Onde estamos? Onde queremos ir? Como lá chegamos?

 

Em muitas organizações, as equipas são o resultado de um ajuntamento de pessoas que vão tentar comunicar e entender-se de forma a produzir algo com valor. Também normalmente as organizações esperam que essas equipas contribuam para um bem maior que é entregar valor aos seus clientes sendo que estes respondem fazendo com que as organizações ganhem algum dinheiro.

Estas pessoas passaram, a maior parte das vezes, por um processo de seleção bem estruturado que lhes conferiu o passaporte para o exercício de uma atividade que se irá desenvolver em conjunto com outras pessoas que possuem um leque de competências idêntico.  Podem variar no género, na idade, nos anos de experiência anterior ou até na língua materna, mas quase sempre possuem o mesmo selo de qualificação profissional (não é a mesma coisa que competência) e o mesmo título funcional. A diversidade de competências nas equipas deveria requerer uma atenção especial aos recrutadores das organizações.

Depois de aglomeradas as pessoas, por vezes com intervalos de entrada, significativos no tempo, espera-se que comecem a experimentar o ambiente de trabalho e permite-se um período de adaptação. Nalguns casos têm um acompanhamento de integração na organização, mas depois de um contacto inicial deixam de se relacionar com outras equipas e passam a tentar responder unicamente aos pedidos dos seus clientes internos.

Em alguns casos podem, inclusive, ter ajuda na facilitação do desenvolvimento de processos de negócio ou acompanhamento de mentores, mas quase sempre falta ajuda na construção de uma equipa coesa e com potencial de crescimento.

Este é o cenário que podemos vislumbrar nas organizações que crescem rapidamente ou noutras já com alguma dimensão. Contudo não é só nas organizações maduras que a construção de equipas se torna um problema. Com o surto de startups nos vários panoramas possíveis da vida económica, este problema de construção de equipas eficazes e eficientes (inclui capacidade de adaptação), agudizou-se. E porquê?

Porque, por um lado, há necessidade de respeitar e beneficiar de fatores como a inclusão e a diversidade e, por outro lado, porque se verifica um défice de talentos face à grande procura por parte das pequenas organizações que agora nascem e crescem. Isto faz com que, naturalmente, haja uma grande mobilidade de pessoas e como consequência seja difícil fazer com que as equipas atinjam a maturidade, a autonomia e a excelência.

Não é urgente nem importante resolver o problema da construção de equipas eficazes e eficientes. É imperativo!

Senão vejamos! Há várias razões para não vermos muitas startups a singrar no mundo organizacional que vão “desde ignorarem o feedback dos clientes até não terem a equipa certa…”. Contam-se ainda como causas para o insucesso a falta de paixão ou harmonia por parte dos seus elementos, “os desacordos entre os co-fundadores, ou entre a equipa da start-up, e os investidores” ou ainda “perder o foco” no projeto que desenvolvem.

A resolução do problema de construção de equipas tem necessariamente de passar por estes aspetos agora referidos no sentido de fazer com que todos os elementos das equipas participem nos esforços de adaptação e de preenchimento de lacunas detetadas.

A comunicação empática e constante com o mercado e com os utilizadores e/ou consumidores deve ser também um dos objetivos de qualquer equipa de uma organização, seja ela micro ou uma gigante multinacional. A satisfação das necessidades e dos quereres ou desejos dos clientes e utilizadores/consumidores é fundamental para gerar valor e, portanto, para garantir a sobrevivência das equipas e das organizações.

Fazer com que a diversidade de competências nas equipas seja uma realidade é um esforço que deve ser exigido a todos os membros das equipas. A criatividade e a resolução de problemas andam sempre de mãos dadas, por isso, quanto maior for o leque de pontos de vista maior será o número de pontos relevantes disponíveis para construir soluções pertinentes.

Então como construir uma equipa que percorra uma linha de aprendizagem não só com as boas práticas, mas também com os erros e que mantenha o foco na excelência enquanto cresce?

Para além da manutenção de todas as boas características já referidas (foco, diversidade, centrada nas pessoas, etc.) é importante que todos os elementos das equipas partilhem de forma consciente um senso de propósito individual, em equipa e organizacional.

“Um bom propósito organizacional exige a busca da grandeza no serviço aos outros.” – Bryan Walker, Diretor de Design da IDEO

Muitos de nós já tiveram a oportunidade de refletir sobre o benefício de ter um senso de propósito na nossa vida e como isso é fundamental para o nosso bem-estar. Não é importante a idade com que isso acontece, o importante é que aconteça.

A vida das pessoas torna-se mais harmoniosa e as organizações apresentam melhores resultados e melhor desempenho quando o propósito que as suporta nasce no interior e por isso é real.

Encontrar um propósito que possa ser um grito de guerra para sua equipa é um dos primeiros passos de como criar uma mudança transformacional na sua organização. Por que sua empresa existe além de ganhar dinheiro?”

 

Quer comentar?

Share
 

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *