From the monthly archives: Agosto 2011

Enjoy it

 

Riding the Whitewater Rapids – 5 Life Lessons by Jon Mertz

One thing can be said about me – I am not a water-sports-type-of-guy. After nearly drowning as a very young kid, I never learned how to swim until I was in my early 20s, but that is another story…

 

Finding Your Next Big (Adjacent) Idea by James L. McQuivey via Ralph Ohr

It’s unusual that an analyst will ask you to stop thinking about the far future, but I need you to back away from the Corning A Day Made of Glass video on YouTube. All that clear glass is clouding your vision.

 

Would You Like a Smile With That? By Arie Goldshalager

This New York Times Case Study of Pret a Manger is packed full of instructive and innovative employee engagement and customer service practices.  See for example:

 

Innovation: Do What You Can, With What You Have, Where You Are by Tim Kastelle

One of the key points that Peter Sims makes in Little Bets is that if you wait until your idea is perfect before you act on it, your chances of success are greatly reduced. This means that if you are trying to innovate, you have to be able to work with what you have right now.

 

Gulp – Extreme Creativity in Stop-Motion Animation by Mike Brown

After writing about extreme creativity for a couple of days, here’s a real-life example: Gulp, the world’s largest stop-motion animation film. It’s extreme creativity in that it takes the skill set (manipulating and filming inanimate objects in a very controlled indoor setting) and scale (small) of typical stop-motion animation films in a completely different direction:

 

5 Principles of Creativity by Greg Satell

Back in the 1880’s, Frederick Winslow Taylor was able to make dramatic gains in efficiency by timing workers performing rote tasks.  His efforts spawned the idea and practice of scientific management.

 

Is Open Innovation Superficial? By Stefan Lindegaard

Perhaps the question should be: Is the term, open innovation, superficial? The topic was raised at the Open Innovation Summit in Chicago after a presentation given by Susan Harman, Group Manager, Open Innovation at Intuit.

 

You Can’t Innovate If You Ignore Your Real Problems by Sohrab Vossoughi

Struggling companies often look to momentary design solutions, but, Ziba’s Sohrab Vossoughi warns, they won’t succeed unless they embrace internal change.

 

What is your Open Innovation partnering approach? By Kevin McFarthing

Open Innovation is now an accepted methodology for enhancing your new product or service development pipeline.  It is deployed to varying degrees depending on the industry or even the company attitude.

Have a nice week!

 

Desequilibre a rotina e combine as coisas!

“Os cientistas podem inventar tecnologias, os fabricantes podem fazer produtos, os engenheiros podem torná-los função e os comerciantes podem vendê-los, mas só designers podem combinar esses pareceres em todas essas coisas e transformar um conceito em algo que é desejável e viável, comercialmente bem sucedido e que adiciona valor à vida das pessoas.” – Design Council

Quando nós pensamos em algo para as pessoas, alguns de nós pensam em estimular os sentidos das pessoas e isso faz-se criando produtos ou serviços úteis, usáveis e desejáveis que mais tarde permitirão contar histórias verdadeiras.

Partindo da recolha de leituras das necessidades reais das pessoas algumas equipas interdisciplinares podem dar origem a uma grande ideia e chegar à construção de um conceito que permita o desenho de uma experiência “unique” a propor aos clientes.

Estas experiências que são emoções, são estabelecidas com base em crenças específicas e percepções que nós estabelecemos nalgum momento da nossa vida.

As emoções perturbam o equilíbrio habitual da nossa rotina porque é uma experiência complexa psico-fisiológica de uma pessoa que envolve “excitação fisiológica, comportamentos expressivos e experiência consciente”.

Quando nós fazemos uma pesquisa sobre o comportamento das pessoas tendo em vista a proposta de uma experiência significativa para elas, não nos podemos esquecer que a emoção está associada ao humor, ao temperamento, à personalidade e à motivação.

Enquanto as motivações são a energia e a direcção do comportamento as emoções fornecem a componente afectiva.

 

 

Pela nossa própria experiência nós sabemos que algumas emoções ocorrem num período curto de tempo e outras podem durar anos bem como sabemos que existe uma diferença entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente no que diz respeito a expressões emocionais e comportamentos.

È verdade também que nem toda a gente se comporta da mesma maneira face a um determinado estado emocional, por exemplo, nem toda a gente foge quando se sente ameaçada e nem toda a gente chora quando está triste.

Como é que podemos criar um impacto emocional abrangente num ecossistema ou grupo alargado de pessoas?

A emoção é uma resposta da nossa compreensão da situação.

As emoções são desencadeadas por crenças particulares. O medo é baseado na crença que estamos em perigo e o prazer é experimentado quando acreditamos que conseguimos algum valor, isto é, cada emoção é uma resposta específica para um determinado tipo de julgamento. 

“Todas as emoções pressupõem ou têm como seus pressupostos, certos tipos de cognições – tomada de consciência do perigo no medo, reconhecimento de um ataque de raiva, apreciação de alguém ou algo como adorável no amor. Mesmo a mais “hardheaded” teoria comportamental ou neurológica deve ter em conta o facto de que qualquer que seja a neurologia ou o comportamento, se uma pessoa é comprovadamente ignorante de um certo estado de assuntos ou factos, ele ou ela não pode ter certas emoções.” – Solomon

Esta diferença de comportamento pode ser muito importante nos resultados que esperamos obter quando propomos uma experiência às pessoas.

De uma forma simplista nós podemos considerar que existem as emoções complexas, que podem surgir com condicionamento cultural e as emoções básicas. Estas emoções básicas podem eventualmente misturar-se para formar uma imagem alargada da experiência emocional humana. Por exemplo nojo e a raiva poderiam misturar-se com o desprezo.

Hoje com a disseminação dos canais tecnológicos, poderá parecer simples influenciar o comportamento das pessoas no sentido de os conduzir à aceitação das nossas propostas de experiência e à sua consequente activação que facilitará a expressão de emoções positivas.

No entanto, muitos projectos falham porque as pessoas não entendem quais os factores levam à mudança de comportamento, isto é, para que um determinado comportamento possa acontecer, uma pessoa deve ter, ao mesmo tempo, uma motivação adequada, ser suficientemente capaz e possuir um gatilho eficaz. Só conjugando estes três factores haverá lugar a um comportamento desejado.

O contexto em que as pessoas estão situadas, os desafios que lhes são propostos, os meios de comunicação disponibilizados e o sentido de comunidade existente são factores que poderão facilitar ou bloquear as nossas propostas de experiência emocional.

Co-criar experiências é uma boa maneira de termos sucesso nesta aventura!

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O medo do conhecimento

Quantas vezes, nós já tivemos medo de conhecer um resultado de uma análise ou de saber o que o que significava determinado olhar?

O conhecimento do medo que temos nestas circunstâncias leva a um comportamento de rejeição, no sentido em que, evitamos a confrontação com o relato de acontecimentos ou a experimentação de consequências.

São reacções desagradáveis, caracterizadas pela ansiedade e que, quando vividas de forma intensa podem ser definidas como fobias.

Normalmente o estímulo específico que provoca a reacção pode ser identificado.

O que se passa quando ouvimos alguém dizer que tem medo de arriscar?

Porque será que o medo de explorar e de experimentar se apresenta com frequência revestido de raciocínio analítico?

O objecto temido, muitas vezes, não tem as qualidades perigosas esperadas pelo indivíduo. O que isto significa, simplesmente, é que a intensidade da reacção de uma pessoa com medo face a algo é desproporcional ao perigo real.

O medo do que pode ser e do que pode não ser!

O medo do conhecimento, quando vivido de forma intensa, pode ser resultado de um condicionamento ou de uma repressão.

Quando experimentamos ansiedade numa situação particular existe a possibilidade de a voltarmos a experimentar em situações futuras e de forma repetida. Por outro lado pensamentos, sentimentos ou emoções, considerados inaceitáveis, podem ser reprimidos e ao encontrarmos algo que simbolize o medo projectamos ansiedade.

O medo da informação (dados úteis) e do conhecimento (recolha adequada de informação) é verificável em muitas situações de suspeita de doença, aumento de peso, análise de situação financeira, cumprimento de obrigações, etc. É facilmente “resolvido” por “Eu não sabia, desculpe!”.

Mas o medo de informação ou conhecimento também surge quando somos confrontados com hipóteses ou possibilidades e nos negamos a admiti-las, refugiando-nos na nossa parcela de segurança estruturada em dados do passado.

O medo do conhecimento e da sabedoria situa-se ao nível da confrontação do nosso saber com o dos outros.

É verificável quando apresentamos os nossos pontos de vista e reconhecemos a necessidade de apoio de outras pessoas para aquilo que dizemos. É de alguma maneira falta de segurança na justificação das nossas propostas.

Quando confrontados com outras opiniões ou hipóteses de solução de problemas, muitas vezes recusamos a confrontação com o saber dos outros e fechamos a porta à diversidade, à interdisciplinaridade e ao ecossistema exterior ao nosso domínio.

E se nos encontramos face a uma plateia alargada, o medo reveste-se de dois mantos. Por um lado temos medo de não ter conhecimento adequado e por outro temos medo da sabedoria de quem nos ouve.

O medo é inimigo da criatividade e da inovação!

O medo é a principal fonte de superstição e uma das principais fontes de crueldade. Saber vencer o medo é o princípio da sabedoria – Bertrand Russell

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Viver e sonhar com a água

 

Quando eu aluguei a casa onde agora vivo, eu encontrei um espaço à volta dela que para muita gente era razão suficiente para não o fazer.

Eu vi um espaço que exigia muito trabalho e comecei a imaginar um recanto onde pudesse ouvir água de uma “fonte” a correr, enquanto almoçava à sombra de algumas árvores, tal como acontecera na minha infância.

A água sempre me fascinou pela quantidade enorme de emoções que transporta nas variadíssimas formas que encontramos quando nos dispomos a observá-la.

Uma paisagem de mar, de neve numa montanha, um lago tranquilo ou umas quedas de água com a sua forte torrente envolta em salpicos, ou um ribeiro manso que nos traz conforto ou até mesmo aquela chuva de “Singing on the rain”, podem ser memórias de emoções ou mesmo emoções.

Esta minha predilecção por observar (ver, ouvir, sentir) a água está muito ligada à leitura que fiz e faço da obra de Leonardo Da Vinci.

Ele explicou muitas das convicções que temos hoje, através da observação da dinâmica da água e os seus estudos, embora muitos nunca tenham conduzido à realização de obras, mostram uma compreensão dessa dinâmica que é fascinante.

Só compreendendo a dinâmica da água é possível compreender porque existem tantos problemas por resolver em muitas das comunidades deste planeta.

A noção de que as rochas podem ser formadas pela deposição de sedimentos pela água, enquanto ao mesmo tempo, os rios provocam a erosão das rochas e transportam os seus sedimentos para o mar num grande ciclo contínuo, conduz-nos a um sentimento de força quase inimaginável.

A água ensina-nos a ultrapassar obstáculos, inspira-nos na resolução de problemas e transporta emoções.

Podemos dizer que as nossas emoções são criadas pelos nossos pensamentos e quando são vistas como desafios são excitantes, ricas e sentidas como oportunidades e ao mesmo tempo são extremamente motivantes.

A água coloca-nos desafios, provoca-nos sensações e com frequência percorre a nossa imaginação.

Por exemplo, se estamos com dificuldade em resolver um problema, uma reacção típica é ficarmos ansiosos, o que pode realmente tornar ainda mais difícil a resolução do problema. Uma boa receita pode ser dar um mergulho no mar ou sentir a força de uma cachoeira e depois voltar à resolução do problema.

Esta ideia pode ser fantástica, mas porventura é mais fácil dizer do que fazer.

Mas até que ponto a água pode ser amiga da criatividade?

“A água é muito importante para mim e para a minha fotografia. O tempo de tirar uma imagem de uma paisagem grandiosa, ou uma imagem macro Eu amo incluindo água ou como um assunto ou como acompanhamento para o próprio sujeito…Uma cena do oceano, assim como gotas de orvalho numa folha, ambas contendo uma característica da água pode transmitir um sentimento especial, que é único diferente de cenas sem água.

Água acrescenta humor, reflecte a luz, e dependendo da luz podem ser diferentes matizes. A água é um recurso imprevisível e, portanto, pode ser usado para criar imagens que transmitem sentimentos variados – Jack Graham

Se pensa que a água, no seu estado puro, é insípida, inodora e incolor talvez esteja na altura de desaprender. A água transporta memórias que nos desencadeiam emoções onde tudo pode parecer muito real.

A água é um elemento da natureza que pode promover viagens fantásticas das nossas imaginações em todo o mundo e é também um bem fundamental na vida das pessoas.

Quais são as emoções que melhor descrevem a sua melhor experiência criativa com água?

Se ainda tem 3 minutos sinta isto: Cristais de água

Obrigado!

 

Enjoy it!

 

Renaissance.. by Wim  Rampen

This morning I was listening to news coverage on the Oslo attack.. I don’t have this often, nor soon, but shivers continue to go down my spine listening to survivor stories and even when thinking about them..

 

Systems Intelligence, Serendipity and Listening for the Better Decisions by Riitta Raesmaa

I’ve earlier blogged about how I find intuition and seeing the value of the tacit knowledge as very interesting perspectives for the decision-making.

 

How Social Network Analysis Solves Real World Problems by Greg Satell

I’m LinkedIn.  I’ve got friends on Facebook.  I tweet.  Yo, I got stooopid Klout!  Look at me!  I’m connected!

And so are you and lots of other things, like ecosystems, molecules, our bodies’ metabolisms, the list goes on.

 

Innovation as a Means for Economic Evolution by Paul Hobcraft

Economic growth is an outcome of the innovation trajectory we set. Today managing innovation is complex; often success is measured and valued by the creative destruction of others.

 

Paradox of Innovation & Status Quo by Deborah Mills Scofield

As much as I love change, innovation, #RCUS (Random Collisions of Unusual Suspects per Saul Kaplan) and challenging the Status Quo, I realized how much the comfort and haven of some Status Quo means to me as we got settled at our place in Maine. 

 

In the Eye of the Beholder by Jason Plaks via Ralp Ohr

Imagine two people, Jim and John. Jim planned to succeed in business and accomplished his goal through a series of deliberate steps. John fell into the exact same business success through serendipity and coincidence.

 

A Trick of the Mind by Ronald Bailey

Superstitions arise as the result of the spurious identification of patterns. Even pigeons are superstitious. In an experiment where food is delivered randomly, pigeons will note what they were doing when the pellet arrived, such as twirling to the left and then pecking a button, and perform the maneuver over and over until the next pellet arrives

 

Bust Your Innovation Myths by Art Markman

It is common to tell stories of great discoveries. Hundreds of years later, we still talk about Galileo Galilei dropping balls of different weights off the Leaning Tower of Pisa to shatter existing beliefs about the way objects fall

 

Nothing kills an idea faster than common sense by Luke Williams

In his book This Means This, This Means That, Sean Hall asks readers to vote on which of two sentences is the best. “The cat sat on the mat.,” or “The cat sat on the dog’s mat?”

I know that may sound painfully simple, but it illustrates the point beautifully.

 

Have a nice week!

 

Do passado fica a inspiração

Entre 1815 e 1818 a audição de Beethoven deteriorou-se a tal ponto que ele foi considerado clinicamente surdo e bateu no fundo do poço.

Nessa altura uma crise económica precipitou o seu declínio (como tem acontecido de tempos em tempos) e, mais uma vez, Beethoven se reinventou a si mesmo, usando a inovação como um instrumento para sair do abismo (fundo do poço).

Durante seis anos, 1820 a 1826, Beethoven  doente e constantemente irritado, mas suponho sempre apaixonado pela sua música, compôs algumas obras-primas como a Missa em Dó Maior, a Missa em Dó Menor e a Nona Sinfonia entre outras peças.

Em vez de fazer como a maioria das pessoas com isolamento social, atitudes de descarga pelo desprezo sofrido, Beethoven converteu a sua experiência em músicas que tornaram universais quer os seus problemas quer as soluções.

As suas soluções, nasceram sempre da sua intuição e capacidade de reescrever as regras, quando as questões ambientais e pessoais o ameaçavam com a derrota.

Mas se pensarmos como fazia Da Vinci, não avançar para um pormenor sem primeiro observar bem aquele que temos em mãos, descobrimos que algumas dessas realizações estão impregnadas de restrições ou constrangimentos.

Essas realizações são bonitas porque a criatividade triunfou sobre as “regras”.

Constrangimentos proporcionam desafios claros a superar.

Por exemplo, as obras de Johan Sebastian Bach (1685 a 1750) são consideradas uma fonte de inspiração para a criatividade e ajudam-nos a exercitar o nosso cérebro.

Para mim, mais do que inspiração, as obras de Bach, Da Vinci ou Mozart são o resultado de alguns filhos melhores que os pais deixaram a este maravilhoso globo onde vivemos.

As suas vidas são exemplos de sabedoria mas não são suficientes para chegarmos à idade da sabedoria. Os anos recentes que vivemos são disso um bom exemplo e como diz Umair Haque:

A idade da sabedoria não vai acontecer por cortesia de Ben Bernanke, Lloyd Blankfein, ou Paul Krugman. Pelo contrário, ela começa consigo.

Esbocei o estritamente retrato de sete competências aqui. Mas, são os renegados de amanhã, que vão inflamar, aprofundar e desenvolvê-las, olhando para as complexidades, as dificuldades e para as nuances de grão fino de cada um. Então, se você anseia para ser um revolucionário, é hora de começar radicalmente significativo. Ser um, tornar-se um ou lutar com um.”

Ser um, tornar-se num ou “criar outros” para construir um futuro com Organizações com significado:

“Significado. Um produto ou serviço só tem sentido quando se tem um impacto económico positivo. Impacto acontece quando uma organização cria o que eu chamo valor espesso ou valor económico autêntico.

Pensar resultados. O general sábio, muitas vezes é dito, é aquele que pode ver várias jogadas de antecedência. A Organização significado é aquele que domina a visão profunda: ela pode ver várias etapas num futuro distante, para o resultado de um produto, serviço ou modelo de negócio.

Harmonia. A partir de centrado em resultados, pensar fluxos de harmonia. Na música, harmonia acontece quando as notas e os acordes se encaixam, para criar um som “bom”. Para a economia, a harmonia é um estado em que os resultados se encaixam, para criar um bem comum.

Propósito. Procurar apenas o lucro a curto prazo será sempre a discórdia, elevando o imediato e não os interesses sustentáveis. O que harmoniza uma organização é um maior propósito.

Paz. Propósito maior não pode ser criada por meio da violência económica como a tácticas agressivas de intimidação, manipulação e injustiça que são parte e parcela do negócio era industrial, como de costume.

O amor. Não-violência, finalidade, harmonia e impacto não pode ser criado por desqualificados, com medo, os trabalhadores desligados, comprados e vendidos a granel pelo menor preço. Nem podem ser criadas pelo talento, calculado sem alma.

Ambição. Sim, as organizações podem começar por tomar pequenos passos e muitas organizações deveriam. Mas para tornar esses fios firmes e coesos, as organizações devem dar o salto quântico na análise final.” – Extraído de “The Meaning Organization” Humair Haque

Procuram-se melhores pessoas para o futuro!

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As emoções de agora e de depois

Se olharmos para trás e percorrermos os momentos de que nos queremos lembrar, pensamos que o que aconteceu deu origem ao que somos hoje.

Não importa a atribuição de responsabilidades pelos bons e maus momentos, porque esses momentos foram vividos e deixarem um rasto que assinala o caminho percorrido.

É como se fosse um pouco da nossa história, isto é, um facto envolto numa emoção que obriga a uma acção que transforma o nosso mundo.

A verdade é que ao fazermos esse relato, olhando para o passado, ele não surge sempre da mesma maneira. Haverá alturas em que o passado parecerá mais sorridente e outras em que os maus momentos prevalecem sobre os bons e tudo parece depender do nosso bem-estar em dado momento.

Mas se olharmos para o futuro e quisermos fazer o nosso relato, o relato do que não vai acontecer, também não evitamos o passado, pelo menos com muita facilidade. O passado determinou o caminho até aqui, e pode condicionar a tomada de decisão para o futuro, quanto mais não seja procurando negar a repetição de vivências desagradáveis.

Podia ser a construção da nossa história!

Aquele acidente de automóvel que sofri, sem danos físicos, vem à memória e lembra que no futuro, ou não compro um carro com aquelas características, ou ando mais devagar!

Desta forma o nosso relato parece tornar o futuro menos incerto porque nos previne e nos dá ferramentas para desenvolver o nosso projecto de vida.

Nós podemos construir o futuro aprendendo com os erros e lançando ideias para resolver os problemas do futuro. Nós podemos contar a história da nossa ideia de futuro.

Nós sabemos contar a nossa história com emoção e somos capazes de a transmitir a quem nos ouve. Com a história da ideia passa-se a mesma coisa, contamos a nossa ideia de dentro para fora e fazemos com que todos os elementos se encaixem uns nos outros, para que o efeito seja maximizado e provoque as emoções que procuramos nos outros.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

A história tem um herói que está sempre presente na história, e que não é o relator. Um herói que está sempre a olhar para os nossos interlocutores.

A história contem a adversidade, que é necessário ultrapassar. É o anti-herói mascarado de barreira ou dificuldade. É familiar da objecção de quem nos ouve.

A história tem momentos e alguns são para reflectir, chamar a consciência, a razão de forma a fazer prevalecer a nossa ideia.

A história é mudança e transformação. É a incorporação de um desejo, que transforma um incrédulo num seguidor.

Ao contar histórias sobre as nossas ideias, colocamo-nos a par de quem nos ouve ou nos lê, criamos um sentimento de confiança que permite o desenvolvimento da ideia e fazemos com que os outros façam parte da nossa história.

É assim o futuro?

A adição e a subtracção

Nós temos tendência para falar em criatividade com produtos e serviços, tecnologias e experiências e raramente falamos de criatividade em gestão ou no comportamento organizacional das empresas.

Se nós começarmos a olhar à nossa volta, onde quer que seja o ponto do globo onde nos encontramos, facilmente encontramos organizações envelhecidas que lembram grande blocos de pedra, isto é, são enormes, estáticas e até podem ter cor mas não evoluem.

Mas não é dramático que os blocos de pedra existam na nossa paisagem, desde que, haja escultores capazes de os transformar em obras de arte alvo de admiração de multidões. De outra maneira essas empresas podem transformar-se em obstáculos ao desenvolvimento dos ecossistemas e bem-estar das pessoas.

Por outro lado, do mesmo local de observação, nós podemos observar que existem espaços em branco à espera de empresas inovadoras, pequenas ou grandes mas ágeis e capazes de evoluir.

Uma nova empresa começa com um espaço em branco e muitas vezes existe a necessidade de desaprender para preencher esses espaços em branco, isto é, temos de pensar fora da caixa.

Twila Tharp diz em “The Creative Habit”: “Antes de podermos pensar fora da caixa, temos de começar com a caixa!”

Pense no espaço em branco como uma caixa vazia. Pense fora da caixa e ponha tudo lá dentro!

A vantagem de termos um espaço em branco é que, podemos começar algo sem ter um princípio. Esse princípio poderá aparecer mais tarde, mas isto significa que começamos a trabalhar sem ter iniciado o trabalho.

Em qualquer das situações, bloco de pedra ou espaço em branco, para desenvolvermos trabalho teremos que apelar a toda a nossa criatividade.

Os espaços em branco são particularmente propícios à resolução de problemas que podem passar pela criação de um novo negócio. Um espaço em branco é o ambiente ideal para uma dança entre o pensamento divergente e o pensamento convergente e apesar dos medos que um espaço em branco possa trazer, nós não podemos pensar que a criatividade é uma habilidade inata ou um domínio de apenas artistas ou pessoas mais talentosas.

A criatividade é um processo acessível a todos os seres humanos e inerente a qualquer disciplina ou acto da nossa vida diária. A criatividade resulta do hábito de actuar, de pensar, de questionar e ser curioso, mas acima de tudo de ser persistente na procura de um sonho.

Quando nós trabalhamos um espaço em branco e nos colocamos no papel de um pintor, por exemplo uma tela, por comparação com o bloco de pedra, o nosso pensamento divergente ocorre de uma forma espontânea, como um fluxo livre, de tal forma que são geradas muitas ideias rapidamente. Cada traço ou cada pincelada parecem sair do nada.

Face a um problema, por exemplo, a criação de um modelo de negócio, muitas soluções possíveis são explorados num curto espaço de tempo, e muitas conexões inesperadas são desenhadas nessa tela.

É nesse espaço que, após o processo de pensamento divergente ter sido concluído, as ideias e informações serão organizadas e estruturados através do pensamento convergente. Tudo o que não interessa, isto é, toda a informação e todas as ideias não pertinentes são “riscadas” do nosso desenho ou substituídas por outras mais atraentes.

O que se passa com o espaço em branco é uma adição de ideias e informação sem ter necessariamente a preocupação inicial de um ponto de chegada. Um espaço em branco é a nossa caixa!

Mas se nós estivermos tivermos uma caixa semelhante a um bloco de pedra e quisermos criar uma organização sustentável, então será melhor desaprendermos muito do que são as reorganizações conhecidas e desempenharmos o papel de um escultor.

Comecemos o trabalho com a selecção de uma pedra (empresa). Podemos esculpir de forma directa, sem um modelo, isto é, sem seguir cegamente as boas práticas e inspirarmo-nos directamente na própria empresa como fazia Michelangelo que afirmou que seu trabalho era livre a forma humana estava presa dentro do bloco.

Quando estivermos prontos para esculpir, comecemos a retirar as grandes porções de pedra indesejada.

As organizações “blocos de pedra” são normalmente organizações com muitos anos a acumular lixo em informação e processos de trabalho e todas essas grandes porções de material não útil devem ser retiradas. Devemos ter no entanto cuidado com o tipo de ferramentas que usamos para que a matéria seja removida de forma rápida e uniformemente.

É fundamental mantermos sempre a imagem como um todo para não criar desequilíbrios.

Uma vez que a forma geral da estátua tenha sido determinada, o escultor usa outras ferramentas para refinar a figura.

Podemos marcar linhas específicas usando ferramentas adequadas para medir uma área de trabalho a ser abordada e proceder aos melhoramentos e refinamentos necessários.

Muitas das organizações que conhecemos precisam de ser esculpidas, mas também podem precisar de encontrar espaços em branco. Acima de tudo o que eu penso que é importante é que “não há uma única direcção, nem um único processo ou única  metodologia para reinventar uma organização”.

Em alguns casos é necessária a adição, noutros casos a subtracção.

 

O que acha?

 Os ovos são permeáveis!

Eu sempre tive um apreço especial pelos dados e pelo tratamento que muitas vezes equipas de especialistas lhes dão! Não porque elas sejam fundamentais para as minhas decisões mas porque elas dão lugar a muita criatividade.

Eu penso que ajudar a prever o futuro é uma das funções das do registo de dados do passado, ou seja, produzir a melhor informação possível a partir dos dados disponíveis.

E é a partir dos dados disponíveis que nós podemos imaginar os indisponíveis.

É aqui que entra a criatividade!

A escolha do que é relevante, a forma como se combinam os dados, a identificação de conexões ou determinação de correlações é uma preciosa ajuda para tomar decisões.

O ponto onde quero chegar é que, muitas vezes olhamos para factores nucleares, ditos representativos, e esquecemos as pontas ou os elementos mais superficiais.

É um pouco como olhar para um ovo e pensar em gemas para fazer uma omeleta ou um bolo, esquecendo-nos das claras e da casca.

São muitas vezes os pequenos detalhes que fazem a diferença.

Porque é que em vez de levarmos as ideias até ao núcleo das empresas, isto é, até ao centro de decisão, não trazemos os gestores até às franjas da organização onde residem grande parte das ideias?

De uma forma geral as franjas das organizações são zonas periféricas com elevado potencial de crescimento, mas esse crescimento só será real se ele for acompanhado com os cuidados necessários por parte dos centros de decisão.

As franjas das organizações representam a fase inicial das iniciativas empresariais, com elevado potencial de crescimento, por exemplo, quando novas iniciativas orientadas para o mercado ou novas práticas de trabalho são introduzidas na força de trabalho, é necessário criar um ambiente de motivação e ouvir a experiência dessa força.

O primeiro teste é feito internamente quando se verifica se os recursos estão alinhados com a estratégia da empresa e com as orientações dadas.

São as cascas do ovo que permitem a protecção mas ao mesmo tempo são permeáveis a alterações do meio ambiente e por isso são porta-voz das novidades do mundo.

Estas franjas são também portadoras de novas ideias e são simultaneamente terreno fértil para o seu desenvolvimento. É certo que vão encontrar no núcleo da empresa resistência muitas vezes impulsionada pelos lucros certos e ou estatisticamente aconselhados.

O núcleo precisa de perceber que essas ideias são oportunidades, umas mais promissoras que outras, bem como precisa perceber que não tem que aplicar grandes recursos para transformar essas ideias em negócios.

Cada amanhã, representa numa organização um crescimento de conexões e de conhecimento a que se juntam mares de inspiração para desenvolver a criatividade que não podem ser ignorados.

Seja nas franjas da administração, do sector ou departamento ou mesmo nas franja da organização, a fronteira com o meio exterior, há um território a explorar que não pode ser descrito por um mensageiro.

Os detentores de poder de decisão e de distribuição de recursos têm de realizar essa viagem até às bordas. Se não tiverem disponibilidade para o diálogo directo devem no mínimo auscultar as ideias inscritas nas suas aplicações de gestão de ideias.

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Este post foi reescrito de um anterior publicado neste blog!