas o designer só fala com o usuário através do próprio produto, e então toda a comunicação deve ocorrer através da “imagem do sistema”: a informação transmitida pelo produto físico em si…

O que são modelos conceptuais?  Eu acho que a maneira mais fácil de se estar conivente com eles é como as histórias, histórias em contexto.  Um modelo é uma história que coloca o funcionamento do sistema em seu contexto: ela entrelaça todos os componentes essenciais, proporcionando uma estrutura, um contexto, e as razões para o entendimento.  Sem esta história, sem essa conceptualização, a operação de alguma coisa torna-se um conjunto de acções memorizada, mas sem razão ou finalidade, excepto “é assim que é feito.” Apesar de lidarmos com muitos dos dispositivos nas nossas vidas como operações aprendidas, se de alguma maneira há alguma complexidade no dispositivo, então essas operações são difíceis de aprender e propensas a erros.”

A complexidade que nós não percebemos em muitos dispositivos ou aplicações é sinónimo de utilização “intuitiva” ou simplicidade.

É também seguramente um bom exemplo de realização em escala como eloquentemente exemplifica Jack Dorsey:

“Quando você estiver usando o iPad, desaparece o iPad, ele vai embora.  Você está lendo um livro.  Você está visualizando um site, você está tocando um website.  Isso é incrível e é o que SMS é para mim.  A tecnologia vai embora e com o Twitter a tecnologia vai embora.  E o mesmo é verdadeiro com Square. Nós queremos a tecnologia a desaparecer para que você possa se concentrar em desfrutar o cappuccino que você acabou de adquirir”.

O que pensa disto?

(Texto em Português depois deste)

 

Where is beauty?

“The more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates; the more perfectly will the mind digest and transmute the passions which are its material” – T. S. Elliot

Creativity and art are two notions that originate often conflicts both for the creator and to the viewer whether it be a passive person or active of the shared as well.

Creativity is often faced with two questions:

Should I sacrifice creativity in favor of business?

I have to sacrifice sales in favor of my creativity?

When we created it is necessary that we are familiar with the walk towards the unknown and not lose in the uncertainty of the future or succumb to fear, when faced with the sacrifice of creation.

“In the creative act, the artist goes from intention to realization through a chain of totally subjective reactions. His struggle toward the realization is a series of efforts, pains, satisfaction, refusals, decisions, which also cannot and must not be fully self-conscious, at least on the esthetic plane.” – Marcel Duchamp

The sacrifices in creativity are often placed both designers of Web pages as the painters of illustrious people portraits or the creators of toothbrushes.

But to what extent there is a sacrifice in the creative act? To what extent a creative person in a company is sacrificed?

The creator gives its mark to the “taste” of the spectator, consumer or user, but it is important to know the weight of that mark in the final product.

It matters whether the creative act in its process of mutation of the intention to realization, destroys the intentions to meet consumer needs or desires.

To what extent is a creative act, satisfaction of needs of the user or consumer?

A creative act is not executed by the creator alone. The recipient of mental creation participates in the construction carried out by the creator, because he represents the outside world that is necessary to decipher.

It seems to be a fact that there are the aesthetic qualities of consumer products, important factors in the formation of behavior and consumer preferences.

Consumers or users of products are consumers of beauty and creativity and these two attributes, sometimes go hand in hand other backs, even though the two represented positive charges when there is a decision.

Beauty can be seen as part of creativity, although many opinions relate as fundamental factors of creativity the novelty and usability.

With elegance and attractiveness beauty is also an important factor in creativity.

There are however argue that beauty and creativity cannot coexist because beauty is part of a domain of familiarity that opposes originality.

Is this dilemma, the ultimate sacrifice, which defends creativity as leverage critical to the success of organizations?

To what extent the intent and the values of a creator should be sacrificed in favor of something familiarly beautiful?

Do you want to comment?

 

 

Criatividade em negócios é um sacrifício?

Onde pára a beleza?

“Quanto mais perfeito do artista, quanto mais completamente separado dele será o homem que sofre e a mente que cria; quanto mais perfeitamente a mente digerirá e transmutará as paixões que são os seus materiais. ” T. S. Elliot

A criatividade e arte são duas noções que originam muitas vezes conflitos quer para o criador quer para o espectador seja ele um sujeito passivo ou activo do bem partilhado.

A criatividade é muitas vezes confrontada com duas questões:

Devo sacrificar a criatividade a favor dos negócios?

Devo sacrificar as vendas a favor da minha criatividade?

Quando criamos é necessário que estejamos familiarizados com a caminhada rumo ao desconhecido e não nos percamos na incerteza do futuro ou cedamos ao medo, quando confrontados com o sacrifício da criação.

“No acto criativo, o artista vai da intenção à realização através de uma cadeia de reacções subjectivas. A sua luta em direcção à realização traduz-se numa série de esforços, dores, satisfação, recusas, decisões, que também não podem e não devem ser totalmente auto-conscientes, pelo menos no plano estético.” Marcel Duchamp

Os sacrifícios em criatividade são muitas vezes colocados tanto a desenhadores de páginas Web como a pintores de retratos de gente ilustre ou a criadores de escovas de dentes.

Mas até que ponto existe um sacrifício no acto criativo? Até que ponto uma pessoa criativa numa empresa se sacrifica?

O criador dá o seu cunho pessoal ao “gosto” do espectador, consumidor ou utilizador, mas importa saber qual o peso dessa marca no produto final.

Importa saber até que ponto o acto criativo no seu processo de mutação da intenção á realização, destrói as intenções para satisfazer as necessidades ou desejos do consumidor.

Até que ponto é um acto criativo, a satisfação das necessidades do utilizador ou consumidor?

Um acto criativo não é executado pelo criador sozinho. O destinatário da criação participa na construção mental realizado pelo criador, porque ele representa o mundo exterior que é necessário decifrar.

Parece ser um facto que, são cada vez mais as qualidades estéticas de produtos de consumo, os factores importantes na formação de comportamento e preferências dos consumidores.

Os consumidores ou utilizadores de produtos são consumidores de beleza e de criatividade e estes dois atributos, umas vezes andam de mãos dadas outras de costas viradas, apesar de os dois representaram cargas positivas quando há lugar a uma decisão.

A beleza pode ser encarada como parte da criatividade, apesar de muitas opiniões referirem como factores fundamentais da criatividade a novidade e a usabilidade. A par da elegância e da atractividade a beleza constitui também um factor importante na criatividade.

Há no entanto quem defenda que beleza e criatividade não podem coexistir porque a beleza enquadra-se num domínio de familiaridade que se opõe à originalidade.

Será este dilema, o sacrifício supremo de quem defende a criatividade como alavanca fundamental para o sucesso das organizações?

Até que ponto as intenções e os valores de um criador devem ser sacrificados em favor de algo familiarmente belo?

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(Texto em Português depois deste )

Surprising findings

 

There is something very different between what we find  suddenly and what we discover as a result of a systematic and persistent work with logical deduction.

In the first instance it  can be due to serendipity or the faculty of making happy discoveries by accident.

Put it in another way:

The art of finding what we are not seeking when looking for what we do not find!

It is an art and as such it can be practiced. When problems arise in our path we tend to resolve them, i.e., look for solutions. It is a matter of focus! We either face the problems or intentionally turn away from them, and in situations of escape the unexpected can happen.

It is serendipity.

The basic principle to prevent the occurrence of serendipity is to avoid favourable environments

If I don’t pull out the weeds in my garden, I know I won’t have flowers. However, cleaning the ground does not guarantee it will produce beautiful flowers.

The ideas that happen by chance are not built, but the chance may be a favorable environment for ideas to happen!

At home, in a workgroup or an organization, if I keep the information, very tidily organised, I will never be able to combine the ideas at random, and therefore new ideas will not emerge.

Mixing information occasionally may bring surprising results.

Some topics that may be useful to explore the activity of finding something by accident:

– Work with analogies!
– Think about ways to combine sensitivity with the casual!

– Find a special place to think about anything!

– Choose the best times of the day to think about nothing!

– Discover in which field of knowledge do ideas occur by chance

– Check how many random thoughts were the result of misperceptions!

Serendipity is often associated with intuition, but intuition is indeed often linked to decision making and not exactly the birth of a casual idea.

Those who enjoy jazz, easily associate improvisation to serendipity and extraordinary musical discoveries. Jazz is perhaps a good example to opine that the sudden occurrence of ideas can be planned.

In this case, exercise will have to do with the frequency of events.

The important thing to enable ideas to pop up or bubble  is to create a good environment so as to release the day to day tensions and leave room for the imagination.

Finally I can only wish you bon voyage, if you continue to think about serendipity, because a study showed that transatlantic travel presented new possibilities for imagination and creativity to travelers.

Or take a seat  on a terrace by the sea on a small island and then tell me what happened!

 

Ideias que rebentam como as ondas

As descobertas surpreendentes

 

Há algo de muito diferente entre aquilo que descobrimos repentinamente e o que descobrimos fruto de um trabalho sistemático e persistente com dedução lógica.

No primeiro caso poderemos estar face a uma serendipidade ou a faculdade de fazer descobertas felizes e por acidente

Dito de outra maneira:

A arte de encontrar aquilo que não procuramos, ao procurar aquilo que não encontramos!

É uma arte e como tal pode ser praticada. Quando nos surgem problemas o nosso caminho tende para os resolver, isto é, procurar soluções. É uma questão de foco! Ou encaramos os problemas ou nos afastamos intencionalmente deles, e nas situações de fuga o inesperado pode acontecer.

É a serendipidade.

O princípio fundamental para que a serendipidade não aconteça é, evitar ambientes favoráveis.

Se no meu jardim, eu não retirar as ervas daninhas eu sei que não vou ter flores. No entanto se as limpar do terreno, nada me garante que elas vão dar flores bonitas.

A ideias fruto do acaso não são construídas, mas o acaso pode ter um ambiente favorável para que as ideias aconteçam!

Em casa ou num grupo de trabalho ou ainda numa organização, se eu mantiver a informação, muito disciplinadamente arrumada, nunca conseguirei combinar as ideias ao acaso, e consequentemente novas ideias não surgirão.

Misturar ocasionalmente informação pode trazer resultados surpreendentes.

Alguns tópicos que podem ser úteis para explorarmos a actividade de encontrar algo por acidente:

 

– Trabalhar com analogias!
– Pensar em formas de combinar a sensibilidade com o casual!

– Procurar um lugar especial para pensar em nada!

– Escolher, os melhores momentos do dia, para não pensar em nada!

– Analisar em que área do conhecimento é que ocorrem ideias por acidente!

– Verificar quantas ideias casuais foram resultado de percepções incorrectas!

A serendipidade é, muitas vezes, associada à intuição, mas de facto a intuição ocorre frequentemente ligada à tomada de decisão e não propriamente ao nascimento de uma ideia casual.

Para quem aprecia jazz, associa facilmente a serendipidade ao improviso e a descobertas musicais extraordinárias. O jazz é, talvez, um bom exemplo para alvitrar que a ocorrência de ideias repentinas pode ser planeada.

Neste caso o exercício terá a ver com a frequência dos acontecimentos.

No fundo, o importante, para que as ideias saltem ou borbulhem, é criar um bom ambiente, libertar as tensões do dia-a-dia e deixar lugar à imaginação.

Por fim resta-me desejar-lhe boa viagem, se continua a pensar em serendipidade, pois um estudo mostrou que as viagens transatlânticas apresentavam novas possibilidades de imaginação e criatividade para viajantes.

Ou então fique sentado numa esplanada junto ao mar numa ilha de pequenas dimensões e depois conte-me o que se passou!

(Texto em Português depois deste)

Courage and Fear

I become curious how some messages provoke some curiosity in me .

With some frequency are directed to me some messages (content produced by third parties) on twitter labeled “cc”! In addition to ensuring my receipt they usually contain materials of personal interest. This was the case in this article, sent by Jorge Barba – Why I Don’t Innovate at Work (or Watch Cooking Shows at the Gym) de Andrew O´Connell.

O’Connell addresses the issue of image risk that people feel when they want to make suggestions for improvement or innovation in an organization.

The feeling that by doing so, we will be judged for the rest of our lives or did not endure a moment of contempt or humiliation, is, in many cases, very strong. But if our attitude is seen as an act of courage to overcome the most conformist mentality or backward, then even if our idea is ridiculed, our self -confidence increases.

For example, if an employee has functions that do not normally call for innovation, it will tend to avoid giving their opinion for fear of being called to attention, as Yuan said and our experience too.

However when the company asks its employees to participate in processes of ideation and supports these initiatives by providing tools and the intersection of views, the initial inhibition tends to disappear.

It may be difficult for some developers to kick off, but being given, participation becomes contagious.

The article mentioned above, suggests some solutions and one of them is to create a culture where everyone understands that being innovative is a desirable image. This is easier said than done, say the author.

And it takes time, I say. It is absolutely right that without a culture of innovation, climate hardly exist for the participation and cooperation of employees of the organization.

However, other actions can be taken, for example, recognizing the initiatives of innovation from those who felt no fear and who were under the same conditions, ensures that there is no punishment.

The role of Human Resources must also be reformed.

It is part of establishing a culture of innovation to innovate processes and organizational structures, their definitions and descriptions.

Although rooted as formal, the “written word”, it is a safety factor, which can be translated in the definitions of functions of team’s leaders, departments or other structures. The obligations of leadership can go through the facilitation and recognition of creativity. It is not an obligation of being creative!

While fear may arise in a clear way or masked fears of tweaking the image, fear of failure, fear of being punished, etc., that fear differs according to the experiences of the past and maybe it is these experiences that are the solution of the problem.

It is up to leadership and Human Resources to create a favorable climate for unlocking.

The first tendency of those who resist giving his opinion is the conviction of one who does.

– “If, I do not because, it is because it doesn’t worth.”

– “If, I do not is because I do not want you to take risks.”

– “If, you take risks, take it! But do not say that I did not warn you.”

These are all expressions used by those who are afraid and demand support for their “weakness.” This “weakness” is most often the joint responsibility of the organizations.

If you do not participate in the processes of innovation at least facilitate them!

Confiar em nós mesmos, não é fácil!

A coragem e o medo

Eu acho curiosa a forma como algumas mensagens provocam em mim alguma curiosidade.

Com alguma frequência são-me dirigidas mensagens (conteúdos elaborados por terceiros) no twitter com a indicação “cc”! Para além de garantirem a minha recepção elas normalmente encerram matérias do meu interesse pessoal. Foi o caso deste artigo, enviado por Jorge Barba – Why I Don’t Innovate at Work (or Watch Cooking Shows at the Gym) de Andrew O´Connell.

O’Connel aborda a questão do risco de imagem que as pessoas sentem quando querem apresentar sugestões para a melhoria ou inovação numa organização.

Um sentimento de que, ao fazê-lo, iremos ser julgados para o resto da nossa vida ou que não suportaremos um momento de desprezo ou humilhação, é, em muitos casos, muito forte. Mas se a nossa atitude for encarada como um acto de coragem para vencer as mentalidades mais conformistas ou retrógradas, então, mesmo que a nossa ideia seja ridicularizada, a nossa auto-confiança aumenta.

Por exemplo, se um funcionário tem funções que normalmente não apelam à inovação, ele terá tendência a evitar dar a sua opinião com medo de ser chamado à atenção.

No entanto quando a empresa solicita a participação dos seus colaboradores em processos de ideação e dá apoio a essas iniciativas, disponibilizando ferramentas e a intersecção de opiniões, a inibição inicial tende a desaparecer.

Poderá ser difícil a alguns colaboradores dar o pontapé de saída, mas sendo dado, a participação passa a ser contagiosa.

O artigo referido acima, aponta algumas soluções e uma delas é criar uma cultura em que todos entendam que ser inovador é uma imagem desejável. Isso é mais fácil dizer do que fazer, diz o autor.

E demora tempo, digo eu. È absolutamente correcto que sem uma cultura de inovação dificilmente existirá clima para a participação e colaboração dos colaboradores da organização.

Entretanto outras atitudes podem ser tomadas, como por exemplo, ao reconhecer, as iniciativas de inovação, daqueles que não sentiram medo e que estavam nas mesmas condições, garante-se a não existência de punição.

O papel do departamento de recursos humanos também tem que ser reformulado.

Faz parte, do estabelecimento de uma cultura de inovação, inovar processos e estruturas organizacionais, as suas definições e descrições.

Embora de cariz formal a palavra escrita, nestas circunstâncias, é um factor de segurança, que pode ser traduzido nas definições de funções de responsáveis de equipas, departamentos ou outro tipo de estruturas. As obrigações de liderança podem passar pela facilitação e reconhecimento da criatividade.

Embora o medo possa surgir de forma clara ou mascarado de receio de beliscar a imagem, receio de falhar, receio de ser punido, etc., esse medo difere de acordo com as experiências do passado e pode ser que seja nessas experiências que esteja a solução do problema.

Cabe à liderança e aos Recursos Humanos criar um clima favorável ao desbloqueio.

A primeira tendência de quem resiste a dar a sua opinião é a condenação de quem o faz.

– “Se eu não faço é porque não vale a pena”.

– “Se eu não faço é porque não quero que corras riscos”.

– “Se queres correr riscos, corre! Mas não digas que eu não te avisei”

São tudo expressões utilizadas por quem tem medo e procura apoio para a sua “fraqueza”. Esta “fraqueza” é na maior parte das vezes da co-responsabilidade das organizações.

Se não participar nos processos de inovação, pelo menos, facilite-os!

Wisdom on people born between 1946 and 1966

(Texto em Português aqui!)

Born in …

What will happen in our organizations, to retain the accumulated wisdom of the Baby Boomers, born between 1946 and 1966, when they start to go into retirement?

It would be easy to read quickly all those years of experience, skills and knowledge capable of being understood by the younger generations, if they had been written in a simple and affordable way.

Even under these conditions, we would still have to wait for the outcome of struggles for succession in the kingdom of wisdom.

Something needs to be done to facilitate the transfer of experience and knowledge of a “wise” for a substitute less experienced.

Besides the short time available for this task to sit with the keeper of wisdom, adds to the complexity of the absorption, thanks to the ingenious way in which wisdom was built. The wise cannot explain how they came to wisdom.

However the need to transfer persists and or we continue the millennial process of transfer, mouth to mouth, or we find a continuous and systematic process for doing so.

What we found today, in speaking of change, is more about the wisdom that employees have and use and less about knowledge.

How a company does retain this wisdom in their possession?

-Through storytelling and storytellers. A good story holds the listener’s attention and then delivers its retention.

To retain the wisdom you must catch it and what we seek is:

-The complete collection of the fundamental rules which the holder of the wisdom accumulated over the years.

-A list as comprehensive as possible of their work tools.

-The map of contacts and relationships as well as shapes, that wise man used as counselor.

-The plan he devised and used to surround himself with talent and excellence.

-The full narrative of his experiences more meaningful and that served as an example to develop his wisdom.

-The description of the skills used, and how he applied them to face the challenges it was facing.

A tale where each chapter does justice to the most relevant aspects of his wisdom, and where we can understand the dynamics of growth which, over the years structured knowledge in a way to apply and capable of transfer.

“No one individual or any small group can hope to provide all necessary wise to a complex project.” D. Leonard / Walter Swap

(Texto em Português depois deste)

What kind of needs?

I do not need a new idea! I need to restore those I get!

Sometimes we find a bag full of old ideas that were rejected because of lack of innovative features. At least that’s what the reviewers thought.

It turns out that many ideas are not properly presented in organizations and therefore are rejected. Or because it does not satisfy the resolution of a problem or lack a story that the explicit and show its innovative qualities.

This story may be the culture of the users or consumers that were not taken into account by those who decide to trace the path to that idea.

Much of us walks focused on the interests and satisfactions of fleeting desires of users and consumers , not devoting time to observe the day-to – day life of people , whatever their age and therefore does not identify structural needs .

People, even appreciating the offer of numerous innovations, presented with varied and colorful costumes, do not shut off some key elements of its history and life.

For example, the knowledge acquired over years, is not reject, just because someone said something new has emerged. Whether it is new and is subject to our acceptance must fit within our requirements. It must be capable of integration into our culture, because culture is not rejected or forgotten.

The traditional flavor of a piece of cheese in her grandmother’s house is not easily replaceable by a piece of cheese made from the milk of better pastures of wisdom. There is an environment where the need is justified. There is a culture that prevails in an ecosystem in the face of novelty.

We as a people, we are part of a group or tribe that belongs in a greater whole where the attitudes and things have a special meaning.

Our ideas make more sense in environments that we know and so has every reason to be our concern to raise awareness in relation to third and abroad. This seems to be true both at the individual level and at the level of groups or societies.

Our ideas that have been rejected may now be filled with knowledge and tailored to needs identified also with cultural values.

As much as we talk of empathy and it is good to continue to speak there are concepts that we lose!

A recent experience in a hospital, as visit and user therefore , lead my conversation to the needs of patients, hospital staff (doctors , nurses , administrative , etc. . ) relatives of patients and others (friends of the family members of patients, friends of patients , providers , nonprofit organizations , etc.).

Most people with whom I spoke, and asked if understood the necessity of safeguarding the welfare of the sick, all them responded affirmatively: “Yes you are right! But…! ”

For these reasons I think we must restore the mind, restore empathy, and restore the concepts of solidarity and friendship and above all to restore the concept of selfishness!

To have empathy there is a need to be sufficiently selfish (assertive) and understand what is really a necessity.

Do people really need or do I need people to feel the lack?

 

Restaurar ideias e conceitos!

Que tipo de necessidades?

Eu não preciso de uma ideia nova! Eu preciso de restaurar as que tenho!

Por vezes encontramos um saco cheio de ideias velhas que foram rejeitadas por não possuírem características inovadoras. Pelo menos foi o que os avaliadores pensaram.

Acontece que muitas ideias não são devidamente apresentadas nas organizações e por isso são rejeitadas. Ou porque ela não satisfaz a resolução de um problema ou falta uma história que a explicite e mostre as suas qualidades inovadoras.

Essa história pode ser a cultura dos utilizadores ou consumidores que não foi tida em conta por quem decide o caminho a traçar para aquela ideia.

Grande parte de nós, anda focado nos interesses e satisfações imediatas de desejos fugazes dos utilizadores e consumidores, não dedicando tempo à observação do dia-a-dia das pessoas, qualquer que seja a idade e sendo assim não identifica necessidades estruturais.

As pessoas, mesmo apreciando a oferta de inúmeras novidades, apresentadas com roupagens diversificadas e coloridas, não se desligam de alguns elementos chave da sua história e vida.

Por exemplo, o conhecimento adquirido ao longo de anos, não se rejeita, só porque alguém disse que algo de novo surgiu. Se é novo e carece da nossa aceitação tem de se enquadrar nas nossas necessidades. Tem de ser passível de integração na nossa cultura, porque a cultura não se rejeita nem se abandona.

O sabor tradicional de um pedaço de queijo em casa da avó não é substituível com facilidade por um pedaço de queijo fabricado com o melhor leite das pastagens da sabedoria. Há um ambiente onde a necessidade tem razão de ser. Há uma cultura num ecossistema que prevalece face à novidade.

Nós como pessoas, somos parte de um grupo ou uma tribo que pertence a um conjunto maior onde as atitudes e as coisas têm um significado especial.

As nossas ideias fazem mais sentido nos ambientes que conhecemos e por isso tem toda a razão de ser a nossa preocupação em aumentar o conhecimento em relação a terceiros e ao exterior. Isto parece ser verdade tanto ao nível individual como ao nível de grupos ou de sociedades.

As nossas ideias que foram rejeitadas podem agora ser restauradas com conhecimento e direccionadas para necessidades identificadas também com valores culturais.

Por muito que se fale de empatia, e é bom continuar-se a falar, há conceitos que se perdem!

Uma experiência recente num hospital, na qualidade de visita e portanto utilizador, encaminhou a minha conversa para as necessidades dos doentes, funcionários do hospital (médicos, enfermeiros, administrativos, etc.), familiares de doentes e outros (amigos dos familiares dos doentes, amigos dos doentes, fornecedores, organizações não lucrativas), etc. 

Das pessoas com quem falei e a quem perguntei se compreendiam a necessidade de salvaguardar o bem-estar do doente, todas me respondiam afirmativamente: “Claro tem razão! Mas…!”

Por estas razões eu penso que é preciso restaurar as ideias, restaurar a empatia, restaurar conceitos de solidariedade ou amizade e acima de tudo restaurar o conceito de egoísmo!

Para haver empatia é necessário ser-se suficientemente egoísta (assertivo) e compreender realmente o que é uma necessidade.

Será que as pessoas de facto precisam ou eu é que preciso que as pessoas sintam a falta?

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(Texto em Português depois deste)

Experience shapes!

Sometimes I hear that some days are more fun than others, and who says often refers to the weekend, but Edelson demonstrated that fun at work and the creative quality were consistent with being professional and productive.

In fact we spend much of our time working carrying with us the heavy legacy of that work is a serious thing! Serious work is a responsible job with meaning and purpose, not necessarily a joyless work and without creativity.

The way we understand or perceive our well -being is the result of our participation in creative activities.

The ideas come and we grasp them, whatever the age at which we find ourselves. Participate in creative activities has a positive therapeutic effect.

In organizations, the enabling environment for creativity depends on many of our attitudes and beliefs.

As we advance in age, our intelligence crystallizes and this gives rise to a dominant thought that is convergent.

There is room for reflection and to the construction of the history of our lives to which we add some creativity to bridge gaps of memory or underwater scenes. But creativity is there.

While it may be a more or less common sense, or even a really invented the notion, that novelty and innovation is more connected to young people, in fact it is also linked to other ages.

We could call it “late” creativity and that reflects aspects of thinking such as synthesis, reflection and wisdom.

Creativity is a confluence of personality traits, ways of thinking and knowing, and social and environmental influences.

There is a time, a knowledge and history. In organizations there is a place for generating ideas by all employees.

There are no creative types or geniuses inventors, since a small switch can light thousands of lamps.

Creativity is a universal capacity that does not diminish with age and is subject to qualitative changes in cognitive development and accumulation of life experience and expertise.

By contrast, traditional education, in the manner in which we know it can harm the creative thinking rather than develop. In organizations there is room for collaboration and for the divergence, giving rise to interesting flow of creativity.

The organizational climate should promote the affirmation of ideas and not making them dependent on a particular frame or tradition that instills in employees a fear of failure.

How can organizations  facilitate the generation of ideas?

– Providing time and resources – notably the use of specific software for managing ideas.

– Through the development of skills, giving feedback, positive and constructive to the ideas generated.

– Fostering a spirit of play and experimentation.

– Providing a mix of styles and backgrounds, with opportunities for group interaction.

– Making a safe place for risk-taking by allowing free choice in hiring tasks.

– Offering rewards that recognize or permit the achievement of performance, whilst retaining the intrinsic motivation, rather than controlling behavior.

The supervision of the activities of employees and performance evaluation with bases in creative activity affects the development of creativity, as well as stress and pressure related projects.

Throughout a life and work, be it six months or forty years, we experience crosses cultures and discovers and shapes the perception of life. We story tell experiences, many of them through creative expression.

 

Criatividade sem idade

A experiência molda!

Por vezes ouço dizer que alguns dias são mais divertidos que outros, e quem o afirma muitas vezes refere-se ao fim-de-semana, mas Edelson demonstrou que o divertimento no trabalho e a qualidade criativa eram compatíveis com o ser profissional e produtivo.

De facto passamos muito do nosso tempo a trabalhar carregando connosco a herança pesada de que o trabalho é uma coisa séria! Trabalho sério é um trabalho responsável, com significado e propósito, não necessariamente um trabalho sem alegria e sem criatividade.

A forma como entendemos, percebemos ou percepcionamos o nosso bem-estar é resultado da nossa participação em actividades criativas.

As ideias surgem e nós agarramo-las, qualquer que seja a idade com que nos encontramos. Participar em actividades criativas tem um efeito terapêutico positivo.

Nas organizações, o ambiente facilitador de criatividade depende muitos das nossas atitudes e crenças.

À medida que vamos avançando na idade, a nossa inteligência cristaliza-se e há lugar a um pensamento dominante que é convergente.

Há lugar a reflexão e á construção da história da nossa vida à qual adicionamos alguma criatividade para colmatar falhas de memória ou cenas submersas. Mas a criatividade está lá.

Embora possa ser uma noção mais ou menos comum, ou até mesmo uma verdade inventada, a noção de que a novidade e a inovação, está mais ligada a pessoas jovens, ela de facto está também ligada a outras idades.

Poderíamos chama-la de criatividade “tardia” e que reflecte aspectos do pensamento, como a síntese, reflexão e sabedoria.

A criatividade é uma confluência de traços de personalidade, formas de pensar e conhecer, e influências sociais e ambientais.

Há um tempo, um saber e uma história. Nas organizações há lugar à geração de ideias por parte de todos os colaboradores.

Não há tipos criativos ou génios inventores, pois um pequeno interruptor pode acender milhares de lâmpadas.

A criatividade é uma capacidade universal que não diminuem com a idade e está sujeita a mudanças qualitativas com o desenvolvimento cognitivo e o acúmulo de experiência de vida e conhecimento especializado.

Pelo contrário, a educação tradicional, nos moldes em que a conhecemos, pode prejudicar o pensamento criativo em vez de o desenvolver. Nas organizações há espaço para a colaboração e para a divergência, dando lugar a fluxos interessantes de criatividade.

O clima organizacional deve promover a afirmação das ideias e não fazê-las depender de uma determinada moldura ou tradição que incutem nos colaboradores o medo de falhar.

Como é que as organizações podem facilitar a geração de ideias?

– Fornecendo tempo e recursos – Nomeadamente o uso de software especifico para gestão de ideias.

– Através do desenvolvimento de competências, dando feedback, positivo e construtivo às ideias geradas.

– Fomentando um espírito de jogo e da experimentação.

– Fornecendo uma mistura de estilos e origens, com as oportunidades de interacção do grupo ou grupos.

– Tornando um lugar seguro para a tomada de riscos, permitindo a livre escolha na contratação de tarefas.

– Oferecendo recompensas que reconhecem ou permitem a realização de desempenho, mas mantendo a motivação intrínseca, em vez de controlar o comportamento.

A fiscalização das actividades dos colaboradores e a avaliação do desempenho com bases na actividade criativa são prejudiciais ao desenvolvimento de criatividade, assim como o stress e a pressão relacionada com projectos.

Ao longo de uma vida e de trabalho, seja ela de seis meses ou quarenta anos, experimentam-se cruzamentos de culturas e descobre-se e molda-se a percepção da vida. Contam-se experiências, muitas delas através da expressão criativa.

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