Currently viewing the category: "Criatividade"

A simplicidade é o acelerador fundamental da ação focada. Se ele pode simplificar o seu ambiente de trabalho sem diluir as suas capacidades principais, ele pode aumentar significativamente a sua velocidade, produtividade e eficácia. Quando as empresas consideram os seus investimentos em soluções de dados e análises, a simplificação é absolutamente essencial para ajudar a controlar os custos e para se concentrarem na obtenção dos resultados desejados.”

Ser bom a lidar com os clientes especialmente quando eles são difíceis, estar disposto a falhar e aprender com os erros, desejar e trabalhar a melhoria contínua, estar aberto e adaptar-se à mudança, trabalhar o crescimento pessoal e do grupo ou gerir bem os recursos financeiros podem ser algumas das características de uma PME de sucesso quando o meio ambiente onde uma organização está inserida, é estável e conhecido.

Contudo, num ambiente em que as interações são mais complexas e imprevisíveis, parece ser a simplicidade quem mais pode cativar cada um dos colaboradores de uma organização e clientes.

Construir confiança e empatia

Tomar decisões ou fazer escolhas (não são necessariamente a mesma coisa), torna-se cada vez mais difícil num ambiente onde o inesperado circula livremente e onde, as mais bem elaboradas previsões não conseguem minimizar essa dificuldade.

Onde existe instabilidade e velocidade na mudança pede-se simplicidade, por ser a única forma de rentabilizar o tempo e de criar harmonia no quotidiano de todas as partes interessadas.

Parece ser sensato dizer que nós queremos produtos simples, orientações simples, e queremos que as coisas funcionem de forma rápida e simples na primeira vez, sem muito esforço.

Assim, para poderem propor aquilo que as pessoas querem, as empresas, além de ouvir todas as partes interessadas, também precisam de conceber os seus produtos e serviços a partir da pesquisa nas necessidades e quereres do cliente.

Esta pesquisa é também uma fonte de confiança que se estabelece com o mercado.

Obter uma perspetiva diferente

Para se chegar à “simplicidade”, é preciso, muitas vezes, um trabalho árduo e complexo.

Provavelmente é fácil imaginar muitas situações simples que nós tivemos nas organizações e que vieram a tornar-se complexas por não refletirmos nas vantagens da simplicidade e, portanto, de mais difícil resolução depois dessa desatenção.

Quando observarmos uma palete, um contentor ou um jogo tipo lego, verificamos que todos estes objetos representam a simplicidade. São objetos que representam algo como acessibilidade económica, garantia de grande capacidade de realização da intenção da organização, capacidade de aglomeração e, portanto, escala ou facilidade de planeamento, o mesmo que dizer, previsibilidade de resultados.

Nas organizações, principalmente quando as equipas são interdisciplinares e a diversidade está presente, se o comportamento organizacional é simples deve manter-se simples, isto é, com resultados previsíveis, sem aumento de recursos, com boa capacidade de resposta e de fácil reorganização face à mudança.

Se, pelo contrário, procuramos gerir a complexidade das pessoas ou grupos de pessoas, devemos procurar saber onde está a ignição ou função principal, para aumentar a capacidade de realização ou para gerir conflitos resultantes da interação das as pessoas e com as coisas.

Estar consciente de si mesmo

Mas só porque eu sou capaz e isto funciona, não significa que eu vou ter de adicionar algo novo como se fosse necessária a novidade. Eu tenho de me centrar nas pessoas e perceber que não possuem todos os mesmos conhecimentos ou competências.

Antes de apresentarmos produtos e serviços aos consumidores e utilizadores devemos construir uma hierarquia de características sensata na nossa proposta de mercado para que os usuários não se distraiam com características e funções que não precisam ou não desejam. Afinal a maior parte dos objetos que utilizamos no quotidiano não são (ou não deveriam ser) jogos com elevado índice de dificuldade de execução ou com fortes características aditivas.

Do mesmo modo, para as pessoas que colaboram nas organizações, não devem ser construídas hierarquias pesadas e matriciais, de forma a simplificar a observação da autoridade e a facilitar os fluxos de comunicação.

“Simplicidade e complexidade precisam uma da outra. Quanto mais complexidade há no mercado, mais o que é mais simples se destaca. E porque a tecnologia só vai continuar a crescer em termos de complexidade, há um benefício económico claro na adoção de uma estratégia de simplicidade que ajudarão a colocar o seu produto à parte.” – John Maeda

 

 

Quer comentar?

 

Nas organizações, os novos produtos, serviços inovadores, processos eficientes e eficazes, tecnologias disruptivas, modelos de negócios sustentáveis, etc., raramente acontecem por acaso! Tudo isso tem de ser pensado e desenhado!

A descoberta de oportunidades surpreendentes não se faz exclusivamente por serendipidade. Essa descoberta de oportunidades únicas é quase sempre o resultado de um trabalho criativo e de uma pesquisa consistente, orientada e centrada nas pessoas.

Sabemos que continua a ser uma grande preocupação que o insucesso empresarial seja muitas vezes o verdadeiro retorno dos esforços de inovação e dos respetivos investimentos. Na origem desse insucesso podem estar as más ideias, um número não suficiente de boas ideias, o apoio a ideias erradas, um modelo de negócio demasiado otimista ou com lacunas graves, a falta de capacidade de execução ou ainda a falta de preparação da liderança e dos colaboradores para o mercado presente.

A competência de usar espaços brancos

Muitas vezes, ou mesmo quase sempre, este insucesso está ligado à falta de visualização por parte da liderança de “espaços brancos”, onde, com a inserção de ações pertinentes, seria possível proporcionar um alívio na batalha contra as adversidades.

Um “espaço em branco” é um lugar onde um líder de uma organização pode descobrir oportunidades únicas. Quando um líder de uma organização consegue, para além de toda a atividade convencional e formal de gestão, utilizar eficazmente esse espaço em branco, ele está a criar uma ordem, que apesar de invisível, vai melhorar a legibilidade de qualquer intenção ou ação proposta.

Utilizar esse espaço em branco significa que não se está unicamente dependente de um conjunto de pessoas, representativo unicamente de um determinado volume de dados para análise.

É bom lembrar, que os dados representam o passado, o que nos conduz sempre ao que deve ser ou não feito e não ao que pode ser feito.

Este procura de “espaços em branco” pode ser usado para identificar mercados inteiramente novos, ou pode tão só, ser usado para mapear inovação incremental em produtos ou serviços na nossa organização.

É certo que, quando nós respondemos ao apelo de um espaço em branco, se apodera de nós um sentimento dramático, que nos tira da rotina e dos preconceitos da cartilha da liderança, mas que por outro lado se pode transformar em paixão e energia, à medida que visualizamos o caminho do sucesso.

Por força desse apelo, somos desafiados, enquanto lideres, a tomar consciência dos nossos ambientes (espaços brancos e preenchidos a negro), tanto internos como externos, e a repensar as formas de controlo bem como a assumir uma atitude de abertura e colaboração.

Focos distintos, mas complementares

Seja numa organização pequena ou numa de grande dimensão (qualquer que seja a métrica usada) um líder talentoso vai encontrar sempre três focos distintos para liderar.

Ao procurar espaço para desenvolver o seu talento enquanto líder e, portanto, ao procurar desvendar os caminhos para o desenvolvimento da sua organização, um líder ao leme de uma equipa ou de grupo, é sempre confrontado com o seu mercado.

Quer isto dizer que o seu o foco está em encontrar as lacunas existentes nos mercados, nos produtos ou nos serviços, que possam representar oportunidades para criar modelos de negócio (melhorias a propor ou vazios a preencher).

Procura-se assim, sobretudo, uma aproximação ao desconhecido ou oculto através de um processo centrado nas pessoas. Aqui também as necessidades não articuladas dos clientes da organização podem representar uma lacuna a preencher.

Um outro foco, dirigido para a dimensão interna da organização, vai permitir não só, identificar as capacidades da organização para lidar com novas oportunidades ou enfrentar algumas ameaças, como também identificar os espaços em branco nas competências dos colaboradores e da liderança.

Quando apontamos o foco para nós mesmos, devemos estar conscientes que alguns dos nossos medos mais profundos possivelmente começam a emergir e teremos, então, de os transformar em alavancas para o sucesso. As pessoas tendem a procurar mostrar-se competentes mesmo reconhecendo falta de competências em alguns domínios.

Finalmente quando procuramos focar o futuro, entramos no caminho da prospetiva na estratégia. “No nosso entender a metodologia prospetiva é fundamental para fornecer e sistematizar as visões de futuro, sob a forma de cenários, e assim fornecer ao decisor os elementos fundamentais e os futuros possíveis, aceitáveis, razoáveis ou plausíveis em função das decisões do presente…”

O nosso ponto de partida

Quando se fala de futuro ou de prospetiva o nosso ponto de partida pode variar muito, desde um perfil mais analítico até ao do sonhador ou visionário.

Resta-nos então identificar qual o nosso ponto de partida, qual o nosso espaço em branco, como o preenchemos e onde queremos chegar.

 

Quer comentar?

 

A mentalidade é comumente descrita como o filtro através do qual as pessoas dão sentido ao mundo. Os psicólogos cognitivos usam o termo mapa mental ou esquema cognitivo para descrever o conceito de mentalidade quando abordam a questão de como as pessoas fazem sentido do mundo em que interagem.

Mas definida de uma forma simples, a mentalidade é uma atitude mental habitual (um conjunto de pressupostos, métodos e notações) ou característica que determina como nós vamos interpretar e responder a determinadas situações.

Ser um líder com mentalidade DT é ter uma atitude mental que começa por abraçar a empatia.

Ser um líder significa aceitar o risco e desenvolver a confiança em vez de promover a eficiência do “tudo como de costume”.

Ser líder é também patrocinar a colaboração e aprendizagem em vez de se resumir ao saber da sua especialidade.

Ser líder é saber ouvir, mesmo que a verdade doa, em vez de se refugiar em normas, procedimentos ou constrangimentos de tempo.

Ser líder de uma organização ou ser líder numa organização é olhar para fora e para dentro da organização e compreender a cultura e o contexto dos problemas dos clientes e dos colaboradores.

Quando nos colocamos no lugar do cliente, que aspetos da sua experiência importa melhorar ou que aspetos não tem ainda uma resposta?

Nós constatamos com facilidade que as tecnologias bem como a dinâmica competitiva se movem rapidamente no ambiente organizacional, e por isso é de extrema importância que a liderança de uma organização procure redesenhar as experiências dos clientes alargando, por exemplo, o leque de pontos de contacto na jornada do cliente ou introduzindo novos instrumentos de natureza digital.

Mas, se é precioso que a excelência esteja impregnada na experiência dos clientes não deixa de ser fundamental também que a experiência dos colaboradores seja sentida pela liderança como uma outra jóia que brilha no universo organizacional. 

O design thinking fornece um excelente meio para a liderança se concentrar na experiência pessoal do colaborador (compreender os problemas) e criar processos, novas soluções e ferramentas que contribuem diretamente para a satisfação dos funcionários e para alcançar melhores níveis de produtividade.

Uma liderança centrada nas pessoas significa procurar identificar quais as necessidades (conhecidas, mas não satisfeitas, não articuladas ou ocultas) quer dos clientes quer dos colaboradores da organização.

A definição de um problema raramente se resume a uma queixa relatada ou sentida.

Pelo contrário pesquisando, observando e através do contacto direto com as pessoas é possível identificar problemas que precisam ser resolvidos e que por sua vez possibilitam a recolha de informação útil à melhoria ou criação de produtos, serviços ou mesmo processos e metodologias de trabalho internos à organização.

“Em vez de pensar em construir, construa para pensar” – Tim Brown

Uma liderança que também facilita a experimentação/construção de protótipos e aposta na colaboração facilmente dirige a sua ação criativa na procura de soluções em duas vertentes, a dos clientes e a dos colaboradores (sejam eles consumidores ou utilizadores). O sucesso da liderança dos colaboradores, fruto da resolução dos seus problemas, impacta diretamente na resolução dos problemas dos clientes devido ao meio ambiente favorável ao compromisso que é criado.

Os líderes com uma mentalidade de Design thinking dentro de um processo criativo (definição do problema, pesquisa de informação, geração de ideia e avaliação) devem ser facilitadores, mas também provocadores, devem ser condutores, mas também motivadores.

Deve ser uma liderança que abraça a ambiguidade e que constrói protótipos de visões, de produtos e de serviços e ainda de experiências mágicas dos seus colaboradores. Protótipos que irão ser testados e que produzirão retorno de informação útil para encontrar as soluções integradas que satisfação as necessidades de todas as partes interessadas (cliente, fornecedores, colaboradores, etc.)

Nota: “Pode-se criar um protótipo com qualquer coisa. Pode-se obter uma resposta para uma grande questão usando o mínimo de energia e despesas possíveis, mas não à custa da fidelidade dos resultados. Não se trata apenas de alumínio, espuma, cola e madeira prensada. Um vídeo da experiência humana da proposta de projeto é um protótipo. Usada corretamente, uma planilha de Excel é uma ferramenta de prototipagem maravilhosa.”

Um líder abraça a complexidade, porque é de onde as melhores respostas vêm.

E por isso é fundamental que o líder desenvolva um pensamento integrativo, isto é, a capacidade de pegar em duas ideias opostas para criar uma solução que resulta da combinação dos pontos mais relevantes de cada uma dessas ideias.

Um líder é otimista, mas não em excesso, positivo e celebra os pequenos sucessos.

Não é fácil encontrar líderes desta natureza! 🙂

Quer comentar?

 

 

 

Pode-se dizer que um processo de negócio é um conjunto de atividades estruturadas e relacionadas entre si que, quando bem implementadas, farão com que se atinja uma determinada meta organizacional.

Mas os processos não caminham sozinhos num qualquer trajeto delineado num espaço e num tempo aleatórios. Os processos são empurrados e puxados pelas pessoas juntamente com os seus defeitos e com as suas virtudes.

São acima de tudo criados por pessoas e para pessoas e carecem de uma gestão cuidada mesmo quando não são executados por pessoas.

A Gestão de Processos de Negócio é uma abordagem sistemática que permite que os fluxos de uma organização sejam mais eficazes e mais eficientes não deixando de assegurar, em ambiente de mudança constante, a capacidade de adaptação necessária para atingir os objetivos previamente estabelecidos.

Esses processos deverão ser criados com a participação de todas as partes interessadas e envolvidas na melhoria de um processo.

Um dos objetivos é reduzir o erro humano e as falhas de comunicação pelo que a necessidade de promover o foco de todas as partes interessadas no bom desempenho dos seus papéis é um assunto de extrema importância.

Quando falamos de desempenho de papéis numa organização é bom não esquecer:

– Um papel num processo de negócio define um conjunto de direitos e de obrigações para as pessoas.

– As pessoas têm interesses diferentes de acordo com a posição que ocupam na estrutura funcional da organização.

– Os diferentes atores na criação de processo de negócio têm diferentes motivações para assumir compromissos com os resultados.

– Manter o foco no desempenho de excelência é uma atitude difícil de assumir ao longo de todo o processo.

– As pessoas têm um potencial criativo mas nem todas são competentes na criação de valor.

HS

Nós sabemos que as pessoas e a sua criatividade desempenham um papel crucial nos processos de negócios, à medida que as organizações procuram níveis de competitividade elevados através da melhoria contínua e inovação.

Contudo, muitas vezes, o entusiasmo e a impulsividade de alguns colaboradores, pode requerer sabedoria na gestão de riscos criativos. Ser criativo, é ser original e apresentar novas soluções, o que pode levar a consequências indesejáveis para o desejado desempenho de excelência quando falamos de processos de negócio.

Manter o controlo do processo, que é também, não perder o controlo do tempo nem perder o controlo orçamental, só é possível se formos conhecedores das consequências das alterações criativas que pretendemos implementar.

Os processos são parte de um sistema mais amplo e complexo dentro de uma organização.

O desempenho de excelência, por parte da organização, obriga a uma constante atenção à qualidade dos produtos e serviços entregues ao cliente o que de forma alguma uma iniciativa criativa pode descurar.

Não esquecer que as organizações e o meio ambiente onde estas desenvolvem a sua atividade são uma fonte inesgotável de constrangimentos (de carácter financeiro, técnico, normas, procedimentos, leis, etc.) e que apesar de serem motores naturais de criatividade têm de ser observados.

Nesse sentido é útil mitigar os riscos criativos com iterações de revisão do processo e ao mesmo tempo manter os níveis de motivação intrínseca dos colaboradores adequados à obtenção de resultados com qualidade.

Teresa Amabile dizia: “O estado emocional intrinsecamente motivado é propício para criatividade, enquanto o estado emocional extrinsecamente motivado é prejudicial”.

Assim, é legítimo pensar que este caminho é possível quando a compreensão da importância da criatividade no desenvolvimento de processos é uma realidade, mas que só se consegue viver se existir um fluxo de informação ativo que facilite as boas relações e a comunicação entre as partes interessadas.

…“Podemos encontrar muitos exemplos em que as empresas reduziram ou até mataram a criatividade e a inovação sem querer, por causa do controlo, do desempenho e da redução de custos.”…

Será verdade? Quer comentar?

 

…“Um programa redefinido. Na abordagem tradicional para o desenvolvimento de talentos, uma empresa identifica um grupo de futuros líderes, tipicamente ao concentrar-se em alguém e medir os traços-chave. Eis a ideia por trás disso: Se é possível encontrar pessoas que têm inerentes esse conjunto de características, então será possível orientá-los para papéis de liderança. Mas o que acontece quando se assume que toda a gente tem potencial, e que o talento não é nem predeterminado nem estático? E agora?”…

Há quem possua uma capacidade de influenciar os outros sem ter uma autoridade formal e isso resume-se basicamente ao respeito que angariam e à confiança que inspiram nos outros. São líderes informais que facilmente emergem quando abrimos o leque de opções no desenvolvimento de talentos.

Mas liderar o quê? Quem?

Um futuro líder procura construir e/ou reconstruir a sua equipa de forma a vencer desafios, gerir a mudança e implementar uma cultura de inovação.

Para isso são necessárias ferramentas e recursos que ajudem a criar grandes oportunidades para os membros da equipa, de modo a partilhar e a aprenderem uns com os outros. Uma equipa que trabalha em conjunto e que comunica entre si de forma eficaz é um ativo altamente valorizado para qualquer organização e as equipas interdisciplinares são a melhor opção para enfrentar qualquer ameaça ou para agarrar as melhores oportunidades.

DSCN0231a

Por exemplo, um grupo constituído por especialistas de diversas áreas combinando competências e recursos para fornecer orientações e informações é uma equipa interdisciplinar. Um grupo que não combina mas apenas contribui com cada especialidade para a realização de determinados objetivos, deixando o papel da atribuição de significado a terceiros é multidisciplinar e não se apresenta tão eficaz.

Na construção de uma equipa é necessário procurar os melhores entre os pares e com as competências adequadas aos projetos que queremos desenvolver. Mas, para que tal seja possível é necessário criar abertura e ambiente para que todos possam manifestar os seus melhores atributos e que muitas vezes só se evidenciam com um clima de aposta no crescimento de mentalidades.

O todo não pode ser igual à soma das partes e para tal há que criar processos e metodologias inovadores que alavanquem a energia necessária à transformação de um sonho em realidade. É esse o papel de um líder de futuro.

Numa equipa baseada numa abordagem centrada no desenvolvimento do produto e dos processos a interdisciplinaridade leva a uma ampliação dos papéis dos seus membros. Os indivíduos não são mais vistos como especialistas com estritas responsabilidades definidas, mas como generalistas, com uma área particular de especialização.

Para refletir:

Para viver com sucesso, como parte de uma manada, os indivíduos em qualquer espécie de pastoreio desenvolveram um repertório comportamental destinado a reduzir a tensão entre os indivíduos e aumentar a coesão entre os membros do grupo. Este viés para o comportamento de filiação em vez de um comportamento agressivo é crucial para que os indivíduos não gastem tempo e energia, guardando recursos para a luta. Para este efeito, os cavalos são animais muito comunicativos com capacidades sociais altamente desenvolvidas e são motivados a colaborar, em vez de dominar. Como o seu ambiente natural são espaços abertos, o cavalo não tinha necessidade de desenvolver um complexo repertório de sinais vocais, mas sim um de sinais visuais. Muitos destes podem ser muito subtis ou bastante diferentes de sinalização ostensiva ou de efeito superior. Os cavalos são motivados a evitar a agressão e, portanto, em vez de atacar sem aviso, os seus sinais aumentam gradualmente, passando de achatamento das orelhas até ao alongamento.”

Para lembrar que em liderança…

É realmente muito mais difícil criar um alinhamento entre palavras, ações e recompensas do que pode parecer.”

Uma equipa interdisciplinar combina as competências e conhecimentos para indicar o caminho do sucesso e aprende ao longo do percurso que delineou. 

Quer comentar?

 

Este texto foi adaptado de um texto meu publicado em 2009 em Cavalinova e tem como objetivo relembrar e corrigir pontos de vista.

 

 

Hoje, cada vez mais, os clientes das diferentes organizações são capazes de se envolverem no desenvolvimento e no uso das “coisas” que as empresas têm para vender ou propor, e podem acabar por se tornar cocriadores.

Podemos dizer que a cocriação (criação colaborativa) com clientes é inovação aberta com clientes, mas não é a liberdade oferecida aos clientes como se de uma revolução de pensamentos, desejos e quereres ou necessidades se tratasse.

Há limites! Há fronteiras! Há direções!

Há quase sempre um conjunto de constrangimentos e barreiras legais, ambientais, económicas ou sociais.

A cocriação não é um caminho livre para todos e para tudo. As organizações e os seus responsáveis estabelecem uma linha estratégica e definem as fronteiras de atuação e os contornos possíveis para haver interação de sucesso.

Pode-se criar valor empregando a criatividade, o conhecimento, a experiência e competências das pessoas (internas e externas à organização) mas para isso temos de respeitar algumas regras e princípios.

Os quatro princípios da co-criação segundo  Venkat Ramaswamy e  Francis Gouillart, são um ótimo ponto de partida para se percorrer um caminho de sucesso na cocriação. Vejamos:

1 – As partes interessadas não participarão na cocriação com clientes a menos que também se produza valor para eles.

2 – A melhor maneira de cocriar valor é focar-se nas experiências de todas as partes interessadas.

3- As partes interessadas devem ser capazes de interagir diretamente uns com os outros.

4 – As organizações devem fornecer plataformas que permitam às partes interessadas interagir e partilhar as suas experiências.

leç

Sendo certo que estes princípios são um bom ponto de partida, porque são libertadores, eles não deixam no entanto de provocar algumas questões que deixo em aberto:

Como motivar as partes interessadas para a participação?

Se os colaboradores se sentirem ameaçados, como podemos criar valor ou evitar a destruição de valor?

Por outro lado nós sabemos que, a partilha das experiências de todas as partes interessadas promove uma compreensão mais profunda dos assuntos e as interações desenvolvidas melhoram as experiências de todos.

Então como podemos desenvolver e manter uma dinâmica desejável nas interações?

A cocriação é sem dúvida um caminho que as organizações devem percorrer mas isso também exige processos ágeis e ciclos rápidos de aprendizagem que as plataformas disponibilizadas devem permitir.

As interações que se verificam na cocriação com clientes devem por isso, de forma ágil e clara, servir também para corrigir desvios aos objetivos e clarificar as fronteiras de atuação.

Por isso, eu gosto de pensar que alguns do pressupostos para que se passe das ideias a serviços ou produtos de sucesso são:

– A possibilidade de execução técnica de uma ideia.

Existe tecnologia disponível para concretizar essa ideia?

A organização está preparada para a execução?

O tempo necessário para a sua execução encaixa nas orientações da organização?

– A sua viabilidade económica.

O resultado cabe no orçamento do cliente?

O resultado encaixa nos objetivos da organização?

O retorno do investimento é satisfatório ou bom?

– A sua capacidade de fazer manifestar desejo nos utilizadores ou consumidores.

Qual o impacto na vida dos clientes?

Satisfaz as necessidades articuladas do cliente?

É bom lembrar que as necessidades não articuladas, isto é, aquelas que existem mas que os utilizadores ou consumidores não conseguiram expor claramente contém uma mensagem que precisa de ajuda para se traduzir em linguagem compreensível. A interação que é possibilitada pelas plataformas assenta numa dualidade, a organização com a sua estrutura, as suas regras e recursos, e os clientes, que são influenciados mutuamente e por isso muitas vezes não clarifica as necessidades reais.

Por outro lado, as “necessidades ocultas” que são os tipos de “coisas” que as pessoas realmente querem, mas desconhecem ou não sentem essa necessidade. Elas só se manifestam em planos de futuro e são muitas vezes consequência de uma mudança no meio envolvente ou no processo evolutivo de cada pessoa.

Apesar de ser tentador realmente ser criativo, ignorando as restrições, conseguir ver as restrições como libertadoras é atingir um outro patamar de sabedoria e é também motivador.

A capacidade de execução (realização) técnica, a viabilidade económica e a clara identificação do desejo (necessidade ou querer) dos consumidores ou utilizadores, não devem ser considerados passos de um processo.

É na interseção desses constrangimentos que devemos procurar a solução de um problema.

Estes constrangimentos são os pilares da execução que simultaneamente servem de filtro a todas as interações possíveis entre as organizações que promovem projetos de cocriação e os seus clientes.

O que pensa disto?

 

Adotar modelos em vez de criar

Ter uma alta qualidade de vida não significa necessariamente ser um consumidor habilidosamente manipulado pelos fornecedores de produtos e serviços que nos rodeiam.

Nós precisamos de criar um clima mental que transforme a preocupação com riqueza material em preocupação com o bem-estar real.

Quando falamos de “um estado de espírito” (mindset) falamos de uma combinação de atitudes, pressupostos e crenças que qualquer pessoa transporta consigo e que determina as suas escolhas.

Dependendo do resultado dessa combinação eu posso querer uma vida cheia de objetos que alimentam a minha liberdade para escolher e dedicar o meu tempo ao exercício de multitarefas entre as muitas opções possíveis à minha disposição.

Neste caso, eu tenho liberdade de escolha, porque posso comprar, depois de escolher entre as várias opções que me são mostradas e de acordo com o tempo que eu tenho à minha disposição!

Mas se essa combinação me leva a fazer mais coisas, como por exemplo experimentar produzir, na minha horta, frutos de cores não habituais no mercado ou participar na implementação de um serviço de assistência a idosos, eu vou encontrar constrangimentos e só a criação de alternativas poderá satisfazer as minhas necessidades e quereres.

Para que a nossa vida seja mais eficaz e inventiva e de adaptação às exigências das mudanças de hoje, a nossa mentalidade tem que estar no lugar certo e esse lugar é na frente da exploração, da descoberta e da criatividade.

Nós temos que fazer mais do que apenas olhar para os problemas que são mostrados pela comunicação social e com um pensamento crítico ativo devemos encontrar uma maneira sustentada de pensar e de perceber o mundo e os desafios que esse mundo nos coloca, valorizando-os e procurando a constante melhoria das situações.

Se for persistente a nossa vontade, como pessoas criativas que somos, de abraçar novas ideias e de caminhar em direção a novas experiências indo à procura de interesses com significado, então a nossa mentalidade passa a ser criadora e inovadora.

creative skills

“As pessoas criativas diferem umas das outras de muitas maneiras, mas num aspeto são idênticas: todos eles amam o que fazem. Não é a esperança de alcançar a fama ou a ganhar dinheiro, que as guia, e sim, a oportunidade de fazer o trabalho que gostam de fazer.”Mihaly Csikszentmihalyi

Alguns de nós possivelmente ainda somos potenciais criativos, uns rebuscando as melhores sementes e imaginando o lugar ideal para as semear, outros já com paixão ao ver florescer as suas ideias e a assistir à criação de frutos verdadeiramente desejáveis, mas todos começaram por acreditar em pequenos desafios como é esse de lançar uma semente à terra.

É a hora de experimentar nas organizações!

É verdade! Pouco a pouco, no nosso dia-a-dia, podemos construir, através da experimentação de pequenas coisas novas, uma paixão por querer fazer melhor e com propósito.

Mesmo assim, a oferta de produtos e serviços, a que hoje estamos sujeitos é, tão avassaladora que muitas das coisas com que somos confrontados, rapidamente deixa de ter significado, mesmo como experiência.

“Os tipos de visões que levam a modelos de negócio que vale a pena explorar, não começam com propostas de valor ou de segmentos de clientes. Eles começam com o imaginar um par importante de experiências.” – Peter Friedman

As boas e as más ideias, as boas e as más experiências podem ser úteis para imaginar um futuro risonho para muitas empresas, mas muitas vezes a imaginação é repentinamente bloqueada por medos ou por desconhecimento.

Essa falta de conhecimento e esse medo favorecem a adoção de modelos de negócio “prontos a consumir”, e desviam toda a criatividade e inspiração para o preenchimento de desses mapas pré-estabelecidos.

Quer comentar? 

 

Pensamento integrativo e atitudes

Aprender a desenvolver o trabalho de forma colaborativa em equipas interdisciplinares é uma atividade que resulta da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente.

Muitas vezes são notórias as diferenças de atitude entre as pessoas para construir um modelo que satisfaça os desejos e interesses dos membros das equipas que se dispõem a trabalhar de forma voluntária e colaborativa.

Colaborar não é uma simples consequência de uma afirmação. Não basta dizer que se quer. É preciso ter coragem!

Colaborar requer uma atitude diferente que é, ir além dos estudos de casos ou de trocas de boas práticas. Os negócios, face às exigências da constante torrente de mudança, não podem contentar-se em transferir uma solução de uma empresa para outra.

Colaborar e abarcar a complexidade que cada vez maior que as empresas enfrentam é um destino que as pessoas, que abraçam a interdisciplinaridade e que não têm medo de estar erradas, desejam.

As equipas interdisciplinares têm o potencial para uma maior criatividade nas organizações.

Quando imbuídas de pensamento crítico, as equipas interdisciplinares produzem trabalho criativo, e os seus membros podem ativamente de exprimir as suas ideias sem medo de interferir com as relações interpessoais, mesmo que isso signifique ter que ser assertivo com perspetivas dissidentes, mas defendendo a mudança e a melhoria das coisas.

Os conflitos devem ser vistos como oportunidades para alavancar atividades criativas. De facto, os nossos sentimentos “negativos” podem fornecer um sinal de que algo não está bem e dessa forma proporcionar a procura persistente de respostas criativas para o descontentamento que se verificou.

absorv

Compreender os diferentes pontos de vista e as razões de descontentamento ou insatisfação das pessoas, quer sejam membros da equipa ou utilizadores é fundamental para encontrar a solução que se encaixa cirurgicamente nos problemas definidos.

Agora, imagine que consegue mostrar no seu trabalho empatia, pensamento integrativo, otimismo, vontade de experimentar e colaboração.

Estar em sintonia com o mundo interior de outra pessoa leva a uma compreensão mais profunda e a um grande desenvolvimento de competências interpessoais que nos permitem reproduzir algumas emoções detetadas nos outros e com isso, ter uma sensação instantânea de experiência partilhada.

Colaborar com outras pessoas implica frequentemente ter de encarar modelos opostos, mas não significa ter de abdicar do nosso em benefício do outro ou vice-versa. Pelo contrário significa escolher os pontos mais relevantes, verificar que tipos de relações existem entre eles, construir um novo modelo e decidir como resolver o problema.

Pensar de forma integrativa, é encarar de forma construtiva as tensões de modelos opostos, e em vez de escolhermos um em detrimento do outro, devemos gerar uma resolução criativa, que contém elementos dos modelos individuais, mas é superior a cada um deles.

O pensamento integrativo é uma “competência” fundamental para um trabalho interdisciplinar. Conhecer as pessoas, criar empatia e observar comportamentos e atitudes, faz parte de um processo colaborativo e de mente aberta que não se consegue sem uma boa dose de coragem.

É por isso que na base da criação de uma cultura de colaboração está também criação de uma cultura coragem e que não é apenas tornar as pessoas destemidas para falar em público, mas sim, criar as condições nas quais as pessoas corajosas possam corealizar os seus projetos.

Essas condições são de integridade, confiança e tolerância para assumir riscos. A integridade é a raiz de confiança, que é o combustível para a colaboração.

Ficam aqui estas questões:

Até que ponto as diferentes experiências pessoais são condicionantes da partilha de conhecimento?

Coragem e otimismo, não são competências inatas mas até que ponto contribuem para um estado de mente aberta e colaboração?

Quer comentar?

O nível de crescimento individual

Em inovação o consumo ainda é um aspeto importante mas já não é o aspeto mais importante.

Um pouco por todo o lado, ainda vemos resíduos da era industrial no que diz respeito ao consumo mas tudo indica que a transformação necessária em direção ao propósito e ao significado está já a dar-se.

Nós precisamos de repensar o que entendemos por qualidade de vida e inovar os estilos que poderão existir dentro de cada contexto economicamente renovado. O conceito de valor precisa ser reapreciado acrescentando significado e pertinência ao bem-estar e prosperidade das pessoas.

Por exemplo, não podemos desejar que a economia evolua através da criação de emprego em segurança pessoal porque os assaltos e agressões nas cidades aumentaram. Precisamos que a economia evolua, criando sistemas que facilitem o enriquecimento de contextos territoriais de forma sustentável.

Todos nós temos um interior inovador, empreendedor ou artista, mas falta-nos quase sempre acreditar que somos capazes de libertar esse potencial.

Nós temos que repensar e inovar algumas das nossas atividades sociais básicas, como saúde (longevidade e cuidados), educação (distância e diversidade), transporte (mobilidade e globalização) e até mesmo o nosso estilo de vida, isto é, precisamos de uma abordagem baseada nas pessoas e na sociedade e orientada para as pessoas.

Cada contexto representa um novo desafio e tem dentro de si um potencial de transformação do valor económico tradicional (mercados) em valor situacional e temporalmente válido ao nível pessoal, social ou global.

believe_crd

A nível pessoal, dada a tendência de crescimento pessoal e transformação, o valor econômico será cada vez mais definido, não em termos de consumo, mas em termos da entrega de transformação propriamente dito. Valor econômico pessoal será menos sobre o ato de consumir e mais sobre o ato de transformação, à medida que as pessoas individualmente e coletivamente coisas que os ajudem a crescer, experimentar e transformar…

A nível social, a capacidade das tecnologias de ambientes para entregar sistemas mais contextualizado e distribuídos, baseados em e à volta dos utilizadores de usuários e lidar com questões como saúde, doença e cuidados, irá gerar valor econômico.”

A libertação do nosso potencial criativo em ambientes de diversidade parece ser agora mais fácil face ao encontro de culturas, comportamentos e credos que emergem nas comunidades que se desenvolvem por todo o mundo.

Já não existe uma única verdade passível de exportação para o mundo desconhecido e o número de confrontos que as diferentes pessoas, grupos ou comunidades fazem emergir alavancam o pensamento crítico e fazem colidir as velhas ideias dando lugar a novas ideias mais centradas nas pessoas, novas soluções para problemas mais pertinentes e contingenciais.

Hoje, há muitos tipos de pessoas, com diferentes tipos de vidas com formas variadas.

As necessidades ocultas das pessoas começam a tornar-se mais visíveis e as necessidades não articuladas começam a definir formas. Isto quer dizer que as pessoas criam espaço para refletir e redimensionar o seu mundo e não se prendem apenas com a satisfação imediata que os bens de consumo prometem.

Quer dizer também que a maior liberdade para escolher, não se resume à grande oferta de produtos e serviços e vai também no caminho de uma maior consciência, fruto de uma maior complexidade e maior responsabilidade.

As organizações, também elas, ou quem as dirige, têm agora mais campo para refletir sobe a competitividade e sustentabilidade. O conhecimento da diversidade e o seu enquadramento nas preocupações das suas atividades alavancam novas possibilidades e oportunidades.

Então, existe lugar para a diferenciação e para trilhar o caminho das propostas de bem-estar.

Quer comentar?

Tagged with:
 

O conhecimento tácito e a confiança

A experiência acumulada ao longo da nossa vida é frequentemente uma alavanca para saltos significativos na resolução de problemas sejam eles desafios pessoais, em família ou numa organização.

Essa é uma experiência que não se pode ignorar nem se deve deitar fora sem conscientemente perceber a sua maior ou menor relevância na resolução de problemas.

Há momentos para aprender e há momentos para desaprender.

Eventualmente durante anos, ciclicamente, aprendemos e esquecemos, contudo há dois tipos de experiências que devíamos conciliar e utilizar no nosso dia-a-dia:

Uma experiência baseada na experimentação que proporciona divertimento e aprendizagem e uma experiência acumulada e traduzida em conhecimento tácito.

Conseguir aprender rapidamente num mundo em constante mudança e partilhar o conhecimento de forma a criar novo conhecimento e novas coisas ou ainda experienciar novas emoções, pode ser um objetivo pessoal perfeitamente realizável se o desejo e o querer que existe dentro de nós forem grandes.

Quando estamos conscientes da importância das nossas experiências fazemos com que os momentos que vivemos sejam ricos e pareçam não ter fim e isso faz com que as emoções vividas sejam fundamentais para mais tarde recordar essas experiências.

Eventualmente, não nos lembraremos de todos os pormenores de situações vividas mas facilmente nos recordamos o que sentimos.

iceberg-no-mar ws

As memórias emocionais são poderosas e servem para orientar e informar-nos como podemos navegar o presente e preparar para o futuro. Se você já teve uma bebida ou um gosto de algo estragado, você sabe que a memória emocional o protege de fazer isso novamente.”

Nem todas as instâncias de conhecimento tácito são memórias emocionais mas muita informação, tacitamente armazenada em nós, está ligada à nossa tomada de decisão e à forma como ligamos pontas de conhecimento diversificado em questões de matéria e contexto.

Os momentos de decisão são momentos de precisão cirúrgica e são momentos em que é preciso sacudir a criatividade para tomar decisões. É uma ação que deve ser desenvolvida com a participação do conhecimento especializado na matéria em causa, mas que apela à colaboração de outras pessoas.

A gestão dessa informação, que nós fazemos ao longo de muitos embates com contentores de dados, pode facilitar a criação de novo conhecimento.

Mais ainda, se formos hábeis ao gerir a forma como as pessoas partilham e aplicam essa informação, podemos proporcionar saltos criativos interessantes. Isso porque, o conhecimento tácito que cada indivíduo possui e que é único, uma vez desbloqueado, pode ser uma grande contribuição criativa numa organização.

De facto muitas decisões, para serem tomadas, necessitam do apoio ou aprovação das pessoas com quem vivemos ou trabalhamos, pois são essas pessoas que são especialistas em determinado assunto e não nós, apesar de poder existir alguma tendência para sermos moldados em T.

 “Nós sabemos mais do que o que somos capazes de dizer” – Michael Polanyi

O conhecimento mais especializado é muitas vezes tácito e o intercâmbio desse conhecimento conduz à criatividade, e por isso é necessária uma compreensão dos antecedentes dos participantes nessas trocas, algo que só conseguimos adquirir através partilha.

O mesmo se passa em relação à confiança que depositamos nas pessoas que colaboram connosco. Para criar confiança, necessitamos de uma compreensão dos antecedentes dos nossos interlocutores, e para podermos partilhar ideias ou cocriarmos, vamos precisar de conhecer as intenções e os comportamentos observáveis das pessoas envolvidas na partilha.

O tipo de confiança envolvido no trabalho do conhecimento não é uma entidade estática qualquer presente ou ausente. Nem é confiança improvável que surge espontaneamente e, assim, precisamos aprender a criar confiança entre atores com diferentes objetivos e valores. Consequentemente, a confiança é uma conquista realizada, de um esforço concertado e altamente heterogêneo com atores, artefactos e outras representações de conhecimento.”

Quando as experiências são partilhadas há uma série de conexões que são identificadas e se transformam no ponto de partida para novas ideias.

 

Quer comentar?