Por trás da criatividade e inovação

Em jeito de pensamento corrido e recorrendo às memórias de algumas experiências, mesmo contando com algumas deformações, porque há alguma coisa não quer que eu escreva como deve ser.

A autoconfiança no domínio do conhecimento, que julgamos possuir, deve levar-nos pelo menos à interrogação, ao levantar de questões sobre a pertinência do saber, da sua validade ou da sua realidade.

Em dado momento aquilo que, pensamos saber e nos parece interessante abordar, até numa pequena conversa ao jantar, pode muitas vezes transformar-se em fósforo para incendiar irritações, criar aborrecimentos ou ser entendido como falta de respeito.

Da mesma forma aquilo que em dado momento seria uma atitude assertiva e, sendo colocada com aquela “certeza”, a que muitas vezes nos habituamos mal, transforma-se em arrogância e, não menos grave, sendo de pai para filho em autoridade desusada e sem crédito ou proveito para o futuro de ambos.

Aquela verdade que, não sendo apodíctica, nos soava a conforto quando a proclamávamos, aquela verdade que serviu de alicerce a tantas realizações, treme de ansiedade ao ser posta à prova naquele, tão não apetecível momento em que me confronto com “este não é o meu tempo”.

É que o tempo “corre”, a velocidades, cada vez mais difíceis de controlar.

O meu tempo, esse meu tempo com aroma a ”já era”, só o é porque, eu não parei para me inscrever nessa maratona.

O meu tempo é o tempo que eu conseguir, a cada momento, enquadrar nos propósitos que pretendo atingir.

Quero ter tempo para estar no ambiente que escolhi quando quis crescer.

Agora que sou grande também quero ter tempo para ser criança, para ensinar aquilo que achava que sabia e que, sirva pelo menos para que se discuta qual a verdade que dá mais jeito nesta ou naquela circunstância.

O que eu sabia era que havia valores, cultura (hábitos e costumes), saber, felicidade e dor, riso e alegria, bem-estar e incómodos, certezas e inverdades, dúvidas e realidade.

Aquilo que eu sei é que vale a pena tentar pensar sobre o que aprendi e como vou utilizar isso com os outros.

Por vezes pensar, sem limites temporais ou sem local escolhido para o efeito, traz algumas novidades que eventualmente já experimentamos, mas que agora nos parecem mais úteis.

Também sem posturas pré-concebidas, como “preciso do meu canto para pensar”, ou com atitudes peripatéticas, sem julgar ser Aristóteles ou ainda com dúvidas metódicas, deambulamos, provocando a incerteza à procura de uma resposta. Quase sempre não sabemos a que questão mas que importa seja de modo a não nos incomodar.

Que bom pensar por simples prazer, fantasia, imaginar um qualquer cenário, afastando tudo o que se prevê portador de ansiedade ou angústia.

É o medo do desconhecido, do receio de não ser capaz de aguentar a pressão, o medo de ser apontado, qual caricatura do desajeitado, ou pior, ignorado, ou será que pensar cansa?

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