O que a idade pode não ensinar!

Matt Ridley  num seu artigo (partilhado por @dscofield) de “The Wall Street Journal” – “Uma lição fundamental da vida adulta: A necessidade de desaprender” diz o seguinte:

“Para os adultos, uma das mais importantes lições a aprender na vida é a necessidade de desaprender. Todos nós pensamos que sabemos algumas coisas que são uma verdade incontestável, mas essas coisas muitas vezes acabam por ser falsas e, até as desaprendermos, elas ficam no caminho de uma nova compreensão.”

Eu já algumas vezes aflorei pensamentos semelhantes em “O que eu pensava que sabia” e de facto a autoconfiança no domínio do conhecimento, que julgamos possuir, deve levar-nos pelo menos à interrogação, ao levantar de questões sobre a pertinência do saber, da sua validade ou da sua realidade.

Existem algumas certezas científicas que foram gentilmente incluídas na nossa bagagem de conhecimento e que eu acho que devemos desaprender ou pelo menos interrogar!

A evolução, a nossa evolução, não acabou como diz Mark Stevenson e ela não é cíclica como alguns economistas querem fazer crer, ela é função da nossa capacidade de adaptação à mudança seja ela no ambiente, nas condições sociais ou na forma de pensar.

“Tecnologia, Comunicação e concorrência funcionam no mundo de hoje como um processo semelhante ao da selecção natural. Tecnologia actua como um mecanismo em constante mutação que gera novas possibilidades. Comunicação e conectividade permitem a combinação de ideias, semelhante a um mecanismo perfurador. E, finalmente, a concorrência no mercado age como um processo de selecção que decide o que sobrevive e passa para a próxima geração. Uma dinâmica que é capaz de nos manter em constante revolução e criar a diversidade de ideias, produtos, serviços e experiências que estamos a presenciar.

Darwin nunca disse que o mais forte ou o mais inteligente é aquele que sobrevive, o que ele realmente disse foi que o único que sobrevive é quem está melhor preparado para a mudança, em outras palavras, o mais adaptável. Num mundo de competição extrema como vivemos, as pessoas e as organizações precisam aprender a se adaptar mais rápido.” – Charles Bezerra

O futuro não poder ser visto com um pensamento linear.

O futuro constrói-se como se estivéssemos a realizar uma dança de espaços com aquilo que é possível, com o que funciona e com o que é desejável.

As organizações devem procurar a inovação como a construção do futuro onde a busca de diferenciação passa por deixar de fazer parte de um rebanho e procurar novas alternativas.

O futuro hoje abarca várias gerações, mais do que seria previsível há poucos anos, onde cada uma delas já foi, é ou será a bandeira da (r) evolução. O futuro não depende das ferramentas ou produtos tecnológicos mas sim da mente de cada um de nós independentemente das nossas características como pessoas.

– O pensamento não funciona de cima para baixo.

O conhecimento e a criatividade são as chaves para abrir as portas da inovação e são cada vez mais partilhados ou realizados em colaboração.

Para inovar as organizações precisam de criar um ambiente favorável à inovação com uma cultura que inspire as pessoas e crie abertura para o desenvolvimento do potencial de cada um.

As hierarquias tendem a desaparecer e as estruturas tornam-se mais planas, mas é nas pessoas que o maior investimento deve ser feito, pois sem elas qualquer ferramenta deixa de ser investimento.

“E o que virá depois será ainda mais diferente, à medida que as pessoas usam a Internet para compartilhar e trocar, e à medida que as corporações se transformam em rápida mutação de redes virtuais de colaboração temporária, em vez de executores centralmente dirigida de planos fixos e em locais fixos.” Mat Ridley

Acreditar é fundamental em inovação! Acredita no que leu? Gostava de ler os seus comentários!

 

 

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